Para que entende da política como ela verdadeiramente é, "tem muita gente embarcada num balão sem furado"
Ex-prefeito de Queimados, o deputado estadual Max Lemos sonha em governar Nova Iguaçu. Reside na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense, mas jura que mora na terra dos laranjais, como o território iguaçuano era conhecido antigamente. Porém, mesmo fazendo caminhadas como pré-candidato, ainda não tem domicílio eleitoral na cidade, e a razão de ele não ter transferido seu título de eleitor de Queimados para Nova Iguaçu, segundo gente que entende do riscado, está nas pesquisas para consumo interno, aquelas que os partidos usam para concluir se uma pré pode realmente ser chamada de candidatura no tempo certo.
A situação de Max Lemos – que tenta descolar sua imagem do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani e do ex-governador Sergio Cabral – é a mesma de outros nomes em cidades diferentes na região. "Os números das pesquisas classificadas de uso interno por seus números não poderem ser divulgados pelo fato de não serem registradas na Justiça Eleitoral, são muito importantes para uma tomada de decisão, mas também podem ser usados de forma errada, inclusive com manipulação de dados para convencer futuros apoiadores. No caso específico de Max ele dizia que em setembro faria uma dessas pesquisas e só assim decidiria pela transferência de domicílio. A tal consulta ele já fez, mas recentemente teria confidenciado a figurões do MDB que só se decidirá em janeiro, depois de uma nova pesquisa”, diz um influente político da região.