Dinheiro não é suficiente para limpar Macaé

Imagem como esta não pode ser vista numa cidade que tem um serviço de coleta de lixo tão caro quanto o de Macaé Descarte irregular de lixo compromete imagem da Capital Nacional do Petróleo

O prefeito que aumentou os gastos com a coleta de lixo e só não ampliou o valor ainda mais porque o Tribunal de Contas do Estado não deixou é o mesmo que não cobra da empresa contratada mais eficiência na prestação do serviço. O prefeito em questão é Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, que desde que assumiu a Prefeitura de Macaé (em janeiro de 2013) já pagou mais de R$230 milhões a Limpatech, que vem tendo o contrato reajustados através de termos aditivos. Moradores reclamam que apesar de a Prefeitura pagar caro o serviço é prestado de forma precária e pontos de vários bairros tem sido transformado em lixeira. No bairro Lagomar, por exemplo, um terreno do município virou vazadouro de lixo, segundo alguns habitantes da localidade, por causa da deficiência da coleta.

E ele é um péssimo gestor público

Desde que Aluízio assumiu o governo o município de Macaé já arrecadou mais de R$ 7.5 bilhões Posição de Macaé em ranking nacional mostra que eficiência não é o forte de Aluizio

Os números oficiais afirmam que a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, chamada de Capital Nacional do Petróleo, continua rica e que a crise não faz nem cócegas nas finanças do município, que de janeiro de 2013 a 31 de agosto deste ano teve uma receita consolidada de mais de R$ 7.5 milhões, muito dinheiro levando em conta que o universo populacional não chega a 250 mil moradores. Se há dinheiro está faltando competência administrativa e isso quem revela é o Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), um estudo do jornal folha de São Paulo, feito a partir de dados coletados pelo instituto de pesquisa Datafolha em todos os 5.281 municípios brasileiros. A análise mostra que a rica cidade do interior, em termos de eficiência na gestão dos recursos públicos, perde feio até para municípios da região mais pobre do estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense.

Pobreza sustenta maus políticos na Baixada Fluminense

A distribuição de alimentos no município de Magé é citada até em pesquisa de intenção de votos Saco de cimento, botijão de gás e cesta básica funcionam como moeda de troca numa região onde um terço da população sobrevive com meio salário mínimo. Cirurgias de laqueadura de trompas também

Qual o valor de um voto? A resposta depende muito de quem ouve a pergunta. Se dirigida a um eleitor esclarecido o “não tem preço e sim conseqüência” vai estar na ponta da língua. Entretanto, se a indagação for feita a boa parte dos moradores de bairros carentes das localidades de Piabetá, Mauá e Surui, no município de Magé, o voto tem preço e este pode ser um saco de cimento, um botijão de gás ou uma cesta básica, moedas de troca muito conhecidas, em circulação também em comunidades de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica, enfim, em toda a Baixada Fluminense, onde a pobreza é o sustento dos maus políticos, exploradores da miséria alheia, que lhes tem garantido sucessivos mandatos.

Coação com mentira é método de campanha em Saquarema

A votação é secreta e a urna eletrônica não é conectada em rede, o que torna impossível a identificação Cabos eleitorais pressionam eleitor dizendo que conseguem saber na hora em quem ele votou

O sistema de votação adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral é extremamente seguro. As urnas eletrônicas não são conectadas em rede, o que equivale dizer que não há nenhum tipo de acesso externo, sendo impossível identificar quem votou em quem, como cabos eleitorais e até mesmo alguns candidatos andam dizendo em Saquarema, nos bairros mais carentes, onde eleitores com menor nível de escolaridade são abordados por eles com este tipo de coação. Tornou-se comum no município as pessoas serem abordadas e ouvirem a seguinte lorota: “Estamos contando com o seu voto mais uma vez, mas olha lá, pois temos o número do seu título e vamos saber se você votou ou não em nosso candidato”.

Crise tira dois prefeitos da disputa na Baixada

Dennis Dauttmam e Alexandre Cardoso optaram por não tentar a conquista de mais um mandato de prefeito Com contas a acertar e sem dinheiro suficiente governantes de Belford Roxo e Caxias desistem de tentar mais um mandato por não se sentirem à vontade para pedir votos

Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho e Jorge Moreira Teodoro, o Dica, já não são mais opositores dos prefeitos de suas cidades. Ganharam apoio de Dennis Dauttmam e Alexandre Cardoso, prefeitos de Belford Roxo e Duque de Caxias, municípios da Baixada Fluminense duramente atingidos pela crise financeira que afeta o pais inteiro. Dennis jogou a toalha e desistiu de disputar a reeleição, decisão tomada depois de aconselhado por seu grupo a dedicar-se integralmente ao controle da situação de penúria em que Belford Roxo se encontra, com a Prefeitura não conseguindo nem quitar os salários dos servidores efetivos. Já Cardoso reconhece que não há como ir para as ruas pedir votos para um novo mandato tendo tomado medidas duras para tentar equilibrar as contas. “Abri mão do meu sonho da reeleição por causa do meu compromisso de administrar a cidade”, disse ele no dia 20 de julho, quando anunciou que não seria mais candidato, o que se confirmou agora com o apoio a Dica.

