Autoridades fecham cerco ao comércio de votos por milícias

Com mais de 2,8 milhões eleitores, a Baixada Fluminense sempre foi vista como um grande mercado de votos Polícia Federal e Abin vão atuar contra controle do crime organizado sobre eleitores

O controle exercido pelo crime organizado sobre várias comunidades e as ações das milícias durante as campanhas eleitorais no Rio e nas cidades da Baixada Fluminense causaram no governo federal uma preocupação ainda maior com a segurança institucional e vários órgãos já trabalham sobre um relatório que aponta a influência criminosa em 850 zonas de conflitos e mapeia sessões de 19 zonas eleitorais no estado do Rio. De acordo com o documento, os criminosos controlam os votos em suas áreas de atuação, com um esquema que favorece políticos que aceitem pagar os valores cobrados pelas facções. Estima-se que pelo menos 30 vereadores teriam sido eleitos no ano passado em cidades fluminenses com votos conseguidos a partir deste esquema, inclusive no interior.  Para combater o controle a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vão trabalhar em conjunto.

Clínica da Mulher de Belford Roxo oferece cirurgia indolor

Procedimento é feito no tratamento de varizes

A Secretaria de Saúde de Belford Roxo está inovando no tratamento contra varizes, adotando um procedimento que acaba com as dores e neutraliza o avanço. Conhecida como cirurgia vascular por espuma, a técnica – que é ministrada na Clínica da Mulher – é indolor e consiste em uma cirurgia rápida, fora do centro cirúrgico, sem corte e sem anestesia. Segundo titular da Secretaria da Mulher, Ana Lúcia Silva Corrêa, a cirurgia é comandada pelos médicos Henry Leal e Marcello Rotolo e dura cerca de 20 minutos.  No procedimento, que dura 20 minutos, são usadas duas seringas, agulhas e o medicamento Polidocanol, solução para injetar fuido nas veias de má formação.

Crianças de Belford Roxo vão aprender brincando

Começou pela Creche Municipal São Judas Tadeu, localizada no bairro Heliópolis, um projeto educacional piloto elaborado pela Secretaria de Educação de Belford Roxo, que vai possibilitar que as crianças aprendam brincando. É a Bebeteca, que reúne em um só espaço cores, sons, jogos, livros e brinquedos, uma proposta que permite aos professores trabalhar o desenvolvimento dos alunos da educação infantil - com idade de oito meses a 6 anos -, explorando os sentidos, as formas, os sons, cores e texturas com atividades lúdicas. "Sabemos que muitas das crianças de nossa cidade não têm acesso a livros. Com a instalação da biblioteca infantil, estamos dando esta oportunidade e desenvolvendo o prazer da leitura. Temos vários projetos educacionais e o incentivo ao hábito da leitura é um deles", pontua o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho.

 

MP aponta fraude em compra de material hospitalar em N. Iguaçu

Renato Baptista assinou as notas de empenho que garantiram o pagamento de pelo menos R$ 4,9 milhões Promotoria ajuizou ação contra ex-secretários, ex-assessores e um empresário

Uma compra de R$ 8,7 milhões em material hospitalar feita no apagar das luzes da gestão da prefeita Sheila Gama, em 2012, resultou em uma ação de improbidade administrativa contra um empresário e quatro integrantes do governo dela, processo ajuizado cinco anos depois pelo Ministério Público. Além do fato de o material adquirido ter desaparecido do almoxarifado logo depois de dado como entregue, o MP apontou falta de levantamento de preços, uma vez que a Prefeitura de Nova Iguaçu não fez licitação e aderiu a ata de um pregão do governo de Roraima, vencido pela Insumed Comércio de Medicamentos e Equipamentos Hospitalares. O critério da economicidade definido por lei tinha de ser observado pela Secretaria de Saúde, pois os preços para Nova Iguaçu deveriam ser bem menores, uma vez que o fornecedor está localizado em Belford Roxo, a 10,2 quilômetros, distância infinitamente menor que os 4.990 quilômetros que separam a cidade onde a empresa está sediada de Boa Vista, capital de Roraima.

MP quer história afro-brasileira e indígena nas escolas da Baixada

Inclusão dos temas pode reduzir evasão escolar e casos bullying diminuam

O Ministério Público quer que o artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação que estabelece a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas de ensino fundamental e ensino médio, públicas e privadas, seja cumprido na Baixada Fluminense. Recomendação neste sentido foi feita pela promotora Elayne Rodrigues aos conselheiros municipais de Educação e aos representantes dos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé e São João de Meriti, durante o I Encontro Regional Ministério Público pela Paz nas Escolas: Educação e Relações Étnico-Raciais, promovido pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação do Núcleo Duque de Caxias, em parceria com a Universidade Federal Fluminense. De acordo com artigo 26 A da LDB, o conteúdo programático deve incluir diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos: estudos da história dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira, o negro e o índio na formação da sociedade nacional.

