Licitação da limpeza em Silva Jardim também deverá ser investigada

Apesar das ações judiciais e operações do MP, a Prefeitura de Silva Jardim insiste com "caixa-preta" E a da coleta de lixo – que ainda nem aconteceu – já provoca suspeita

A Estevão Construtora – empresa que este ano firmou dois contratos sem licitação para coleta de lixo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense – venceu um processo licitatório em Silva Jardim para fazer a limpeza e a conservação urbana, mas não há como saber quanto o município vai pagar por isto durante os 12 meses da prestação dos serviços. É que não há nada sobre este processo no Portal da Transparência, com a gestão do prefeito Anderson Alexandre mantendo em segredo o aviso de licitação, o edital que sustentou o certame e a homologação do resultado, como o ocorrido com o pregão da iluminação pública vencido pela Compillar Entretenimento Prestadora de Serviço, cujos representantes foram presos por irregularidades verificadas na atuação da empresa na Prefeitura de São Gonçalo. Assim como o contrato da iluminação, que foi parar na Justiça e acabou suspenso, o pregão da limpeza deverá ter o mesmo destino nos próximos dias, com um pedido de investigação sendo protocolado junto ao Ministério Público, o que poderá ocorrer também com um contrato para coleta de lixo que deverá ser licitado em dezembro.

Prefeito desmonta oposição em Silva Jardim

Dois do 'Grupo dos Cinco' se entendem com o governo e nova eleição não deve acontecer

Abraçados a Anderson Alexandre, os vereadores Webster dos Santos Barcellos, o Binho da Agricultura e Norcivan Valviesse, o Fifico, eram só sorrisos em foto divulgada nas redes sociais pelo grupo do prefeito Silva Jardim, comemorando os desmonte do grupo de oposição até então composto pelos dois e pelos vereadores Adão Firmino, Ana Kelly da Silva Xavier e Jaime Figueiredo Lima. Com a "pulada de cerca" de Binho e Fifico o prefeito conseguiu salvar a própria pele e livrar a cara de seu pupilo, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre. O chamado 'Grupo dos Cinco' pretendia eleger um novo presidente para a Casa e até chegaram a aprovar uma resolução para isto. Agora, com apenas três membros, a oposição não conseguirá o seu intento e a eleição, se acontecer, será para assegurar o controle da Câmara ao presidente afastado (Roni), através do vice-presidente, Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert, que de interino passaria a titular, o que sepultaria qualquer tentativa de investigar o governo.

Submissão impede eleição na Câmara de Silva Jardim

O prefeito Anderson Alexandre está jogando pesado para preservar Roni e Miel se desdobra para ajudar Presidente de direito "amarela" sob pressão do prefeito e do presidente de fato

A decisão judicial que afastou o vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, da presidência da Câmara de Silva Jardim –  em processo no qual ele é acusado do crime de peculato –  acabou dando ao Poder Legislativo do pequeno município do interior fluminense dois comandantes, um de direito e outro de fato, pois mesmo afastado Roni estaria fazendo valer suas vontades e decisões por intermédio do seu substituto legal, o até então vice-presidente da Casa, Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert. Pelo menos é o que ficou evidenciado na sessão de ontem, quando, sob pressão do prefeito Anderson Alexandre e do presidente afastado, Miel encerrou a reunião às pressas e mandou que os que lá estavam deixassem a "Casa do Povo", tudo para que o grupo de oposição não elegesse na nova composição da Mesa Diretora. Longe dali, no escritório da sede de sua rede de farmácias, em Rio Bonito, o prefeito comemorou o servilismo do presidente de direito na defesa dos interesses do presidente de fato.

‘Queda de braço’ provoca demissões em Silva Jardim

As demissões seriam a reação de Anderson contra possível processo de cassação de Roni Seria a reação do prefeito contra pedido de cassação de um empregado seu

O prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, anunciou nesta quarta-feira a exoneração de todos os nomeados em cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), segundo ele, "para realinhar a base do governo". O "realinhamento", entretanto, está sendo visto como resposta a um grupo de parlamentares que defende a cassação do mandato do vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que foi afastado da presidência da Câmara pelo Tribunal de Justiça, em processo no qual é acusado de peculato. Muitos dos exonerados teriam sido nomeados por indicação de vereadores e Anderson estaria usando as demissões como instrumento de pressão para que o possível processo de cassação de Roni - que é funcionário do prefeito em uma rede de drogarias - não seja posto em votação.

Transporte de alunos em Silva Jardim está sob investigação

A Prefeitura tem uma frota de 12 ônibus escolares. Três estão no galpão de sucatas do setor de transportes A Prefeitura tem 12 ônibus escolares, mas já gastou mais de R$ 10 milhões com o serviço

Através do programa Caminho da Escola o governo federal deu a Silva Jardim - um pequeno município do interior fluminense - conseguiu uma frota de 12 ônibus e mesmo assim a Prefeitura vem gastando, em média, R$ 2,2 milhões por ano com a locação de kombis para fazer o transporte de alunos, sem revelar, entretanto, quantos carros foram alugados e quantos estudantes efetivamente são beneficiados com o serviço, que de 2013 até hoje custou aos cofres públicos o total de R$ 10.242.411.94, valor considerado muito alto para o tamanho da cidade e do universo de estudantes na rede municipal de ensino. 

