Belford Roxo faz “pente fino” para ajustar as contas

Meta é tirar mil 'fantasmas" da folha de pagamento

Demonizado pelas medidas tomadas nos últimos dias em relação aos servidores municipais, o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto) abriu o verbo em reunião com um grupo de profissionais da Educação e garantiu que o que está sendo feito são correções para acabar com distorções salariais e privilégios que beneficiam a poucos e prejudica a maioria. Segundo o prefeito - que pediu que os funcionários não façam greve - quem trabalha e não se beneficiou de incorporações ilegais não tem o que temer, pois receberá o que for devido. “O que estamos cortando é o que está errado. Vocês acham justo alguém receber sem trabalhar, se beneficiar de incorporações falsas? É nisso que estamos dando fim”, disse o prefeito, citando exemplos de salário de até R$ 15 mil.

Belford Roxo descumpre acordo e professores cruzam os braços

O prefeito Waguinho mostra despreparo para lidar com situações difíceis. Discutiu com as professoras e partiu para a ofensa chamando um delas de recalcada (Foto: Ivan Teixeira) Compromisso firmado na Justiça era de pagar salário no quinto dia útil

Dizem que “decisão judicial não se discute, cumpre-se”, mas a máxima parece não valer nada para o prefeito de Belford Roxo. Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho - que se gaba de ter uma “excelente assessoria jurídica” - se lixa para as decisões judiciais e na manhã de hoje deu provas também de que acordo firmado em audiência de conciliação, mesmo que tenha sido assinado em sessão presidida por um desembargador, não vale nada. Para acabar com a greve dos professores que cobravam os salários de novembro, dezembro e o décimo terceiro de 2016, ele se comprometeu a quitar novembro, o restante em oito parcelas e pagar os salários vencidos dentro de sua gestão até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Novembro foi pago dentro do prazo acordado, mas saiu com dinheiro a menos para vários professores. Quanto ao pagamento de fevereiro no quinto dia útil de março isto não aconteceu e em assembleia realizada nesta sexta-feira a categoria decidiu só voltar ao trabalho quando o mês de fevereiro for pago. Antes de decidirem parar os professores até que tentaram conversar com o prefeito, mas Waguinho discutiu com alguns deles e até chamou uma professora de “recalcada”.

Belford Roxo paga novembro aos servidores da Educação

Pagamento saiu também para os aposentados, mas professores reclamam que faltou dinheiro

Já conhecido como um prefeito que fala uma coisa e depois faz outra bem diferente, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto) honrou nesta sexta-feira o compromisso firmado com os profissionais da rede municipal de ensino no último dia 16, em audiência de conciliação na 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça: o salário de novembro já está na conta dos servidores da área. Na parte da manhã foi creditado o pagamento dos aposentados e agora a tarde do pessoal em atividade, entretanto, em pouco mais de uma hora o elizeupires.com recebeu 427 mensagens com reclamações de que o pagamento foi feito, mas estaria faltando "uma quantia considerável".

Professores de Belford Roxo voltam ao trabalho dia 6

Diante do acordo os profissionais da Educação saíram da situação de greve para estado de greve (foto: Ivan Teixeira) Isso se receberem o salário de novembro

Os professores da rede municipal de ensino de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, voltarão às salas de aula depois do carnaval. Compromisso nesse sentido foi assumido em audiência especial no Tribunal de Justiça, com representantes da categoria e do governo, que por sua vez se comprometeu em pagar o salário de novembro até a próxima sexta-feira (dia 24), de forma integral ou pela metade, com os 50% restantes quitados no máximo até o dia 2 de março. Ficou acertado ainda o parcelamento do vencimento de dezembro e do décimo terceiro em oito vezes. A vitória da categoria foi dupla: a primeira sobre o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto) que havia partido para a intimidação e a segunda sobre as próprias diretoras (todas nomeadas em cargos de confiança e boa parte indicada por vereadores), que vinham pressionando os profissionais a irem trabalhar mesmo sem o dinheiro da passagem, sob a ameaça de que teriam os dias parados descontados.

Mesquita paga atrasados de uma tacada só

E a promessa é de que não haverá atrasos daqui para frente

Até o final do expediente bancário de amanhã (15), todos os servidores do município de Mesquita terão recebido os valores atrasados referentes aos meses de novembro, dezembro e o décimo terceiro. A informação foi confirmada ao elizeupires.com pelo prefeito Jorge Miranda, que assumiu ainda de pagar em dia os salários durante toda a sua gestão. Miranda sucedeu o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro, que abandonou o município logo depois das eleições de outubro, deixando cerca de R$ 100 milhões em dívidas e a administração paralisada. Por conta dos atrasos os profissionais lotados na rede municipal de ensino chegaram a anunciar uma greve, mas Jorge dialogou com a categoria e buscou uma solução que atendesse não só aos professores, mas a todo o funcionalismo. Os guardas municipais, por exemplo, receberam nesta terça-feira.

