Carlos Augusto esculacha Sabino nas urnas

Mesmo dependendo da Justiça ex-prefeito de Rio das Ostras teve do dobro dos votos conferidos aos dois candidatos apoiados pelo atual governante

Conforme o elizeupires.com já havia antecipado antes do primeiro turno da eleição, os votos dados para a candidatura a deputado estadual do ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, só serão validados se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatar recurso por ele impetrado e confirmar seu registro, mas mesmo nessa situação complicada ele deu no prefeito Alcebíades Sabino o uma grande lição, uma "coça", segundo os aliados do ex-prefeito. É que Carlos Augusto teve na cidade mais que o dobro da votação dos dois candidatos lançados por Sabino: de um total de 31.846 votos a ele conferidos, 16.544 são de eleitores de Rio das Ostras.

Magé elegeu apenas um deputado estadual

Candidato a federal mais votado teve 24.194 votos no município

Dos 172.917 eleitores aptos a votar este ano no município de Magé 33.020 deixaram de comparecer às urnas, 8.977 votaram em branco para governador e 13.118 anularam o voto. Para deputado federal foram 14.018 votos em branco e 11.035 nulos. O número de votos em branco para deputado estadual foi de 11.790 e os votos nulos somaram 10.660, volumes expressivos considerando que o município teve cinco candidatos a deputado estadual e três a federal. Dos oito o único a ser declarado eleito é o estreante Renato Cozzolino Harb, que obteve no município 21.343 sufrágios de um total de 26.697 votos. Ele foi eleito na sobra da legenda do PR, que conquistou, por enquanto, sete cadeiras na Assembleia Legislativa. Esse “por enquanto” se deve ao fato de que ainda pode haver alteração na formação das bancadas, uma vez que os candidatos Carlos Augusto Balthazar (PSL- 31.846 votos), Francisco D`ámbrósio (PSDC/PMN - 16.513) e Marcelo Ciciliano (PSDC/PMN - 18.272), além de dezenas de outros menos votados, tiveram a votação computada em separado, pois suas candidaturas dependem de recursos que deverão ser julgados ainda este mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde também será analisado se os mais de 26 mil votos conferidos em separado para o ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi, candidato a estadual pelo PMDB, serão validados ou não.

Dos oito candidatos de Magé apenas um ainda depende da Justiça

O município cadastrou cinco candidatos a deputado estadual e três a federal

Candidato a deputado estadual pelo PTB, o ex-prefeito de Magé, Rozan Gomes, é o único dos oito candidatos cadastrados por Magé que ainda não teve o registro de candidatura confirmado pela Justiça Eleitoral. Ele, ao lado de Carlos Augusto Balthazar e Riverton Mussi (ex-prefeitos de Rio das Ostras e Macaé), está na lista das impugnações solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPE) e julgadas procedentes pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Todos os impugnados até agora podem continuar em campanha, pois só estarão realmente impedidos de concorrer depois que seus processos tiverem transitado em julgado na última instância, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De onde virá o dinheiro?

Ex-prefeito de Rio das Ostras prevê gasto de R$ 5 milhões na campanha para deputado estadual, mas declarou patrimônio de apenas R$ 6 mil

Com pedido de registro de candidatura a deputado estadual pelo PSL tramitando no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), o ex-prefeito de Rio das Ostras, município da Região dos Lagos Fluminense, estimou em R$ 5 milhões o custo de sua campanha, mas, a julgar por sua declaração de bens à Justiça Eleitoral ele deve estar contando com generosas contribuições, pois para quem tem um patrimônio de apenas R$ 6 mil, R$ 5 milhões é uma quantia que pode ser comparada a um prêmio da Mega-Sena, modalidade de loteria explorada pela Caixa Econômica Federal.

