Deputado vai responder por assassinato de bispo da Universal

Político evangélico foi trucidado a tiros dias antes de assumir uma cadeira na Alerj

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu que o deputado estadual Marcos Abrahão, sargento reformado da Polícia Militar, vai mesmo responder pelo assassinato deputado eleito e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Valdeci Paiva de Jesus, ocorrido em janeiro de 2003. Marcos, que era o primeiro suplente, se beneficiou diretamente com a morte de Valdeci, que foi executado com 19 tiros quando chegava à sede do PSL, no bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio. Ele morreu dias antes de assumir o mandato para o qual fora eleito em outubro de 2002.

Polícia apreende pássaros em casa de vereador de Japeri

Agentes foram informados de que Val faria comércio de aves. Ele negou

Agentes da Unidade de Policiamento Am- biental (UPANm) da Polícia Militar apreenderam 35 pássaros mantidos ilegalmente pelo vereador de Japeri, José Valter de Macedo, o Val, na resi- dência do parlamentar, no bairro Mucajá, no distrito de Engenheiro Pedreira. José Valter foi autuado na 56ª Delegacia Policial e os pássaros levados para um local autorizado, onde ficarão até serem examinados para poderem ser soltos em habitat natural.

PMDB negará vaga a vereador acusado de encomendar assassinato em Itaboraí

Voz do ex-presidente da Câmara de Itaboraí aparece em áudio comprometedor

Embora seja um dos homens de confiança do prefeito Helil Cardoso e tenha fortes ligações com o comando estadual do PMDB, o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Itaboraí, Lucas Borges, não deverá ter legenda no partido para disputar uma cadeira de deputado federal no próximo ano. A situação de Lucas no PMDB se complicou bastante, o que o deixa praticamente fora da disputa por um mandato que lhe cairia bem, pois poderia aliviar as coisas para ele, que é acusado de encomendar a morte de um ex-colaborador de seu gabinete, o policial militar Renato Garcia da Silva.

Magé vai à luta pela paz

“A violência só se instala, quando o bem se cala”

Se as autoridades não agem, a sociedade o faz. É com esse pensamento que começou ontem no muni- cípio de Magé o que se propõe a ser uma grande manifestação popular em favor da paz. Organizado, porém sem líderes, o movimento - que reunirá igrejas, clube de serviços, maçonaria, associações de morado- res e comercial - está preparando uma caminhada para o próximo dia 7, quando milhares de pessoas deverão sair às ruas em protesto contra a violência que vem acometendo a cidade nos últimos meses, sem que as autoridades policiais deem uma pronta resposta.

Nas barbas da PM bandidagem faz o que quer em Magé

Incidência de crimes aumenta a cada dia e a polícia fica vendo a banda passar

A tranquilidade agora é pas- sado para os moradores de Magé. O perigo tomou conta das ruas e a ameaça pode estar em qualquer esquina. Recentemente um jovem recruta da Polícia Militar e sua es- posa, tiveram que deixar a casa que com tanto sacrifício construí- ram. O gerente da  ‘boca´ o cha- mou e deu um conselho: “Cama- rada, é melhor você meter o pé. Eu sou cria daqui e jamais faria qual- quer coisa contra morador, mas não posso garantir mais nada. O pessoal que veio de fora é que está mandando. Os caras barbarizam mesmo...”

Banditismo e política se misturam em Itaboraí

Prefeito e vereador estão sendo investigados por fraude e ameaça

Há pouco mais de dez meses no cargo, o prefeito de Itaboraí, Helil Car- dozo (PMDB) vem sendo alvo de várias denúncias de irregularidades, dando conta de licitações dirigidas e contratos superfaturados, mas o que mais o preocupa no momento, revela, um membro do governo, é a denúncia de uma fraude eleitoral que acabou por tirar a vida do empresário Itamar da Silva Júnior, dono de uma empresa de telecomunicações, assassinado depois de ameaçar revelar o esquema que teria beneficiado Helil, montado, se- gundo foi apurado pelas autoridades, por Sergio Reis de Oliveira Júnior, que também estaria envolvido na eliminação de Itamar.