Só três prefeituras da Baixada tem pago salário em dia

A região é formada por Paracambi, Seropédica, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim A regularidade está nos municípios de Magé, Queimados e Japeri

Dos doze municípios que formam a Baixada Fluminense apenas Magé, Queimados e Japeri estão conseguindo manter os compromissos com os servidores em dia, inclusive com os ocupantes de cargos comissionados. A situação mais preocupante é verificada em Belford Roxo, onde o salário dos professores efetivos deverá ser pago amanhã, mas há casos de profissionais que não recebem desde maio, situação dos permutados e das diretoras de escolas. Estas estão indo para o quarto mês sem ver a cor do dinheiro, mesmo situação dos nomeados em cargos de confiança em todas as secretarias que formam a administração municipal.

Choque de ordem vira caça níquel em Nova Iguaçu

Os agentes são rigorosos com os particulares, mas ignoram as sucatas alugadas pela Prefeitura (Fotos: Ivan Teixeira) Rigor no reboque de veículos virou um grande negócio  - tem até um facilitador no pagamento da taxa -, mas a Prefeitura usa sucatas para recolher lixo e entulhos, várias com documentos vencidos

De acordo com as secretarias de Ordem Pública e de Mobilidade Urbana, o nome é “choque de ordem” e a meta é “acabar com as bandalhas nas ruas do município e melhorar o trânsito de veículos”.  Porém, o que se vê nas vias públicas de Nova Iguaçu é uma grande confusão, com veículos particulares sendo rebocados a qualquer pretexto, enquanto ônibus, vans e kombis do transporte alternativo param em qualquer lugar, fazem filas duplas diante dos mesmos agentes que não pensam duas vezes antes de multar a mãe que parou por alguns minutinhos para deixar o filho na porta do colégio, além de caminhões caçambas caindo aos pedaços e com documentação vencida, fazendo o transporte de lixo e entulho. Na verdade, o que o governo chama de ordem, virou um grande negócio para a empresa DBS Reboques e Locações que, em uma conta do Bradesco recebe os valores cobrados pelo reboque dos carros e a estadia no nada seguro depósito localizado numa das margens da Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu.

PRF humilha motoristas na Baixada

O atendimento no posto da Patrulha Rodoviária Federal em Saracuruna é questionado (Fotos: Ivan Teixeira) Agentes somem à noite, surgem com a corda toda durante o dia e condutores sofrem na fila para liberação de documentos dos veículos, alguns até apreendidos de forma arbitrária

Quem passa durante o dia pela Rodovia Washington Luiz, na altura de Saracuruna, no município de Duque de Caxias, depara com uma longa fila de carros parados. São motoristas que vão ao posto da Polícia Rodoviária Federal buscar a documentação de seus carros, apreendida por qualquer motivo - dependendo do humor dos agentes - em operações realizadas nesta via e na Presidente Dutra. Hoje um deles era só indignação: ficou exposto ao sol por mais de três horas, tempo que levou para ter o certificado de licenciamento dos seu veículo, retido no último domingo, de volta. A apreensão, conta o motorista revoltado, se deu por conta da película existente nos vidros de seu carro, considerada fora do padrão para o agente que o parou numa blitz nas imediações de Paracambi, mas dentro do regulamento para o Detran-RJ, que em vistoria para renovação do CLRV do exercício de 2016, a aprovou.

PHS faz a maior plenária de toda a sua história

Comandado pelo prefeito Sandro Matos (de São João de Meriti), o PHS foi ampliado para todo o estado (Foto: Luiz Alberto) O Partido Humanista da Solidariedade PHS reuniu mais de 10 mil pessoas no Imperial

Com participação garantida em todos os municípios fluminenses, lançando candidaturas a vereador, prefeito ou compondo chapas, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) é a legenda que mais cresceu no estado em número de filiados. Prova disso é a plenária realizada no Paço Imperial, no centro do Rio, onde reuniu mais de 10 mil pessoas. “Quem achava o PHS um partido nanico, se enganou. Hoje, apresento ao Rio de Janeiro um PHS grande. Muitos vieram em caravanas de várias cidades e nunca se viram”, disse o presidente estadual, o prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, que nos últimos três meses percorreu todo o estado para formar diretórios e formar alianças.

Monitoramento diário na Baía de Guanabara já começou

Ecobarcos e ecobarreiras são os equipamentos usados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Foto: Maurício Pingo) Mas o cuidado é só durante as Olimpíadas: coletas serão feitas nas raias olímpicas e rampas de acesso dos atletas à água até setembro

O projeto de despoluição da Baia de Guanabara foi divulgado pela primeira vez em 1987, durante a gestão do governador Moreira Franco. Desde então já se consumiu muitos milhões de dólares, dezenas de convênios foram firmados, mas a sujeira continua lá. Agora, como paliativo, anunciou-se um monitoramento diário que começou nesta quinta-feira, mas a medida é só para os jogos olímpicos. Segundo o secretário do Ambiente, André Correa, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passa a fazer diariamente o monitoramento da qualidade da água nos pontos onde haverá as regatas olímpicas dos Jogos Rio 2016 até o término das Paraolimpíadas, no dia 18 de setembro. “É para dar mais segurança e transparência”, diz ele, acrescentando que o órgão está trabalhando junto com a Organização Mundial de Saúde. Para o secretário, o maior desafio é a remoção do lixo flutuante, e não a qualidade das águas. Para isto 12 ecobarcos e 17 ecobarreiras estão prontos para funcionar durante os jogos. E depois?