Prefeito de Volta Redonda fazia propaganda eleitoral se fazendo passar por motorista de aplicativo e é multado pelo TRE

Adotando o que achava ser uma forma criativa de fazer campanha eleitoral, o prefeito de Volta Redonda, Elderson Ferreira da Silva, o Samuca Silva (foto), que concorre a reeleição pelo PSC, acabou multando por uso de bem comum, o que é vedado pela legislação. A multa de R$ 5.500,00 foi confirmada nessa segunda-feira (2) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

O prefeito fez cadastro junto ao aplicativo Uber e encenando ser motorista do aplicativo aproveitava a hora do almoço para atender chamados dos passageiros e, segundo ele saber "os anseios da população", publicando depois a conversa com os eleitores nas redes sociais.

Esforço do PSC para tirar o prefeito de Nova Iguaçu da disputa movimentou apostas entre adversários, mas o prêmio foi a decepção

"Rogério está impugnado. Erro no DRAP é insanável. Trabalho com isso há muito tempo e quem diz o contrário está falando besteira". Esse era, até a última quarta-feira, o argumento de um "especialista", ligado ao grupo do ex-prefeito Nelson Bornier, quando saiu sentença do TRE pelo deferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da coligação Fé, Trabalho e Humildade, formada pelos partidos PV, PSL, PP, DEM, Avante, PDT, MDB, PL, Cidadania, Patriota e Pros, em torno da candidatura a reeleição de Rogério Lisboa (PP), que havia sido indeferido pelo juízo da 156ª Zona Eleitoral.

Na tarde deste sábado foi disponibilizada no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral a certidão de trânsito em julgado do processo movido pelo Partido Social Cristão (PSC), legenda que tentou impugnar o DRAP e o registro de candidatura de Lisboa, acabando de vez com o disse-me-disse.

Eleições em Meriti: pesos pesados do Democratas estarão em evento de lançamento de campanha neste sábado

Neste sábado (31), a partir das 9h30 estará acontecendo no Via Music Hall um evento que vai reunir vários nomes do DEM. É o lançamento da campanha do presidente da Câmara Municipal, Davi Perini Vermelho, mais conhecido na Baixada Fluminense como Didê, que está concorrendo ao terceiro mandato de vereador. O prefeito da cidade, João Ferreira Neto, o Dr. João – candidato a reeleição – também estará presente.

Eleições em Meriti: se candidato a vice-prefeito flagrado recebendo maços de dinheiro renunciar cai a chapa toda, pois a lei só permite substituição agora em caso de morte

Ainda não foi disponibilizado nenhum documento oficial sustentando a renúncia anunciada na tarde de ontem (29) pelo vereador Carlos Eduardo do Nascimento Soares, o Dudu Soares (PSD), candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo também vereador Charles Batista, que se apresenta aos eleitores como o escolhido da família Bolsonaro para governar o município de São João de Meriti.

Dudu, que aparece recebendo maços de dinheiro em imagens divulgadas pela TV Globo, está sendo investigado pela Polícia Civil depois de ter sido denunciado na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), por suposta extorsão contra um empresário que vendeu respiradores pulmonares ao município.  

Tem candidato achando que Porto Real é espólio de família, observam os mais antenados do pequeno município fluminense

Emancipado de Resende e instalado como município no dia 1º de janeiro de 1997, Porto Real, no Sul Fluminense, ganhou autonomia político-administrativa, mas, ao que parece, tem gente se achando dono da cidade, confundindo uma unidade do estado do Rio de Janeiro como herança política de família. Pelo menos é o que apontam observadores atentos às campanhas do deputado Alexandre Serfiotis (PSD) e Silvia Bernardelli (Cidadania), ele filho do ex-prefeito Jorge Serfiotis e ela filha de Sergio Bernardelli, primeiro governante da história do município. Para algumas lideranças locais, ambos parecem estar disputando não o direito de governar a cidade, mas a posse de um patrimônio familiar.

O pai de Silvia exerceu dois mandatos seguidos e colecionou processos que o deixaram inelegível por muito tempo. Foi sucedido pelo pai de Alexandre em 1º de janeiro de 2005. Já falecido, Jorge Serfiotis, que também teve dois mandatos consecutivos, elegeu sua então vice (Maria Aparecida Rocha) como sucessora e faleceu no primeiro semestre de um terceiro mandato, conquistado em outubro de 2016. Sem condições de concorrer Bernardelli está fora do jogo político, mas ainda assim quer voltar ao poder, mesmo que indiretamente, enquanto os Serfiotis tentam retomar o controle com Alexandre.

Julgamento que pode decidir a vida política de Cozzolino foi adiado mais uma vez no TSE e ele permanece na condição de “indeferido com recurso”

Sem uma decisão favorável no TSE Renato segue na disputa na incerteza de que os votos que vier obter terão validade Pautado para a sessão desta quinta-feira (29), o julgamento do recurso impetrado pela defesa do deputado estadual Renato Cozzolino Harb – candidato impugnado a Prefeitura de Magé – não aconteceu. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Roberto Barroso, voltou a adiar a análise em plenário e ainda não se sabe quando o processo entrará na ordem do dia novamente.

