Apesar da negativa de delação, possível “colaboração” de Bacellar preocupa e muito antigos aliados

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Familiares do ex-onipotente Rodrigo Bacellar (foto), que está preso desde o dia 27 de março, tem dito que ele não faria uma delação premiada porque não se veria como delator, mas isso não serviu para baixar a temperatura em alguns ambientes de poder, principalmente depois que os mesmos parentes deixaram escapar que o ex-presidente da Assembleia Legislativa que estariam “chateados” com o comportamento de alguns (ex) amigos do homem que, no interior, era anunciado como “o mais poderoso do e estado”.

Tensão no RJ: Se confirmada e aceita, suposta delação de Rodrigo Bacellar poderá dificultar a vida de muita gente no universo político fluminense e derrubar candidaturas

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Se as estruturas emocionais já estavam abaladas com a apreensão de cinco dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal com o ex-governador Claudio Castro, a tensão nos ambientes políticos, principalmente na Assembleia Legislativa do Rio, deve aumentar em muito nos próximos dias, se confirmado que uma proposta de delação premiada do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar – da qual, estima-se, poderia resultar na devolução aos cofres públicos de pelo menos R$ 300 milhões – está mesmo em andamento.

Apreensão de celulares de Claudio Castro estaria causando insônia em muita gente, comentam nos ambientes de poder

● Elizeu Pires

A cobertura do ex-governador, na Barra da Tijuca, foi visitada duas vezes em 15 dias pela Polícia Federal - Foto: Reprodução Foram informações colhidas nos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master que está preso e tentando uma delação premiada – que levaram a Polícia Federal ao ex-governador Claudio Castro, na 8ª fase da Operação Compliance Zero, realizada em 26 de maio. Mas 10 dias antes, na Operação Sem Refino, agentes da PF apreenderam celulares e um tablet na cobertura de Castro, na Barra da Tijuca, e, desde então, muita gente estaria precisando fazer uso de remédios para dormir.

Supremo decide manter presidente do TJ como governador interino do RJ 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para que o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Casa, assumisse interinamente o governo do estado. O requerimento foi apresentado na Ação Direta de Inconstitucionalidade, da qual Fux é relator, em que são discutidas as regras para a realização de eleições para o mandato-tampão de governador e vice-governador do Rio de Janeiro. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, exerce interinamente a chefia do Executivo estadual

A sucessão no Rio de Janeiro está em análise do Plenário na ADI 7942 e na Reclamação (RCL) 92644 (de relatoria do ministro Cristiano Zanin), e o julgamento conjunto está suspenso desde o dia 9/4, em razão de pedido de vista do ministro Flávio Dino. 

Atos atribuídos ao deputado Thiago Rangel podem afetar carreira da filha vereadora

● Elizeu Pires

Foto: Arquivo/Alerj Segundo nome mais votado para a Câmara de Vereadores de Campos, no interior do estado do Rio de Janeiro, registrando 11.333 votos, Thamires Rangel não é alvo das investigações no momento, mas sua precoce carreira política poderá ser afetada pelas ações atribuídas ao pai dela, o deputado estadual afastado, Thiago Rangel, preso no dia 5 de maior pela Polícia Federal, no âmbito de inquérito aberto para apurar fraudes em contratos para obras de reforma em escolas sob o guarda-chuva da Diretoria Regional de Educação do Noroeste Fluminense, sobre a qual o deputado mantinha controle indiretamente.

Devassa no Detran e Detro seria uma boa pedida, sugerem nos ambientes de poder

● Elizeu Pires

Apontados como grandes cabides de emprego no governo fluminense, o Detran e o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro), que por finalidade principal deveria fiscalizar as empresas de ônibus que operam as linhas municipais, tiveram mudanças recentes em seus comandos.

Preocupação na Alerj teria aumentado depois da decisão de Alexandre de Moraes que impede a Casa de derrubar prisão de Thiago Rangel

● Elizeu Pires

Desde a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União) – ocorrida em dezembro de 2025 – que o clima na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não é mais o mesmo, e a intranquilidade – que se deveria muito mais a apreensão de dispositivos eletrônicos usados pelo agora ex-deputado, que a prisão propriamente dita, como analisa um parlamentar – teria aumentado bastante com a quarta fase da operação Unha e Carne da Polícia Federal, realizada no dia 5 deste mês, da qual o deputado Thiago Rangel (Avante) foi o principal alvo.

Dessa vez não vai funcionar: Moraes mantém prisão de deputado e diz que medida vale independente de votação pela Alerj

No mesmo despacho em que manteve prisão do deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiago Rangel (foto), realizada ontem (5) pela Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deixa claro que sua medida continua valendo independente de votação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), como aconteceu no caso da prisão, em dezembro, do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, que acabou solto após os deputados assim decidirem.

O ministro entende que os deputados têm feito uso de um dispositivo legal para “garantir um sistema de total impunidade” em favor dos membros da Alerj.

Prisão de mais um deputado reforça entendimento de que governador interino precisa ficar no cargo até a posse daquele que passar pelo crivo das urnas

● Elizeu Pires

Reprodução A chamada “Tropa do Bacellar”, da qual o deputado Thiago Rangel – preso ontem (5) pela Polícia Federal – é membro, ao que parece, não estaria tão preocupada assim com a situação dele, pelo menos até ao ponto de fazer de tudo para derrubar logo o decreto de prisão via ato legislativo aprovado em plenário. A preocupação seria com eles mesmos, por conta da relação que mantinham com o "ex-líder maior", Rodrigo Bacellar.