PM a serviço da CRT em Magé

Operação seria para evitar que caminhões desviem do pedágio através de Piabetá

Como se não bastassem as três praças de cobrança de pedágio que ilham o município de Magé, fazendo com que os moradores paguem para circular até mesmo entre bairros da cidade, a Concessionária Rio Teresópolis (CRT), agora estaria sendo ajudada por policiais do 34º Batalhão da Polícia Militar. Hoje pela manhã, entre 5h e 06h30, agentes dessa unidade faziam uma “operação” no início da entrada principal de Piabetá, em Bongaba, mas o objetivo, segundo motoristas relataram ao elizeupires.com, era evitar que caminhões desviassem da praça principal de cobrança, entrando por Piabetá.

Guapimirim mantém ONG que recebe por 3 e paga por 1

Entidade fundada para cuidar de necessitados fatura alto fornecendo mão de obra

Um Termo Aditivo feito em contrato firmado no ano passado pelo prefeito Renato da Costa Mello Júnior, o Junior do Posto com a Organização Não-Governamental Casa Espírita Tesloo, está mantendo no município de Guapimirim uma instituição barrada na Prefeitura do Rio e em órgãos do governo estadual pelo Tribunal de Contas. A extensão do contrato foi determinada pelo prefeito Marcos Aurélio Dias, com a Prefeitura pagando até três vezes mais do que um funcionário terceirizado efetivamente recebe. O Termo Aditivo que ninguém sabe onde e quando foi publicado, compromete um volume substancial dos recursos do município. De acordo com uma fonte ligada ao governo, a base do contrato seria a mesma da revelada no ano passado, que era de R$ 34 milhões por um período de um ano.

Dos males da terceirização

Prefeituras pagam três vezes mais por servidor que recebe o mínimo

Para driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita os gastos com pessoal, milhares de prefeituras pelo Brasil afora contratam empresas e organizações  não-governamentais que fornecem mão de obra, especializada ou não, pagando muito mais caro por funcionário. No município de Porto Real, por exemplo, a empresa Hope Consultoria de Recursos Humanos, recebe cerca de R$ 2 mil mensais por um trabalhador ao qual paga, no máximo, R$ 650. A legislação garante as administrações públicas o direito de terceirizar mão-de-obra, podendo fazer isso através de Organização Social (OS), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou (Oscip), Organização Não-Governamental (Ong) e empresas privadas. Não há nada de ilegal nisso, desde que não seja para atividades fim. O problema está no valor que as entidades recebem pelos trabalhadores que empregam e alocam em órgãos públicos.

Entrada proibida em Piabetá

Barreiras fiscais da Prefeitura de Magé ferem a Constituição e beneficia a Concessionária Rio-Teresópolis.

Indistintamente todo cidadão tem o direito de ir e vir, só podendo ter a sua liberdade cerceada, em decorrência de prisão em flagrante delito ou por mandado judicial devidamente fundamentado por autoridade judiciária competente. É o que garante a Constituição federal, mas parece que a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino não sabe disso. Pelo menos é o que sugerem as barreiras instaladas nas entradas de Piabetá, onde agentes da Prefeitura ficam de plantão para impedir a entrada de caminhões, só permitindo o acesso aos motoristas que comprovarem que estão indo fazer entregas. A medida, que segundo a administração municipal, tem a finalidade de evitar que veículos pesados danifiquem o asfalto das ruas, beneficia diretamente a Concessionária Rio Teresópolis (CRT), pois coíbe qualquer tentativa de os caminhoneiros cortarem caminho e escapar do pedágio, muito caro por sinal. “É um absurdo que isso aconteça, pois fere um direito constitucional”, afirma o advogado Luiz Carlos Rodrigues.