Eleição em Rio das Ostras: Justiça manda recolher material de propaganda do candidato do PRP, que perdeu aliança com o PC do B

A juíza Anna Karina Guimarães Franscisconi, da 184ª Zona Eleitoral, determinou o recolhimento de toda a propaganda do candidato do PRP à Prefeitura de Rio das Ostras, Deucimar Talon, na qual apareça o nome de Claudia Justino Soares, do Partido Comunista do Brasil (PC do B), como candidata a vice-prefeita. A decisão foi em ação impetrada pelo Partido Verde, com base no fato de que o PC do B havia pedido a retirada da legenda da coligação formada em torno do nome de Deucimar.

 

Apuração de corrupção dos anos 70 foi abafada pela ditadura militar

A fragata Niterói é uma das seis adquiridas. Foi lançada ao mar em 8 de fevereiro de 1974 e incorporada dois anos depois É o que revelam documentos sobre compra superfaturada de navios na Inglaterra

O governo militar atuou para abafar uma investigação na compra de navios de escolta, as chamadas fragatas construída na Inglaterra e, além disso, dispensou uma indenização de R$ 500 mil libras ((o equivalente a quase 3 milhões de libras hoje ou R$ 15 milhões) que o governo britânico estava disposto a pagar para evitar ser acusado depois de estar envolvido no esquema. É o que revelou ontem (2) o jornal Folha de São Paulo, com base em documentos confidenciais históricos do governo do Reino Unido. De acordo com os jornal, os fatos narrados nos papéis ocorreram durante os governos dos generais Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) e Ernesto Geisel (1974-1979). Os documentos mostram ainda que, em 1978 a Inglaterra queria investigar denúncia de superfaturamento na compra de equipamentos para a construção dos navios vendidos ao Brasil e se ofereceu para pagar indenização, mas em vez de permitir e ajudar no inquérito o regime militar abriu mão do pagamento e rejeitou os pedidos britânicos para ajudar na investigação — que foi recebido com estranheza em Londres.

Posto que não baixar preço do diesel pode ser multado em até R$ 9,4 milhões e ter a licença de funcionamento cassada pelo governo

Depois de multar cerca de 1,5 mil postos de gasolina em todo o país por majorarem os preços dos combustíveis durante a greve dos caminhoneiros, o governo federal firmará, às 11h de hoje (1º) um acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) para garantir o repasse do desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel ao consumidor. A expectativa é de que a redução comece a valer já na tarde desta sexta-feira. Os postos serão fiscalizados pelo Procon e quem descumprir o acordo, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha (foto) será multado em R$ 9,2 milhões.

O documento a ser assinado hoje é um Termo de Cooperação Técnica, entre a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon),  a Fecombustíveis e as distribuidoras, que se comprometem a fazer o desconto chegar na bomba de combustível. Segundo o ministro Elizeu Padilha, além da multa, os donos de postos poderão ser punidos com a suspensão temporária das atividades, interdição dos estabelecimentos e até mesmo cassação da licença.

STF dá 15 dias para transportadoras pagarem R$ 141 milhões

Bloqueio das estradas em locaute vai pesar nos bolsos dos donos das empresas

Quinze dias. Esse é o prazo fixado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (foto) para que 96 transportadoras paguem o total de R$ 141 milhões em multas pelo descumprimento da liminar que determinava o desbloqueio imediato das rodovias. O ministro atendeu a um pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). Moraes também determinou a penhora dos bens das transportadoras se o pagamento das multas não foi feito no prazo determinado.  Na semana passada, em outra decisão sobre a paralisação de caminhoneiros, Moraes autorizou o desbloqueio, com uso de força policial, das rodovias do país, paralisadas pelo movimento nacional de caminhoneiros desde o dia 21 de maio.