Eleição do presidente da Câmara de Silva Jardim pode ser anulada

Vereadores estipulam prazo para situação de Roni Luiz ser resolvida. Se não...

O tempo está nublado e sujeito a trovadas, relâmpagos e raios sobre a cabeça do presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que uma semana após antecipar uma eleição que só deveria acontecer em dezembro de 2018 e se reeleger, teve seu afastamento determinado pela desembargadora Kátia Maria Amaral, do 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça, em processo no qual Roni é acusado de peculato pelo Ministério Público. Roni Luiz foi chamado às falas pelos demais membros da Câmara que o avisaram de que vão anular a eleição da mesa diretora antecipada por ele caso o afastamento decidido pela Justiça não seja revertido até dezembro. O presidente era para ter deixado o cargo há pelo menos 15 dias, mas permanece exercendo as funções porque ainda não foi notificado pessoalmente. Roni está se cercando por todos os lados para tentar derrubar a decisão tomada pela desembargadora, mas não conseguiu nada até agora.

Silva Jardim gastou cerca de R$ 10 milhões com transporte escolar

Sem revelar quantos veículos estão prestando o serviço e o numero de alunos beneficiados

Embora tenha uma frota própria de ônibus urbanos e micros para o transporte escolar, a Prefeitura de Silva Jardim, um pequeno município do interior fluminense, está gastando mais de R$ 2 milhões por ano com a locação de kombis e vans para a prestação do serviço. De março de 2013 até ontem, a administração municipal pagou R$ 9.933.428.72 à empresa Costa Verde Serviços e Locações de Equipamentos, sem revelar, entretanto, a quantidade de veículos efetivamente à serviço da Secretaria de Educação e o número de alunos transportados. Este é mais um dos segredos da gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto), que já responde a processos na Justiça, inclusive sobre acusação de fraudes em licitação e é citado em vários inquéritos instaurados pelo Ministério Público.

TJ afasta presidente da Câmara de Silva Jardim

Roni Luiz Pereira foi denunciado por dispensa ilegal de licitação e peculato

A desembargadora Kátia Maria Amaral, do 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça, determinou o afastamento cautelar do presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre (foto), acusado pelo Ministério Público de ter contratado, de forma ilegal, o Instituto Nacional Escola Superior de Administração Pública (Inesap), para realizar um concurso público que aconteceria em 2016 e que acabou não sendo realizado. A decisão atinge ainda o empresário Ricardo da Silva Rocha, responsável pelo Inesap, já que em seu caso foi decretada a suspensão das atividades do instituto em relação a contratações com o poder público.

MP denuncia presidente da Câmara de Silva Jardim por peculato

Vereador fez contrato sem licitação e o serviço, diz a promotoria, não foi prestado

O presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre (foto), vai responder pelo crime de peculato. Denúncia nesse sentido foi apresentada à Justiça pelo Ministério Público, através da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos. Ele é acusado de contratar de forma ilegal o Instituto Nacional Escola Superior de Administração Pública (Inesap), para realizar um concurso público que aconteceria em 2016 e que acabou não sendo realizado. O Inesap foi contratado sem licitação, recebeu R$ 25 mil dos cofres da Casa, cobrou taxas de inscrição nos valores de R$ 65 e R$ 100, mas o processo seletivo acabou cancelado por decisão de Roni, sem a devolução dos valores recebidos aos candidatos.

TCE barra farra com dinheiro público em Silva Jardim

A vereadora Ana Kelly agiu a tempo de barrar a homologação do contrato pelo prefeito Anderson Alexandre OS iria receber por trabalhadores até sete vezes mais do que pagaria de salário

Um vigia dos quadros efetivos da Prefeitura de Silva Jardim ou contratado temporariamente recebe no fim do mês o salário líquido de R$ 1.112,39, mas o prefeito Anderson Alexandre decidiu pagar R$ 8.719.20 por cada um dos 118 trabalhadores que seriam recrutados para esta função através do Instituto de Desenvolvimento Social e de Saúde de São Pedro da Aldeia (Idespa), uma das muitas organizações sociais que atuam no estado fornecendo mão de obra a custos elevados, mas pagando o mínimo aos funcionários. Estranhamente o Idespa aparece na ata de uma licitação para mão de obra com valor estimado em mais de R$ 16,2 milhões como o único a participar do certame e foi considerado vencedor com uma proposta de R$ 16.114.645,20. A farra da terceirização promovida pelo prefeito - que há mais de quatro anos vem contando com a omissão e a conivência da Câmara Municipal - só não passou despercebida porque a vereadora Ana Kelly da Silva Xavier (PR), uma 'caloura' no Poder Legislativo, alertou o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público sobre a licitação vencida pelo (Idespa) e o TCE determinou a suspensão de todo o processo até que o edital seja auditado e aprovado.