Aulas em Belford Roxo só quando o prefeito pagar

Há mais de um mês tentando negociar uma solução, os profissionais de ensino decidiram pela greve (Foto: Ivan Teixeira) Se sentindo enganados pelo governo professores decidem por greve

Desde o início de janeiro tentando negociar com a administração municipal um calendário de pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro, os professores de Belford Roxo decidiram entrar em greve até que o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), apresente uma solução. A decisão foi tomada em assembléia convocada para a manhã desta quinta-feira pela direção do núcleo local do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe). Na base do “é isto ou nada”, o prefeito impôs, por decreto, um calendário de pagamento que chega a ser uma afronta aos direitos do funcionalismo. Waguinho quer pagar os atrasados em 12 vezes, com parcelas iniciais de R$ 300.

Mesquita vai acertar as contas com servidores

Dinheiro da previdência municipal poderá ajudar na recuperação financeira

Enquanto em Belford Roxo o governo vai se perdendo nas palavras, com uma informação desencontrada atrás da outra e impondo um parcelamento na base do “é isto ou nada”, o prefeito de Mesquita, Jorge Miranda (foto), partiu para o diálogo com os professores, que já tinham avisado que entrariam em greve na próxima segunda-feira (dia 6). “Estamos tentando um acordo que deve sair na próxima semana e venha beneficiar todo o funcionalismo. Estamos com três folhas atrasadas, novembro, dezembro e o décimo terceiro”, disse o prefeito agora ao elizeupires.com.

Decreto é recebido como declaração de guerra em Belford Roxo

Waguinho vem tropeçando nas próprias palavras e já ganhou dos servidores o apelido de "Pinóquio" Prefeito muda de ideia e amplia prazo para pagar atrasados aos servidores

O prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é daqueles que fala uma coisa e escreve outra. Isto é o que ficou claro no Decreto nº 4.202 de 30 de janeiro de 2017, publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial de Belford Roxo, através do qual o governo divide o pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro em doze vezes, com parcelas mínimas de R$ 300. A medida foi recebida como uma declaração de guerra contra o funcionalismo, principalmente pelos servidores da Educação, que poderão entrar em greve a partir de fevereiro. Waguinho vem se perdendo nas falas desde que assumiu o governo. Primeiro ele disse que todos os funcionários - inclusive e pensionistas - receberiam o mês de janeiro na última sexta-feira, mas apenas os aposentados conseguiram receber.

Em suaves prestações…

Prefeitura de Belford Roxo vai pagar todo o atrasado até outubro

Os salários de novembro, dezembro e o décimo terceiro dos servidores do setor de Educação de Belford Roxo deverão ser pagos entre fevereiro e outubro, junto com o vencimento de cada mês. Esta é a proposta do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que ainda não foi aprovada pela categoria, mas ele já deixou claro que será isto ou uma batalha judicial, porque a Prefeitura não tem dinheiro para quitar todo o débito de uma vez. Ontem a administração municipal divulgou que foi pago o mês de janeiro a todos os funcionários, inclusive os proventos dos aposentados e pensionistas, mas uma fonte do próprio governo afirmou agora a pouco que só os inativos da Educação teriam conseguido sacar o salário ontem. Quanto aos atrasados, duas parcelas serão pagas em fevereiro junto com o salário do mês e oito parcelas vão ser quitadas nos meses seguintes, sendo que o contracheque de abril virá também com o pagamento das férias. A proposta ainda vai ser analisada pelos profissionais de ensino através da representação local do Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe), mas a categoria foi avisada de que se o plano de pagamento não for aceito a Prefeitura vai judicializar a questão e provar na Justiça que não tem como fazer o pagamento de uma só vez.

Professores de Belford Roxo podem decretar greve

Falta de diálogo e aparente desinteresse do governo revolta a categoria

Ignorados pelo prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que apesar de ter encontrado nas contas da Prefeitura dinheiro do Fundeb suficiente para pagar pelo menos um mês de salário e não o fez, os professores da rede municipal de ensino de Belford Roxo não pretendem retornar às salas de aula sem a garantia de que receberão os vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro, mesmo que em parcelas. A categoria se queixa da falta de diálogo por parte do novo governo, que em vez de apagar o incêndio provocado pelo calote dado pelo ex-prefeito Dennis Dauttmam prefere jogar mais combustível no fogo, afirmando que o antecessor não pagou porque não quis, verdade que se aplica também ao sucessor, pois os recursos repassados em dezembro pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ficaram no caixa, um total de exatos R$ 12.023.848,59, R$ 542.556,71 creditados no último dia útil do ano, acrescidos de mais R$ 2.882.368,59 repassados entre os dias 2 e 13 de janeiro.