Cassação do prefeito de Laje do Muriaé é mantida pelo TRE

E nova eleição deverá ser marcada após julgamento de embargos de declaração

Reeleito em 2016 com 49.92% dos votos válidos, o prefeito de Laje do Muriaé, Rivelino Bueno e o vice, Marcos Francisco, tiveram a cassação de seus mandatos mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. O TRE-RJ julgou nesta segunda-feira (16) o recurso impetrado por eles contra decisão do juízo eleitoral de primeira instância. Os dois ainda podem apresentar embargos de declaração e aguardarem nos cargos o julgamento desses, mas ao proferir o resultado a corte determinou a realização de um pleito suplementar, a ser marcada no fim do processo. A decisão, pela totalidade dos membros do colegiado, sustenta a condenação por compra de votos e abuso de poder político.

Temer escolhe Moreira para o Ministério de Minas e Energia

Dez ministros deixaram o governo por conta de candidaturas

O Palácio do Planalto confirmou ontem (8) que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, vai assumir a pasta de Minas e Energia, que estava vaga com a saída de Fernando Coelho Filho, candidato à reeleição para deputado federal em Pernambuco. Moreira Franco também é secretário-executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). "O presidente Michel Temer definiu hoje que o ministro Moreira Franco assumirá o Ministério de Minas e Energia", diz o comunicado da Secretaria de Imprensa da Presidência.

Teresópolis vai eleger o oitavo prefeito em 10 anos

TRE vai marcar pleito suplementar para substituir Mário Tricano

Vivendo a maior crise política de sua história e passando por uma grande crise financeira, Teresópolis, município da região serrana do estado do Rio de Janeiro, vai escolher, provavelmente em três meses, um novo prefeito. Até lá a cidade será governada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Gil (foto), empossado quarta-feira (4), no lugar do prefeito eleito em 2016, Mário Tricano, que teve o registro de candidatura cassado pelo Plenário do Tribunal Regional Eleitoral, medida que atingiu também o vice-prefeito Darcy Sandro Dias. Pedro é o sétimo político a governar Teresópolis desde a eleição do petista Jorge Mário Sedlaceke, em 2008. Jorge teve o mandato cassado em novembro de 2011, acusado do desvio das verbas repassadas pelo governo federal para as obras emergenciais, depois das enchentes que afetaram toda a região em janeiro de 2010.

Candidatura só se for pelo MDB

Presidente da Câmara de Nova Iguaçu quer uma cadeira de deputado federal

No início da semana os meios políticos de Nova Iguaçu foram surpreendidos com a informação de que o presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Teixeira Junior, o Juninho do Pneu, seria pré-candidato a deputado federal pelo DEM, partido do qual o prefeito Rogério Lisboa (PR) está cada vez mais perto. Entretanto, a janela – dispositivo que garante que um político em exercício de mandato troque de partido sem perder a cadeira para o suplente – é só para os deputados, não contemplando vereadores, pois esses só podem contar com essa proteção no ano de eleições municipais. Juninho tem todo o direito de concorrer a deputado, mas terá de ser pelo MDB, cujos quadros ele pertence. Se sair para o DEM corre o risco de ficar sem a cadeira de vereador.

Coisas dos tempos de ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’

Elizeu Pires

Os extremistas jamais vão falar sobre isso, mas no período da ditadura militar, o cidadão que saísse às ruas sem levar no bolso a carteira de trabalho assinada era detido e autuado por vadiagem. A inflação chegava a 80% ao mês, faltavam alimentos nas prateleiras dos supermercados e havia racionamento de gasolina.

TRE mantém Eduardo Paes e Pedro Paulo inelegíveis

Se a decisão não for revertida no TSE os dois estarão fora da disputa este ano

Em decisão anunciada na noite desta terça-feira, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Carlos Eduardo da Fonsenca Passos, rejeitou o recurso especial impetrado pelos advogados do ex-prefeito Eduardo Paes e do deputado federal Pedro Paulo, condenados anteriormente por abuso de poder econômico e político durante a campanha eleitoral de 2016, quando o parlamentar disputou a Prefeitura do Rio pelo agora MDB. Os dois ainda poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se perderem ficarão de fora das eleições deste ano. Paes pretende disputar o governo do estado e Pedro quer renovar o mandato de deputado federal.

