Presidência da Câmara de Vereadores de Mesquita insiste em não revelar o que faz com o dinheiro público

"A Câmara Municipal de Mesquita está em processo de finalização do primeiro site institucional para dar mais transparência às ações e processos legislativos da Casa do Povo”. O anúncio foi feito em agosto do ano passado pelo vereador Marcelo Santos Rosa, o Biriba (foto), presidente da Casa, mas os gastos da instituição continuam sendo tratados como segredo de estado. De acordo com estimativas, o Poder Legislativo de Mesquita já gastou mais de R$ 130 milhões em seus quase 18 anos de existência, mas descobrir onde, como e em que mão é tarefa fácil. A falta de transparência que já virou caso de polícia continua e, ao que parece, Biriba não está nada preocupado com isso.

Acostumados com a fartura do tempo em que Gelsinho Guerreiro governava a cidade, os vereadores estão agora diante de uma realidade dura para eles. O prefeito Jorge Miranda passou a chave no cofre e reduziu o repasse direto. O duodécimo é constitucional e devido para custear a manutenção da Câmara, o subsídio de seus membros e os salários dos funcionários, mas a conta é na ponta do lápis. Dos R$ 718.687,10 mensais que Biriba acha que a Casa tem direito Miranda faz a transferência direta de R$ 539.533,24 e deposita em juízo, todos os meses, R$ 128.153,86. Isso ocorre por conta de uma ação judicial. Miranda fez o corte por entender que o valor devido é menor. A Câmara recorreu e desde então a diferença é depositada e fica sob cuidados da Justiça. No fim do processo, se a decisão for favorável à Casa o dinheiro é liberado. Do contrário, volta para os cofres da Prefeitura.

Meriti: hospital de caridade vai entrar em obras

Sem condições de funcionar instituição filantrópica está sob intervenção da Prefeitura

Com o atendimento interrompido temporariamente, a Associação de Caridade Hospital São João de Meriti, mais conhecida como Hospital do Morrinho, vai entrar em obras dentro de 15 dias. A unidade será reformada e reaparelhada para melhorar e ampliar o atendimento. Foi o que afirmou nesta quarta-feira (9) o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João. "Até o final do ano nós vamos entregar o hospital municipalizado e com maternidade de primeiro mundo. O projeto está pronto, aprovado pela Caixa Econômica e pelo Ministério da Saúde. Após a reforma, o hospital vai funcionar com cirurgias de pequena e média complexidade, além da maternidade", concluiu o prefeito.

Disputa política e tiros mancham a história de Mesquita

Prefeito governa com liminar que vai ser analisada pelo TJ amanhã

Com o mandato cassado pelo Poder Legislativo, o prefeito de Mesquita, Jorge Miranda, está desde agosto do ano passado governando amparado por uma liminar, que amanhã deverá ser analisada pelos desembargadores da 19ª Câmara Cível. Se o efeito suspensivo concedido durante um plantão do Judiciário – depois de ser negado no juízo de primeira instância – for derrubado, Miranda será substituído pelo vice-prefeito Walter de Almeida Paixão, apontado como moderado e dono de uma visão política maior que a de Jorge que, segundo alguns de seus próprios aliados, "acha que não precisa de ninguém e que pode governar sozinho". Se é isso ou não, o fato é que desde que assumiu o governo ele vem medindo forças com a Câmara de Vereadores, que na noite da última quinta-feira teve sua sede alvejada a tiros.

Tiros na Câmara de Mesquita: registro foi feito hoje 53ª DP

Ação ocorreu no dia em que pedidos de suplementação de verba seriam votados

O presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita, Marcelo Santos Rosa, o Biriba, esteve hoje na 53ª Delegacia Policial para fazer o registro de ocorrência sobre os tiros disparados na noite de ontem contra a entrada principal da Casa. O que atentado ocorreu quando apenas um vigia se encontrava no prédio. Ontem deveriam ter sido analisados pelo plenário dois projetos de lei enviados pelo prefeito Jorge Miranda, que está pedindo suplementação de verbas no total de R$ 12,8 milhões para os fundos municipais de Saúde e para a Assistência Social, mas não houve votação.