Hoje é dia de agito em Belford Roxo

Encontro cultural vai unir rap, funk, hip hop e exposição de arte

Vai acontecer nesta quarta-feira, a partir das 19h, o 2º Encontro Cultural de Belford Roxo, na Casa de Cultura da cidade (Avenida Bob Kennedy, S/N, bairro Nova Piam). Promovido por um grupo de jovens locais, o evento vai contar com apresentações de rap, funk, hip hop. Além da música haverá exposições de arte e demonstrações de lutas marciais. A proposta é fortalecer a cultura na Baixada Fluminense. "Somos um grupo socialista. Sabemos que a cultura é fundamental para a transformação social dos jovens. Sabemos que através da arte é possível não somente diminuir a violência nas favelas, mas também em outras áreas de vulnerabilidade social. Precisamos ajudar a suprir carências no que tange aos direitos de todo cidadão, em principal a juventude de nossa Baixada", diz Jonatan Dias, um dos organizadores do evento, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

Belford Roxo promete pagar salários a partir de amanhã

Folha de pagamento já começou a ser enviada hoje ao banco

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Belford Roxo informou agora a pouco ao elizeupires.com que a administração municipal começa a pagar o salário de agosto nesta sexta-feira, dia 15. Já na parte da manhã, revelou, algumas secretarias já deverão ter sido pagas, pois a folha de pagamento começou a ser enviada ao banco o início da tarde de hoje (14), podendo o pagamento ser concluído até o final do dia. Os servidores efetivos vem reclamando de atraso no salário que, entendem, deveria ter sido quitado em 8 de setembro, quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Os funcionários cobram a divulgação de um calendário para poderem melhor se organizar. De acordo com o governo, devido à oscilação na receita, não tem sido possível estabelecer uma data certa até agora, mas a situação começará ser normalizada a partir desde mês.

Belford Roxo precisa explicar o que está alugando por R$ 5,3 milhões

Prefeitura licita, contrata locação de máquinas, mas não disponibiliza as informações

Quantos equipamentos estão a serviço do município, em que são utilizados e quanto custa aos cofres públicos a hora trabalhada? O questionamento seria desnecessário se a Prefeitura de Belford Roxo respeitasse a Lei Complementar 131/9, também conhecida como Lei da Transparência, disponibilizando no site oficial as despesas, nomes de fornecedores, os trâmites licitatórios e os contratos firmados. Como transparência parece ser uma palavra desconhecida pelo governo, esclarecimentos sobre contratos como o firmado com a empresa Master Rio Construções – que completou um ano em julho e no mesmo mês venceu o Pregão Nº 027/2017, realizado para locação de máquinas e equipamentos pelo total de R$ 5.326.765,80 – deverão ser cobrados através do Ministério Público, já que o cidadão não vem conseguindo fazer o controle social.

Ex-prefeitos podem voltar a representar a Baixada como deputados

Alexandre Cardoso, Nelson Bornier e Sandro Matos foram deputados antes de se tornarem prefeitos das três maiores cidades da Baixada Fluminense que, juntas, têm mais de 1,5 milhão de eleitores Alexandre Cardoso, Nelson Bornier e Sandro Matos já exerceram mandatos parlamentar

Com a experiência de terem atuado como parlamentares antes de se tornarem prefeitos das três maiores cidades da Baixada Fluminense aliada ao conhecimento dos problemas de suas bases, Alexandre Cardoso (PSD), Nelson Bornier (PMDB) e Sandro Matos (PHS) deverão voltar a disputar mandatos de deputado em 2018. O primeiro, que governou Duque de Caxias até 31 de dezembro do ano passado, visa uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde esteve a até ser eleito prefeito em 2012. Já Bornier deverá concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa e Sandro quer retornar à Brasília, onde cumpriu dois mandatos. Nas últimas eleições proporcionais por eles disputadas os três somaram mais de 300 mil votos. Alexandre registrou o total de 142.714 e Bornier 72.352 no pleito de 2010, enquanto Matos teve 88.951 votos em 2006.

Concurso esquisito de B.Roxo ainda pode render mais ‘dor de cabeça’

As provas de que seleção aberta pela Câmara realmente aconteceu ainda não apareceram

"Será como o efeito de vários tijolos jogados para o alto caindo sobre cabeças”. Esta é avaliação de quem acompanha de perto a história de um concurso público aberto pela Câmara de Vereadores de Belford Roxo em 2009, quando o hoje prefeito, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), presidia o Poder Legislativo. Inicialmente a proposta era preencher de 76 vagas, mas resultou em 231 nomeações, pois o quantitativo foi ampliado durante a vigência do edital, o que foi visto com suspeição pelo Tribunal de Contas do Estado, que já havia considerado 76 um número "desproporcional para atender à necessidade da Casa". Tanto que pouco depois das convocações 221 servidores foram colocados à disposição da Prefeitura, porque a Câmara não dispunha de espaço para eles trabalharem nem recursos para pagar os salários, ficando o Poder Executivo com uma folha extra de R$ 1,2 milhão por mês.