Terceirizados da saúde ameaçam greve em Rio das Ostras

Trabalhadores cobram férias, décimo terceiro e o salário de dezembro

A cada dia uma descoberta e as novidades não são nada boas. Esta é a realidade vivida pela equipe do novo governo de Rio das Ostras, que está enfrentando hoje uma ameaça de paralisação dos funcionários terceirizados que atuam no serviço de limpeza e conservação das unidades de saúde, o que se acontecer afetará em cheio o hospital da cidade e o pronto socorro. Os trabalhadores são contratados da empresa Mississipi Empreendimentos, que alega não ter dinheiro para pagar o salário de dezembro que vence hoje, muito menos o décimo terceiro e as férias vencidas, pois desde julho não recebe os repasses da Prefeitura. Sem recurso em caixa para quitar as faturas atrasadas, o prefeito Carlos Augusto Balthazar está buscando uma solução junto à empresa, para que o serviço de limpeza continue sendo prestado. De acordo com alguns trabalhadores, os salários vem atrasando com frequência e no primeiro semestre eles chegaram a ficar dois meses sem receber. A dívida do Fundo Municipal de Saúde com a Mississipi Empreendimentos está acumulada em R$ 4,7 milhões.

Servidores protestam contra atraso em Meriti

Em crise, a administração municipal vem atrasando pagamento

     Um grupo de servidores do município de São João de Meriti fez uma manifestação na manhã de hoje em frente à sede do governo para protestar contra a falta de pagamento. Com exceção dos profissionais da Educação em atividade, as demais categorias vêm recebendo os salários com atraso, alguns, reclamam, de até três meses. Na semana passada foram quitados os proventos de abril, maio e junho aos aposentados e pensionistas que recebem através do Instituto de Previdência Municipal, o Meriti-Previ, depois de um bloqueio no valor de cerca de R$ 11 milhões nas contas da Prefeitura, determinado pela juíza Claudia Maria de Oliveira, da 3ª Vara Cível, mas não há ainda uma data fixada para o pagamento dos meses de julho, agosto e setembro. De acordo com a Secretaria de Fazenda, as perdas de receita vêm se acentuando a cada mês e boa parte dos valores referentes aos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tem sido retida pelo governo federal por conta de débitos antigos do município com a União. A Prefeitura ainda não se manifestou sobre o protesto desta quinta-feira, mas o que os manifestantes ouviram é que o atraso ocorre por causa da greve dos funcionários do Banco do Brasil.

Professores de Belford Roxo anunciam greve

Categoria recebeu apenas um terço do salário de agosto

     Nesta quinta-feira os profissionais de ensino da rede municipal de Belford Roxo vão comunicar aos pais de alunos que a partir de sexta-feira não haverá mais aula. A categoria vai entrar em greve por tempo indeterminado até que o prefeito Dennis Dauttmam assegure a normalidade no pagamento dos salários, que estavam sendo quitados em dia até o mês de maio, mesmo assim apenas para os professores efetivos. O vencimento de julho foi pago somente no dia 17 de agosto e o de agosto foi pago hoje em parte, com os professores recebendo só um terço do valor devido. Amanhã todos estarão nas escolas nas quais estão lotados e na sexta-feira farão uma manifestação em frente ao prédio da Prefeitura para marcar o início da paralisação. No mês passado uma representação local do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação esteve com o secretário de Fazenda, Jorge Luiz Pinto da Silva e dele ouviu a promessa de que o salário de agosto não sofreria atraso.

Prefeito de Macaé se lixa para os guardas municipais

A Guarda Municipal de Sarandi, no Rio Grande do Sul, é uma das mais bem preparadas. A de Macaé nem apoio recebe Aluizio se nega a conhecer pauta de reivindicação e diz que a GM não é prioridade

Mesmo sendo servidor do município (ele é médico) o prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, o Dr. Aluízio, vem tratando com desprezo o funcionalismo. Foi a esta conclusão que chegaram agentes da Guarda Municipal depois de ouvirem dele que o governo não conhecia a pauta de reivindicação da categoria, que está em greve desde a última terça-feira, não por aumento salarial, mas por melhores condições de trabalho, por um colete a prova de balas, por exemplo, já que estão de serviço nas ruas de uma das violentas cidades do estado do Rio de Janeiro 24 horas por dia. Os agentes ficaram revoltados com a postura adotada pelo prefeito, que, a comissão de greve e ser indagado se tinha conhecimento das reivindicações, respondeu que não conhece a pauta, não precisa conhecê-la e que só estava recendo a comissão por receber, já que a Guarda Municipal “não é prioridade do governo”.

“Somos do tamanho da nossa capacidade de lutar”

“O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas” Há exatos três anos publiquei o texto abaixo em homenagem aos trabalhadores do Brasil inteiro. Voltei a ele hoje, pois duas das personagens citadas estão em situações diferentes. Broa já não mais lava carros no Edicar. Está com 20 anos, tem uma filha de seis meses e conseguiu um emprego muito melhor, no qual ganha pelo menos cinco vezes mais. Jomar deixou o Posto BR, pois conseguiu comprar um táxi. Ambos avançaram por seus esforços e determinação. A continuar assim irão muito mais longe, pois não há crise suficiente para derrubar aquele que sabe aonde quer chegar e insiste na caminhada, mesmo que a estrada seja de pedra. Afinal, como disse o teólogo inglês William George Ward há mais de 150 anos, “o pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.”