Rigor da lei pode ser o fim da linha para ex-prefeito de Rio das Ostras

Carlos Augusto está, tecnicamente falando, inelegível até 2021

Mesmo com um forte apoio de empresários, o que lhe poderia garantir votos em vários estados fluminenses nas eleições deste ano, o ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, pode ter chegado ao fim da linha e não conseguir registrar sua candidatura a deputado pelo PSL, partido ao qual se filiou para tentar um mandato parlamentar sem ter de concorrer com os medalhões do PMDB. É que Balthazar tem pela frente um paredão chamado Lei da Ficha Limpa, a Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010, que, segundo espera a sociedade que por ela tanto lutou, será aplicada com todo o seu rigor nas eleições gerais deste ano. Essa semana o ex-prefeito chegou a sentir certo alívio com o fato de seu nome não estar na lista de maus gestores entregues ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), mas foi lembrado de que já está tecnicamente enquadrado na Lei da Ficha Limpa, por ter condenação judicial em corte colegiada, que salvo uma decisão  em terceira instância, será decisiva na hora de o TRE analisar o seu pedido de registro de candidatura.

Duelo de “titãs” vai sacudir Rio das Ostras

Eleição na Câmara vai por a prova a força do prefeito

Apontado como o real comandante da Câmara de Vereadores de Rio das Ostras, embora o Legislativo seja um poder independente, o prefeito Alcebíades dos Santos vai ser testado numa queda de braços que pode selar o seu destino em futuro bem próximo: a eleição para a composição da meda diretora da casa para biênio 2015/2016. A votação foi antecipada para a próxima terça-feira pelo presidente Alzenir Pereira de Mello, o Nini e isso teria ocorrido por recomendação do próprio prefeito. Sabino estaria temeroso de uma possível alteração no quadro atual da Câmara prejudicasse o seu “comandado”, ocasionando perda de votos se a escolha for feita no final do ano, o que seria o correto.

Com a ficha ainda mais suja

Ex-prefeito de Macaé cada vez mais distante da vida pública

A semana que terminou ontem foi péssima para o ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi, que pretende disputar uma cadeira de deputado estadual, mas, a exemplo do ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar - que também tem condenação em corte colegiada -, dificilmente conseguirá registrar sua candidatura. Em decisão anunciada na última quinta-feira o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), condenou Riverton a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 945.872,86, por ter, de forma irregular, ter assinado um termo de reconhecimento de dívida com a empresa 7 Construtora & Transportadora, no dia 7 de junho de 2011. Segundo o processo, o reconhecimento foi assinado para o pagamento parcelado da obra de recuperação emergencial e desobstrução do canal de Macaé-Campos.

E as praças deixaram e ser do povo em Valença

Agora são das cobras e dos escorpiões

“A praça é do poço como o céu é do condor”. Se Castro Alves vivo fosse e buscasse inspiração em Valença, cidade do interior fluminense e não aquela a Bahia, estado onde o poeta nasceu, talvez cantasse uma triste realidade: “A praça é das cobras e dos escorpiões...” É que sem saúde e com educação precária, os moradores de Valença estão também, aos poucos, ficando sem suas praças, pois os logradouros públicos buscados pela população em momentos de lazer, estão abandonados. Apesar das muitas promessas de obras e reparos, nada foi feito desde que o prefeito Álvaro Cabral (PRB) assumiu o governo, tendo ele esquecido até mesmo a que ele inaugurou em sua primeira gestão.

O mais premiado? Só se for com processos na Justiça

Ex-prefeito de Rio das Ostras “inicia” campanha como um grande realizador 

As eleições só vão acontecer no dia 5 de outubro, mas o ex-prefeito Carlos Augusto Balthazar já está praticamente em campanha, usando inclusive os meios de comunicação para se apresentar aos eleitores, o que não é proibido, desde que não peça votos e se afirme candidato, uma vez que as convenções sá acontecerão em junho.  A questão é que ele tem atuado nos bastidores contra possíveis adversários, patrocinando ações judiciais contra quem vê como desafeto e, nas horas vagas, se diz “o prefeito mais premiado da região”. É desse “mais premiado” que os atacados têm se aproveitado para dar o troco: “Mais premiado? Só se for com ações na Justiça”.