Apesar de contrato milionário para conserto de máquinas e caminhões, Queimados deixa a desejar na manutenção da frota

Embora tenha desde 2014 uma empresa contratada para fazer a "operacionalização e manutenção preventiva e corretiva com troca de peças" de sua frota de máquinas e caminhões, a Prefeitura de Queimados está deixando alguns equipamentos se deteriorem. O contrato em vigor foi firmado no dia 30 de agosto de 2018 com uma empresa sediada em Nova Iguaçu. Tem validade de um ano e o valor global é de R$ 3.768.315,04. Este é o segundo termo de prestação de serviços com a mesma firma. O anterior, datado de 13 de junho de 2014, era de R$ 3.804.672,96, foi homologado pelo ex-prefeito Max Lemos e desde então vinha sendo renovado através de termos aditivos. No ano passado foi feita uma nova licitação, da qual a mesma foi declarada vencedora.

Esta semana o vereador Elerson Leandro Alves (PPS) – que vem fiscalizando as ações da administração municipal e apresentado denúncias de possíveis irregularidades na Tribuna da Câmara Municipal – este no local onde os equipamentos estão guardados e fez várias imagens, as quais mostram caminhões e máquinas se deteriorando, no que pode ser chamado estado de canibalização.

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Deputado estaria exercendo mais que o seu mandato no Legislativo fluminense

O presidente da Casa é o deputado André Ceciliano (PT), mas tem um "marinheiro de primeira viagem" tentando dar as cartas por lá. O "poderoso" em questão seria o emedebista Max Lemos (foto), um aliado de primeira hora do ex-presidente Jorge Picciani, que acaba de ser condenado a 21 anos de prisão por pratica de corrupção, apontado como um dos cabeças de um esquema de recebimento de propina, do qual participavam ainda outro ex-comandante da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Paulo Melo e o ex-deputado Edson Albertassi. Antes de eleger-se prefeito de Queimados pela primeira vez em 2008, Max teve um longo aprendizado na presidência do Legislativo fluminense, onde assessorou Picciani.

Se não for o atual prefeito, Queimados tem duas opções “caseiras” para 2020, mas vereadora popular é vista como bom nome na cidade

Pela ordem natural das coisas o candidato do governo em 2020 em Queimados seria o prefeito Carlos Vilela, mas não deverá ser isso o que vá acontecer. Pelo menos é o que está se desenha nos bastidores, com o nome do vice-prefeito Carlos Machado de Oliveira sendo abanado, inclusive citado com freqüência nos textos divulgados aos jornais pela assessoria de comunicação da Prefeitura. O "fio" do Machado, entretanto, pode não ter corte suficiente para abrir as trilhas da sucessão, pois há mais um nome dentro do próprio governo, o secretário de Educação Lenine Lemos, e há ainda outro "porém", a ex-secretária de Saúde e vereadora Fátima Cristina Dias Sanches, a Dra. Fátima, como ela é mais conhecida no município.

Se "assoprado" dentro do governo em direção a uma possível candidatura, Machado não estaria sendo bem orientado pelos que o abanam sobre como se comportar no trato com a opinião pública. Recentemente, por exemplo, ele se achado no direito de indagar a uma equipe de reportagem que ouvia mulheres gestantes sobre o atraso na inauguração da maternidade municipal, perguntando a um membro da equipe de onde estavam sendo tira tantas grávidas para entrevistar, como que sugerindo que a pauta fosse de interesse de algum adversário.