Fajardo deixou empreiteira só depois de nomeado

Secretário de Rio das Ostras foi mesmo responsável técnico de empresa contratada

Ao contrário do que fora propalado nos meios políticos de Rio das Ostras, o engenheiro Wainer Fajardo só se desligou da empresa Tec Pav - que desde a gestão do prefeito Carlos Augusto Balthazar tem contratos de prestação de serviços com a administração municipal - quando já era titular da Secretaria de Obras. O que sustenta essa informação é um documento do Conselho Regional de Engenharia, que dá conta de que Fajardo assumiu a responsabilidade técnica da empresa no dia 6 de novembro de 2008 e se desligou no dia 23 de maio de 2011, seis meses após assumir o cargo de secretário de Obras, tendo sido nomeado por Carlos Augusto no dia 26 de novembro de 2010.

Saída de Fajardo da Tec Pav teria sido antes de assumir secretaria

Uma nova versão sobre a relação do secretário de Obras de Rio das Ostras, Wainer Farjado, com a empresa Tec Pav, que têm atualmente três contratos com a Prefeitura, no total de R$ 1.871.561,06. A informação dá conta de que ele teria saído da empresa em setembro de 2010 e não em 2011, dois meses antes de ser nomeado para o cargo pelo prefeito Carlos Augusto Baltazar.

Essa informação teria sido dada por ele mesmo ao vereador Carlos Afonso Fernandes, que propôs a abertura de uma comissão de inquérito para apurar até que ponto iria a relação do secretário com a Tec Pav. Fajardo foi nomeado secretário no dia 26 de novembro de 2010, na segunda gestão do prefeito Carlos Augusto Balthazar.

Desapropriações sob suspeita em Macaé

O prefeito Riverton Mussi é acusado de beneficiar aiiados com desapropriações milionárias Prefeitura pagou mais de R$ 70 milhões por imóveis de parentes de vereadores.

Dez decretos de desapropriação de imóveis emitidos pelo prefeito Riverton Mussi (PMDB) durante os exercícios de 2005, 2006 e 2007, adquirindo para o município áreas e prédios que pertenciam a parentes de vereadores e a empresários estão sendo questionados na Justiça em ação popular impetrada pelo servidor público Rafael Carvalho Ramos, que também apresentou denúncia na 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva. Só essas desapropriações custaram aos cofres públicos mais de R$ 70 milhões. De acordo com a denúncia apresentada ao Ministério Público foram desapropriados imóveis de familiares dos vereadores Marilena Garcia (PT), Luiz Fernando Borba, Paulo Antunes (PMDB), Chico Machado (PPS), do suplente João Sérgio de Lima (PMDB), do secretário-geral da Câmara Municipal, Nélio Nochi Emerick, do presidente da Associação comercial, Francisco Mancebo Agostinho e do secretário de Desenvolvimento Social, Jorge Tavares Siqueira.