MPRJ obtém decisão que impede a municipalização do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana I, e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, por meio do 4º Núcleo Regional de Tutela Coletiva, obtiveram na Justiça decisão liminar que impede que o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN) seja municipalizado. Leia AQUI a matéria completa sobre o ajuizamento da ação civil pública.

O Juízo da 7ª Vara Cível de Duque de Caxias lembra na decisão que o Decreto Estadual n. 47.484/21 criou o Grupo de Trabalho do Governo do Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de realizar a municipalização do HEAPN, em 11 de fevereiro de 2021.  "Todavia, apurou-se que aconteceu, apenas, UMA reunião do grupo, na qual não houve qualquer deliberação pela municipalização do Hospital. Não foi, portanto, iniciado, tampouco concluído, qualquer estudo técnico, nem mesmo um debate político com os demais Municípios e instâncias deliberativas do Sistema Único de Saúde", ressalta o Juízo na liminar.

Ministério Público e Defensoria Pública ajuízam ação contra incorporação de hospital estadual pela Prefeitura de Caxias

Se depender do posicionamento do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro a Prefeitura de Duque de Caxias não assume, pelo menos por enquanto, a administração do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, localizado em Saracuruna, na Baixada Fluminense. Ação contra a municipalização da unidade foi ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana I, e a Defensoria Pública, através do 4º Núcleo Regional de Tutela Coletiva. A ação civil pública com pedido de tutela de urgência está tramitando na 7ª Vara Cível e visa impedir a municipalização, “sem prévia aprovação do controle social e das instâncias deliberativas do SUS”.

Na ação os dois órgãos pedem que os governos estadual e municipal “se abstenham de assinar qualquer documento, instrumento ou ajuste, que altere, de forma transitória ou definitiva, o modelo atual de gestão estadual do HEAPN, ao menos até que as condições da troca de gestão do hospital sejam aprovadas em instrumento jurídico que garanta o financiamento adequado e o acesso igualitário aos serviços do hospital para todos os cidadãos do estado do Rio de Janeiro”.

Pente fino da CGU em contratos firmados em 2020 pela Prefeitura de Japeri pode resultar em bloqueio de bens e contas bancárias

● Elizeu Pires

Com base em análises da Controladoria Geral da União a Polícia Federal vem avançando nas investigações Em matéria veiculada no dia 16 de junho de 2020 o elizeupires.com revelou que a Secretaria de Saúde de Japeri, na Baixada Fluminense, optou por comprar, sem licitação, R$ 1,8 milhão em equipamentos hospitalares – inclusive respiradores – de uma empresa que tem apenas R$ 5 mil de capital social, sem lastro algum para cumprir o contrato, e que não funcionava no endereço mencionado como sede. Quatro meses depois, atendendo pedido da Polícia Federal, a Justiça determinou o afastamento da então titular da pasta, Rozilene Souza Moraes dos Anjos, no âmbito de inquérito que resultou na Operação Apneuse, realizada pela PF em outubro do ano passado.

Empresa declarada inidônea pelo Tribunal de Contas recebeu cerca de R$ 40 milhões da Prefeitura de Rio das Ostras

● Elizeu Pires

Cinco meses após o elizeupires.com revelar que a empresa contratada pela gestão do prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, para fazer a coleta de lixo, transporte e operações de transbordo havia sido beneficiada com inabilitação indevida de três concorrentes em um dos processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Rio das Ostras com esses objetos, a Albanq Serviços de Locação de Equipamentos foi declarada inidônea pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o que a impede de participar de outras licitações para prestar serviços a órgãos públicos por pelo menos dois anos. Na mesma decisão a corte aplicou multa de R$ 29,9 mil ao prefeito.

Fomentada por gratificação aos agentes que mais autuam, indústria da multa já rendeu mais de R$ 145 milhões este ano à Prefeitura do Rio

Em maio a Secretaria de Fazenda anunciou bônus para os agentes que mais multarem O ano ainda não terminou, mas 2021 foi de lucro para a Prefeitura do Rio de Janeiro, um faturamento e tanto só com infrações de trânsitos lavradas pelos agentes da CET-RIO. Dados coletados pelo vereador Paulo Pinheiro (PSOL) apontam que até o dia 5 deste mês, a arrecadação com multas somava R$ 145,5 milhões.

Há anos que se questiona o fato de os órgãos de transito optarem por priorizar a aplicação de multas, em vez de investirem em campanhas educativas, e isso também foi registrado pelo parlamentar. É que uma lei específica determina que até 5% do valor arrecadado seja aplicado em campanhas educativas, o que daria pouco mais de R$ 7 milhões se for tomado como base o total já faturado pela Capital fluminense, que, por sua vez, empenhou despesa de apenas R$ 1,5 milhão.

Bahia tem 220 mil pessoas afetadas pelas fortes chuvas

Número de mortes chegou a dez

As chuvas fortes que atingem a Bahia já deixaram pelo menos 10 mortos no estado. Segundo o último balanço divulgado pela Defesa Civil estadual no início da tarde desta nesta segunda-feira (13), nas regiões mais afetadas cerca de 15.199 pessoas estão desalojadas e 6.371 desabrigadas. A população atingida chega a mais de 220 mil pessoas.

Funcionário de Câmara de Vereadores passou 18 anos recebendo salário sem trabalhar, denuncia o Ministério Público à Justiça

● Elizeu Pires

As denúncias de nomeados em cargos comissionados em órgãos públicos recebendo salários supostamente sem trabalhar têm sido muito comuns nos últimos anos em algumas cidades, mas o caso denunciado à Justiça na semana passada chamou a atenção pelo fato de o acusado ser funcionário de carreira e ter passado 18 anos recebendo seus vencimentos sem comparecer ao setor de trabalho. O caso investigado pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Macaé, aconteceu em Quissamã, no norte do estado do Rio de Janeiro.

Esquema de corrupção no programa Barreira Fiscal deu R$ 1 bi de prejuízo aos cofres do governo do Rio, aponta o Ministério Público

● Elizeu Pires

Sete meses após a veiculação da matéria Barreira Fiscal também teria o seu “QG da Propina”, veiculada em abril pelo elizeupires.com, o Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, realizou ontem (10) a segunda fase da Operação Desvio de Rota, para cumprir 19 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão, no âmbito de um inquérito aberto para investigar um esquema de corrupção envolvendo pelo menos dois agentes comissionados do programa Barreira Fiscal, montado pelo governo fluminense combater a sonegação de impostos, fraudes fiscais verificadas no transporte de mercadorias e produtos pelas estradas do estado.

O bom exemplo que vem de Magé: Condenações em crimes eleitorais se transformam em doação de cestas básicas em hospital

● Elizeu Pires

O Hospital Municipal Pediátrico e Maternidade de Piabetá, localidade do município de Magé, recebeu ontem (9) uma visita inesperada, a de um magistrado que foi lá não por força de sua função ou qualquer cumprimento legal. A razão da visita acabou emocionando funcionários, gestantes e parentes das crianças que lá estão sob tratamento médico, e o próprio juiz, que gostou do que viu por lá.