Reajuste retroativo terá de ser pago em cota única em Valença

Câmara derrubou veto do prefeito. Álvaro Cabral quer pagar a “perder de vista”

Os vereadores de Valença derrubaram os vetos do prefeito Álvaro Cabral (PRB) em emendas parlamentares que obrigam a Prefeitura a pagar, de uma vez só, os valores retroativos às datas-bases dos servidores do município - 1º março de 2013 para os funcionários dos demais setores e 1º de maio do mesmo ano para o pessoal do setor de Educação. A derrubada, entretanto, pode não ser o final dessa história, que deverá ir parar na Justiça, pois a Câmara estipulou ainda que o pagamento seja feito de imediato - logo após a publicação da manutenção das emendas, o que deverá acontecer ainda esta semana - e o prefeito alega que só tem como fazer o pagamento em 20 parcelas.

2013, um ano que não vai terminar em Valença

Professores ameaçam não voltar às salas de aula em 2024

Marcado por falta de merenda e transporte para alunos, protestos contra as péssimas condições de trabalho e greve dos professores, o anos de 2013 vai entrar para a história de Valença como o pior para o setor de educação e o próximo ano letivo pode até não começar no primeiro trimestre de 2014. O alerta é feito por lideranças dos profissionais da rede municipal de ensino. Em todo o Brasil, por conta da Copa do Mundo, a volta às aulas está agendada para o dia 3 de fevereiro, data que, pelo menos nesse momento, não está valendo para Valença.

Oito batatas para 160 crianças

É assim que o prefeito de Valença cuida dos alunos da rede municipal 

Na última quinta-feira teve escola da rede municipal de ensino que recebeu exatamente oito batatas, meia dúzia de cenouras e dez cabeças de alho para alimentar 160 crianças. No dia seguinte diretoras de algumas unidades tiveram de liberar os alunos mais cedo porque nem isso tinha. Essa é a realidade verificada no município de Valença, onde as coisas estão indo de mal a pior, sem, entretanto, sensibilizar o prefeito Álvaro Cabral e professora Tânia Machado Pinto, titular da Secretaria de Educação, que não se mexem para resolver o problema e nem dão resposta alguma à população.