Até o julgamento Renato permanece na condição de "indeferido com recurso", e se a sessão não acontecer até o dia 15 de novembro – data da eleição – ele pode ser votado normalmente. Entretanto, os votos serão computados separadamente e só serão validados se o julgamento for favorável a ele, conforme diz a legislação.

Denunciado por extorsão vereador de Meriti candidato a vice na chapa que se divulga como apoiada pela família Bolsonaro diz que vai renunciar

As imagens exibidas pela TV Globo mostram o vereador Dudu (de Rosa) recebendo dinheiro - Foto: Reprodução/RJtv Na tarde desta quinta-feira (29) o vereador Carlos Eduardo do Nascimento Soares, o Dudu Soares (PSD), divulgou um vídeo no qual informava que, em nome da honra, estava renunciando a candidatura de vice-prefeito na chapa do também vereador Charles Batista, candidato a prefeito de São João de Meriti pelo Republicanos, se apresentando aos eleitores como o escolhido da família Bolsonaro. Dudu só esqueceu de dizer que é alvo de investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), denunciado que foi por suposta extorsão contra um empresário que vendeu respiradores pulmonares ao município. O político aparece em gravações feitas em dias diferentes no escritório do denunciante e as imagens mostram ele recebendo dinheiro.

As imagens foram exibidas na segunda edição do RJtv na noite de hoje, em matéria que cita também o candidato a prefeito por suposta extorsão contra um lojista de um shopping de informática em Nova Iguaçu, caso que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal. Sobre isso Charles afirmou que vai provar sua inocência. Quanto a Dudu – que ainda não se manifestou sobre a denúncia – ele afirmou ter pedido a renúncia dele e que não tem nada a ver com o que foi denunciado à Draco.

Sucessão em Paty do Alferes: Justiça veta Batata na disputa pela Prefeitura, mas ainda tem recurso tramitando no TRE

O juiz Fábio Lopes Cerqueira, da 48ª Zona Eleitoral, indeferiu o registro de candidatura da ex-prefeita de Paty do Alferes, Lúcia de Fatima Fernandes Fonseca, mais conhecida como Batata, e entrou na disputa pelo DEM. A ação de impugnação ao registro de candidatura foi ajuizada pela representação jurídica do PSC, partido que tem o prefeito Eurico Bernardes Neto como candidato a reeleição. A alegação é de que ela está inelegível, por condenação em ação de improbidade administrativa, “por ato doloso que importe lesão ao patrimônio”.

Os problemas de Batata com a Justiça são antigos. No no dia 6 de maio de 2013, por exemplo, a então prefeita teve o mandato cassado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral, o que a tornou inelegível por oito anos, prazo a ser contado a partir do dia das eleições de 2012, quando ela foi acusada de abuso de poder econômico durante a campanha. Ela foi eleita em 2008 e reeleita com 6.751 votos, 38% do total apurado e seus votos foram computados em separado pelo fato de ela ter concorrido subjudice. Por conta disso o segundo colocado na disputa, Rachid Elmor (PDT), chegou a ser declarado eleito pela Justiça Eleitoral. Como ela ganhou recurso em instância superior, seu registro foi mantido e ela tomou posse.

Prefeito de Teresópolis declara apartamento “adquirido em construção em 1994”, só que na época ele tinha apenas 16 anos de idade

Vinícius tomou posse em julho de 2018. Antes mudou o contrato social de uma empresa e colocou a tia com administradora Moradores, comerciantes e lideranças comunitárias de Teresópolis, município da Região Serrana do Rio de Janeiro, têm reclamando muito da gestão do prefeito Vinicius Claussen, mas pelo menos em relação a suas atividades privadas ele parece ser um administrador competente, um bem sucedido homem de negócios. Tanto que na relação dos bens declarados por ele à Justiça Eleitoral está um apartamento comprado em novembro de 1994, quando Vinicius – nascido em 3 de outubro de 1978 –, tinha apenas 16 anos, uma conquista e tanta se ele realmente tiver sido o responsável pela aquisição, levando em conta que, em média, o cidadão brasileiro trabalha anos a fio para adquirir sua casa própria.

O caso do apartamento localizado na Rua Prefeito Sebastião Teixeira, no bairro Várzea, saiu da declaração de bens do prefeito para uma denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal. O documento assinado pelo cidadão Nelson da Costa Durão no dia 30 de setembro e protocolado no dia 1º de outubro, aponta supostas irregularidades nos negócios particulares do prefeito.

Prefeitos de Belford Roxo e Caxias lideram em suas cidades, mas qual dos dois vai levar a melhor em Queimados?

Com mais peso na balança eleitoral – segundo pesquisa do Ibope, que lhe confere 83% das intenções de voto – que Washington Reis, que tem 60% de acordo com a consulta do Virtus, o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, estaria se movimentando também em Queimados, bem com o seu colega de Duque de Caxias, que, com menos roda na saia, apoia uma candidatura oposta a escolhida por Waguinho, que optou por Carlos Machado (DEM), numa atuação de bastidores que já está dando o que falar na cidade e gerando queixas.

É que na conta de Waguinho e de sua assessoria para esses assuntos, estão caindo as movimentações percebidas como esforço para enfraquecer a aliança em torno de Zaqueu Teixeira (PSD), que já teria perdido o DC e estaria quase ficando sem o PDT, por conta de manobras de bastidores e conversas ao pé do ouvido.