A triste sina de Cláudio Castro: Antes visto como refém de Bacellar, agora sob pressão dos donos do PL

● Elizeu Pires

Segundo pessoas próximas, os dias do governador Claudio Castro (foto) nunca foram fáceis. O agora presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, não dava um momento de folga. Era pressão o tempo todo, e só Deus e as paredes do Palácio Guanabara sabem quanto Castro teria sofrido com o ex-rei da cocada, que o deixou numa sinuca de bico danada: o caso Cefet, escândalo que gerou o processo que deverá ser julgado em março no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Depois da escolha de Eduardo Paes pela família Reis, na Baixada já se fala em Garotinho para governador e o DC escancarou as portas para ele

● Elizeu Pires

Na última pesquisa de intenção eleitoral Garotinho apareceu com quase três mais intenções de votos que Washington Reis - Foto: Reprodução Aquele que alguns veem como “grande líder estadual” é chamado na Baixada Fluminense de “espalha montinho”, pois prefeitos saem de fininho quando ele chega, mas ainda assim foi incorporado ao grupo de Eduardo Paes, onde chegou como sendo a maior liderança e emplacou como vice uma irmã que ficou em último lugar quando concorreu para a Prefeitura de Magé.

Meio político não acredita que Lula, como afirmou Paes, apoia a aliança com Washington Reis, que conseguiu emplacar como vice a candidata menos votada para a Prefeitura de Magé em 2020

● Elizeu Pires

Os irmãos Reis são vistos como "Bolsonaristas de primeira hora" - Foto: Reprodução A afirmação do prefeito do Rio e pré-candidato a governador pelo PSD, Eduardo Paes, de que o presidente Lula "apoiou integralmente a aliança" com o bolsonarista do primeiro time e cacique no MDB do estado, Washington Reis, não convence a ninguém na grande política. Quem conhece o jeito Washington Reis de ser, duvidam e fazem pouco de que ele subirá no palanque de Lula.

Em vias de ser marcada logo pelo TSE, eleição suplementar de Itaguaí só tem um pré-candidato declarado até agora

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução O que deveria ter sido decidido democraticamente, só indo para urnas candidatos sem impedimento legal, acabou tumultuado pela teimosia de alguém apegado demais ao poder, que achou que podia ter um terceiro mandato consecutivo de prefeito e acabou levando para o tapetão a disputa, instalando um clima de insegurança jurídica em Itaguaí, onde, nos últimos anos, o governo tem sido tomado na marra, como esse mesmo alguém fez em 2020, abrindo, então como presidente da Câmara, um processo de impeachment para sentar na cadeira por alguns meses e nela disputar, confortavelmente, as eleições daquele ano.

Depois de derrota no STF e com ele já perdendo de 2 a zero no TSE, espera-se que Rubão pare de tumultuar o processo sucessório em Itaguaí

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Não foi por falta de aviso que o ex-prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão (foto), insistiu em disputar as eleições de 2024. Ele sabia que já se encontrava inelegível e que concorrendo sub judice poderia até ser o mais votado, mas jamais seria declarado eleito. Foi o que aconteceu: teve votação suficiente para ser considerado reeleito, mas não tomou posse, porque a Constituição veda um terceiro mandato consecutivo