Plano Integrado de Saúde nas Favelas celebra seis anos como um dos maiores programas de saúde territorial do Brasil

O ex-presidente da Alerj, André Ceciliano, recebeu homenagem pelo apoio decisivo ao projeto - Foto: Divulgação Mais de um milhão de moradores de 175 favelas, em 33 municípios do Estado do Rio de Janeiro, já foram atendidos por 146 projetos de promoção da saúde e segurança alimentar. Esses são os números centrais do Plano Integrado de Saúde nas Favelas, iniciativa que completa seis anos de existência. O programa nasceu de uma parceria entre a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante o pico da pandemia de Covid-19, em 2020.

O projeto foi viabilizado inicialmente por um aporte de R$ 20 milhões repassados pela Alerj, somados a R$ 3 milhões da Fiocruz e R$ 700 mil em emendas parlamentares federais.

Fiocruz celebra 6 anos do Comitê Integrado de Saúde das Favelas

O programa foi viabilizado pelo apoio da Assembleia Legislativa sob a presidência de André Ceciliano - Foto: Banco de Dados Nesta sexta-feira (29), o ex-presidente da Alerj André Ceciliano participa, no campus Maré da Fiocruz, da reunião comemorativa pelos 6 anos do Comitê Interinstitucional do Plano Integrado de Saúde nas Favelas RJ, que apresentará os resultados das ações desenvolvidas nas comunidades fluminenses.

O impacto do programa foi viabilizado pelo apoio decisivo da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ) sob a presidência de Ceciliano. Em sua gestão, a Casa garantiu repasses orçamentários fundamentais para que a Fiocruz e as universidades parceiras estruturassem o Plano.

Negacionismo fez brasileiros “perderem” 3,4 anos de vida na pandemia

Dado faz parte do Estudo Carga Global de Doenças, publicado este mês

Foto: Alex Pazuello/Semcom Prefeitura de Manaus A expectativa de vida da população brasileira caiu 3,4 anos durante a pandemia de covid-19, após aumento de 27,6% na mortalidade. É o que mostra a análise nacional do Estudo Carga Global de Doenças, maior pesquisa mundial sobre o impacto das doenças e fatores de risco nas populações de mais de 200 países, documento  que está publicado na edição de maio da revista The Lancet Regional Health – Americas.

Brasil atinge meta com 66% das crianças alfabetizadas em idade certa: Objetivo é chegar a 80% em 2030

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O Brasil superou a meta de crianças alfabetizadas na idade certa ao alcançar, em 2025, 66% dos estudantes aptos a ler e escrever ao final do segundo ano do ensino fundamental. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

O percentual significa que duas a cada três crianças brasileiras que concluíram essa etapa de ensino no ano passado estavam alfabetizadas. A meta estipulada inicialmente pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada era de alcançar 64% em 2025.  “Nós resolvemos fazer esse pacto pela alfabetização na idade certa para chegarmos a 2030 com 80% das crianças alfabetizadas no segundo ano. Parecia uma meta impossível. Veja que, com apenas dois anos, nós chegamos a 66%”, afirmou o presidente.

Conflito no Irã não deve afetar exportações da Petrobras

Presidente da empresa considera o cenário de extrema volatilidade

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e seus desdobramentos no Oriente Médio não deverão afetar as exportações da Petrobras para a Índia, China e Coreia, que não utilizam rotas que estejam ameaçadas pela guerra no Oriente Médio.

Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026

É a maior alta em mais de um ano

Foto: Washington Alves / Agência Brasil A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional

Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas - Foto: Rafael Nascimento/MS O governo federal iniciou ontem (17), a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.

Taxa de desemprego chega a 5,2%, a menor desde 2012

Número de pessoas ocupadas também é recorde: 103,2 milhões

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil A taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro ficou em 5,2%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa de desocupação desde 2012, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua.

Vacina brasileira de covid fortalece ciência e país, diz ministra

Luciana Santos conversou com exclusividade com os veículos da EBC

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O Brasil publicou este mês o primeiro artigo científico sobre testes de segurança envolvendo uma vacina contra a covid-19 totalmente nacional. Os resultados demonstram que o imunizante, chamado SpiN-TEC, é seguro. A dose avança agora para a fase final de estudos clínicos e deve estar disponível para a população até o início de 2027.

Justiça condena homem a 14 anos por terrorismo e xenofobia em ataque ao Consulado da China no Rio em 2021

Foto: Reprodução Em denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou Flávio Carino Guimarães a 14 anos de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime de terrorismo, motivado por xenofobia. Ele foi acusado de lançar um artefato explosivo contra o Consulado da China, em Botafogo, na noite de 16 de setembro de 2021. A sentença, da 5ª Vara Federal Criminal, destacou que o réu atribuiu à China a culpa pela pandemia de covid-19, que vitimou sua mãe, e agiu para causar medo e insegurança social. De acordo com a denúncia, o artefato explosivo improvisado jogado no consulado causou a destruição parcial do prédio e expôs a perigo a vida de diplomatas e funcionários, incluindo o vice-cônsul chinês e o vigilante, que estavam no local no momento do ataque. Flávio Guimarães confessou o ato, mas alegou ter agido sob forte crise emocional e uso abusivo de drogas e álcool, em protesto pela morte de sua mãe. A Justiça, no entanto, considerou que a conduta se enquadra no conceito de xenofobia — aversão, hostilidade ou ódio contra estrangeiros —, lembrando que a pandemia provocou aumento expressivo de manifestações de ódio contra a China. Perícias confirmaram que o artefato explosivo tinha alto poder destrutivo, capaz de provocar mortes e grandes danos. O prejuízo ao patrimônio foi estimado em R$ 63,6 mil. A identificação do autor foi possível por meio de denúncia anônima, cruzamento de dados do veículo que ele usou e perícia em celulares apreendidos. A investigação também apontou que ele tinha acesso facilitado a explosivos por ligação com o tráfico de drogas e armas. A juíza federal que deu a sentença concluiu que a conduta do homem se enquadra na Lei Antiterrorismo, que define terrorismo como o uso de meios capazes de causar destruição e pânico por razões de preconceito, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado.

(Via Ascom/Procuradoria da República no Rio de Janeiro)