 

Prefeito de Mesquita gasta demais e agora faz greve

Gelsinho Guerreiro diz que não tem com o fechar as contas deste ano honrando os compromissos Gelsinho Guerreiro praticamente dobrou despesa com pessoal em ano de eleição e agora diz que não tem como pagar as contas

Quem depender dos serviços da Prefeitura de Mesquita amanhã vai encontrar as portas fechadas. É que o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (eleito pelo PSC e agora no PMDB), decretou uma espécie de greve para essa segunda-feira, em protesto contra a redução dos repasses federais gerada pela crise financeira que afeta o país. O mesmo protesto deverá acontecer em outras cidades, mas a questão em Mesquita é que no tempo das vacas gordas o prefeito enfiou o pé na jaca, principalmente em 2014, quando os gastos com a contratação de pessoal através de cooperativas praticamente dobrou. O ano passado foi de eleições e, coincidentemente, a hoje deputada estadual Daniele Cristina Figueiredo Fontoura, a Daniele Guerreiro, teve um galpão interditado por fiscais da Justiça Eleitoral por conta de uma série de denuncias de irregularidades, entre elas a de que funcionários terceirizados teriam sido obrigados a atuar na campanha. Em 2014 Mesquita gastou com três cooperativas de mão de obra 75% a mais que o total pago em 2013.

Vinte e sete anos depois

A ação do Exercito provocou comoção nacional, mas no dia 2 de maio de 1989 um ato de violência voltou a sacudir Volta Redonda: o Memorial 9 de Novembro, símbolo da luta dos trabalhadores, inaugurado um dia antes, foi destruído por uma bomba O Ministério Público Federal decide apurar violação de direitos humanos na invasão da CSN pelo Exército na greve de 1988 

Quando se pensava que a democracia já fosse realidade,  no dia 9 de julho de 1988, no velho estilo de truculência adotado nos anos de chumbo da ditadura militar, uma tropa do Exército invadiu a Companhia Siderúrgica Nacional para conter o movimento grevista iniciado pelos metalúrgicos e a coisa ficou feia para os trabalhadores. Nesse dia, armados apenas com o direito de reivindicar, os operários foram tratados como inimigos da pátria e três deles foram mortos. Agora, passados 27 anos, o núcleo do Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda decidiu instaurar inquérito civil público para apurar a responsabilidade do estado Brasileiro pelas mortes de Carlos Augusto Barros, Walmir de Freitas Monteiro e Willian Fernandes Leite.

Proposta de parcelamento de salários é rejeitada em Meriti

Sandro Matos vai se afundando a cada dia mais no caos em que o município foi lançado, com prejuízos para o funcionalismo e a população E medidas de economia só valem para os servidores 

O prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PDT) prometeu para essa quinta-feira pagar um mês de salário e uma parcela do vencimento de setembro, que será quitado em quatro vezes. A proposta de parcelamento desagradou a maioria dos servidores, que são representados por quatro entidades sindicais diferentes. Apenas uma dessas entidades, o Sindifum - que congrega pouco mais de 800 funcionários e é comandado por Paulo Figueiredo, que teria cargo de confiança no governo - a aceitou. O clima entre os servidores que já era de revolta, piorou bastante com a punição administrativa aplicada a vários agentes da Guarda Municipal, considerada injusta pela categoria. “Esse governo não paga e ainda pune. Punir um funcionário que está com salários atrasados e ficou sem o décimo terceiro é um ato de covardia”, escreveu um deles em mensagem enviada ao elizeupires.com.

Tempo não está nada bom para a educação em Petrópolis

Mas em meio a crise no setor a Prefeitura confirma novo concurso para contratar 526 professores e 687 novos profissionais de apoio, para poder reduzir a carga horária de trabalho

A postura Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (Sepe), que atua no sentido de transformar em palanque político a situação dos professores e profissionais de apoio da rede municipal de ensino de Petrópolis, em vez de ajudar a categoria, “só atrapalha”. Esse é o entendimento da equipe técnica do governo, envolvida nos estudos para que a administração municipal atenda as reivindicações da classe, que, entre outras coisas, quer a redução da carga horária em sala de aula de 20 para 12 tempos, quando a lei estabelece uma contração para 14. Os professores, por sua vez, reclamam que os que se encontram em estado probatório estariam sendo ameaçados de demissão por causa da última greve, o que o prefeito Rubens Bontempo nega.

Coisas do país da banalização

● Elizeu Pires

Com o mensalão e a compra da refinaria de Pasadena, pela Petrobras alguns dos caciques petistas banalizaram a corrupção, velha conhecida no Brasil e alhures, agora desimportante na visão dos próprios banalizadores, que precisam impor essa ótica para continuarem em seus propósitos.