Suplente de vereador é morto a tiros em Magé

Crime aconteceu na manhã desta terça-feita na localidade de Pau Grande

Ligado à família Cozzolino a qual apoiou nas eleições de 2016,  Paulo Henrique Dourado Teixeira, o Paulinho P9 - quinto suplente de vereador pelo PTB de Magé - foi morto a tiros na manhã desta terça-feira. O crime ocorreu na Estrada do Goiabal, na localidade de Pau Grande, em Magé. Há informações ainda não confirmadas de que outra pessoa teria ficado ferida. Ele obteve 536 votos, tendo apoiado o candidato a prefeito pelo PR, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb. As investigações estão sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Picciani dá ‘pernada de anão’ em Sandro Matos no PHS

Ex-prefeito de Meriti perde para o atual o controle do PHS no Rio

Perdida e desesperada. Assim deve estar a nominata que o ex-prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, vinha formando no PHS fluminense para a disputa das eleições deste ano. É que ele perdeu a presidência regional da legenda, segundo uma fonte do MDB, por obra e graça do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, que não gostou dos esforços de Matos para lançar o deputado Pedro Fernandes candidato a governador do Rio e teria recorrido ao presidente nacional da sigla, Marcelo Aro. Resta saber se Matos, que vinha fazendo um trabalho importante no PHS, continuará na legenda ou vai buscar novo abrigo, já que pretende disputar um mandato de deputado federal. Fernandes, por sua vez, ouviu o canto da sereia optou pelo PRB do prefeito Marcelo Crivella, deixando Sandro no 'hora veja'. De acordo aliados de Matos, o que mais doeu não foi a perda da presidência regional, mas a entrega do controle da legenda ao atual prefeito, João Ferreira Neto, o Dr. João.

Situação do prefeito de Aperibé fica ainda mais complicada

Ministério Público dá parecer pela cassação de Dezoito em outro processo

Ao que tudo indica o prefeito de Aperibé, Flávio Dinis Berriel, o Dezoito (foto), está ainda mais perto da porta de saída. Cassado em dois processos pelo juízo da 34ª Zona Eleitoral, ele impetrou recursos no Tribunal Regional Eleitoral e nos dois processos os pareceres do Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro são pela manutenção das sentenças aplicadas pela juíza Cristina Sodré Chaves. Conforme o elizeupires.com já havia noticiado, no dia 20 de fevereiro o MPF opinou pela cassação no recurso relativo à cassação por distribuição de material de construção e agora, na última terça-feira (27), o procurador Sidney Pessoa Madruga emitiu parecer no recurso 358-64.2016.6.19.0034, apresentado pela defesa de Dezoito no processo de cassação por conta da contratação de pessoal através de uma cooperativa em período vedado pela legislação.

Família Picciani pode ter seu próprio candidato a governador

E ex-prefeito de Queimados seria o escolhido para funcionar como cabo eleitoral de luxo

A prisão do chefe do clã afetou em cheio a estrutura política da família Picciani, mas os dois deputados que a representam poderão sair reeleitos da Baixada Fluminense e para isso o grupo estaria preparando o que seria uma jogada de mestre: maior cabo eleitoral de Leonardo e Rafael Picciani, o ex-prefeito de Queimados, Max Lemos (foto), deixaria de disputar um mandato parlamentar e ir para "sacrifício" de uma candidatura a governador, não pelo MDB, mas por uma legenda pequena, ainda não definida. Foi o que revelou hoje ao elizeupires.com uma fonte ligada ao grupo.  Agora há pouco, entretanto, através de sua assessoria, Max informou que foi convidado a candidatar-se a governador mas agradeceu a lembrança de seu nome e decidiu manter candidatura a deputado federal. A recusa, se de fato ocorreu, pode ter sido mais pela certeza de que daria com os burros n´água que por humildade, coisa que quem o conhece bem sabe que Lemos não tem.