Calote em funcionários leva estado a rescindir contratos com OS

Nova instituição já cuida dos hospitais da Mãe e da Mulher, na Baixada

Com várias ações trabalhistas e protestos de fornecedores, a Organização Social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, que administrava o Hospital da Mãe, em Mesquita e as UPAs de Copacabana, Tijuca e Jacarepaguá perdeu todos os contratos que mantinha com o governo estadual, segundo a Secretaria de Saúde, por não cumprir compromissos com fornecedores e funcionários. A instituição – que se apresenta como filantrópica – ainda não pagou, por exemplo, o décimo terceiro de 2016 e 2017. O desacerto financeiro se deve aos bloqueios determinados pela Justiça nas contas bancárias da instituição, devido às dívidas trabalhistas. Segundo o ex-secretário de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Junior, não havia outra solução que não essa, pois, "apesar dos repasses feitos pela secretaria, os funcionários acabavam não recebendo deus vencimentos".

Troca de gestão nas Upas da Baixada piorou atendimento

Usuários reclamam que médicos não dão nem tempo para o paciente sentar

Em seu site oficial o Instituto Unir de Saúde (IUS) se apresenta como "uma Organização Social sem fins lucrativos, criada por um grupo de médicos e profissionais de saúde com autonomia administrativa e financeira", que visa, principalmente "a otimização dos recursos, humanização do atendimento e consequente satisfação do usuário". Porém, atendimento satisfatório não é o que vem sendo dispensado aos que buscam socorro nas UPAs 24h de Mesquita, Nova Iguaçu e Queimados, administradas desde janeiro pela instituição, que, em quatro contratos, vai receber do governo estadual mais de R$ 58 milhões por ano.

Organizações sociais vão faturar R$ 42 milhões em Mesquita

A terceirização de mão de obra pela Prefeitura de Mesquita tem sido um bom negócio para cooperativas, institutos e fundações. Gastos este ano podem chegar a R$ 100 milhões Mas contratos não revelam o custo de trabalhador para o município, quanto os recrutados vão receber de salário por mês nem onde estarão lotados

O fornecimento de mão de obra para prefeituras tornou-se um grande negócio para fundações e organizações sociais que nem sempre cumprem as obrigações trabalhistas, mas são contratadas sem o menor problema. No final de fevereiro, por exemplo, a Prefeitura de Mesquita firmou cinco contratos com três entidades, que juntas vão receber o total de R$ 42.138.157,15. Só que nos contratos não há informações sobre o quantitativo de trabalhadores, onde eles estarão lotados, quanto receberão de salário nem o custo de cada um deles ao município. Essas instituições costumam se apresentar como "sem fins lucrativos" e com o objetivo de "promover à cidadania", mas em várias situações o Ministério Público comprovou superfaturamento e contratação de "fantasmas", como ocorreu em Guapimirim, onde atuaram a Casa Espírita Tesloo e a Obra Social João Batista, com contratos envolvendo R$ 84 milhões, o que resultou em prisões e gerou processos cível e criminal.

Ex-prefeito de Queimados vai disputar uma cadeira na Alerj

 Max Lemos deixou a secretaria de Governo para cuidar da pré-candidatura

Conforme o elizeupires.com já havia antecipado, o ex-prefeito de Queimados, Max Lemos, vai mesmo disputar um mandato de deputado estadual pelo MDB. Ele deixou o cargo de secretário de Governo, se despedindo da Prefeitura com uma festa que reuniu cerca de três mil pessoas, em um clube da cidade na noite de segunda-feira, chamada de "Encontro de Agradecimentro". Do do evento, além do prefeito Carlos Vilela, participaram o ministro do Esporte Leonardo Picciani, o prefeitos  Bernardo Rossi, de Petrópolis e Alessandro Cronge Bouzada, de Paraiba do Sul. Ainda estiveram presentes 40 vereadores, representantes de Queimados, Nova Iguaçu, Petrópolis, Comendador Levy Gasparian, Itaguaí, São João de Meriti e Mesquita.

Prefeitura de Mesquita também fez contrato com empresa fantasma

Foram gastos quase R$ 2 milhões na compra de fraldas descartáveis e leite em pó

Além da Câmara de Vereadores de Mesquita, da qual, segundo investigação em curso no Ministério Público e na Delegacia Fazendária, teria recebido  pelo menos R$ 320 mil sem fornecer a totalidade dos produtos comprados, a empresa LW Comércio e Serviços de Refrigeração fez negócios também com a Prefeitura local, o que aconteceu na gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto). Pelo menos é o que revela o extrato do Contrato Administrativo Nº 038/2016, firmado para aquisição de fraldas descartáveis e leite em pó, no valor global de R$ 1.890.018,00. Aberta no dia 13 de agosto de 2013, a LW consta como fechada no dia 29 de janeiro desde ano, quando o inquérito que resultou numa operação de busca e operação na última terça-feira na Câmara e nas residências do presidente e do vice da Casa, já estava em curso.