TST concede liminar para impedir greve de petroleiros

Segundo ministra paralisação seria "abusiva e realizada para incomodar"

A ministra  Maria de Assis Calsing, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiu há pouco impedir o início da greve dos petroleiros que trabalham em refinarias da Petrobras, prevista para começar amanhã (30).  A liminar foi concedida a pedido de Advocacia-Geral da União (AGU). Para a advocacia, a greve dos trabalhadores, em meio ao quadro de desabastecimento provocado pela paralisação de caminhoneiros, trará prejuízos gravíssimos à sociedade, tendo em vista o potencial para prejudicar o abastecimento do mercado interno de gás natural, petróleo e seus derivados.

No nono dia de greve dos caminhoneiros presidente Michel Temer defende diálogo e diz que direitos devem ser preservados

No momento em que o país enfrenta o nono dia de paralisação dos caminhoneiros, o presidente da República, Michel Temer, destacou hoje (29) a importância do diálogo para a democracia e disse que quando "alguns" ameaçam não querer o diálogo e parar o Brasil, é preciso exercer "a autoridade" para preservar os direitos da população. Temer discursou, nesta terça-feira, na cerimônia de abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2018, em São Paulo. "O diálogo é da própria essência da política e da democracia. É, aliás, sua fortaleza. Quando alguns rejeitam o diálogo e tentam parar o Brasil, exercemos a autoridade para preservar a ordem e os direitos da população, mas antes disso, um diálogo é fundamental, leve quanto tempo levar", disse.

Temer acrescentou ainda que alguns confundem a vocação para o diálogo com eventual leniência política e que, na verdade, é exatamente o oposto. O presidente declarou que, apesar de ter saído da pauta legislativa, a reforma da Previdência continua na agenda política. "Ninguém chegará ao fim deste ano, ou do ano que vem, sem realizar a reforma previdenciária. Por isso, as próximas eleições serão distintas das que tivemos desde a redemocratização."

Não é só pelo preço do óleo diesel

Líder dos caminhoneiros no Rio diz que há estranhos no meio. "Nem caminhão eles tem", afirmou

Ontem, depois de reunir-se com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o líder do movimento dos caminhoneiros no estado afirmou que a categoria já havia conseguido o que queria e que se dava por satisfeita com a redução do ICMS sobre o diesel, de 16% para 12% e a mudança do recolhimento do imposto, o que desonerará as transportadoras. Mas Francisco Silva foi além: deixou claro que há infiltrados, gente de fora com pauta política, que nem caminhão tem. Embora os sindicatos já tenham declarado o fim da greve, os bloqueios continuam em todo o pais, inclusive com obstrução das saídas das refinarias de petróleo, situação que as forças de segurança não estão conseguindo resolver na base da conversa.

Postos do Rio receberão combustível ainda neste domingo

O abastecimento de gasolina e álcool para a rede de postos do Rio de Janeiro começará a ser feito ainda na noite deste domingo (27) e na madrugada desta segunda-feira (28). Serão escolhidos alguns postos para centralizar a entrega de combustível, que ocorrerá por comboios de caminhões-tanque escoltados pelas forças de segurança. "Já estão saindo carretas com combustível. Estamos negociando quais carretas vão sair. Porque não pode sair tudo para um lugar só. Isto tem de ser planejado. Depende agora das empresas poderem colocar [combustível]. Não tenho como adiantar quantas", afirmou o general Braga Neto (foto).

Há pouco Braga Neto participou de uma entrevista coletiva ao lado do governador Luiz Fernando Pezão, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). "Estamos com a central de escoltas funcionando aqui no CICC. Até o momento, atendemos a 160 escoltas e outras vão sair hoje, no período da noite. Voltadas principalmente para as necessidades dos órgãos de segurança, da saúde, para o [recolhimento do] lixo e para os meios de transportes. Temos condições de fornecer escolta às distribuidoras que se dispuserem a procurar o gabinete de crise", disse Braga Netto.

Greve dos caminhoneiros: governo decide aplicar multa de R$ 100 mil por hora parada e também há pedidos de prisão de empresários

O ministros Carlos Marun, da Secretaria de Governo da Presidência da República, informou há pouco que o governo começará a aplicar multas no valor de R$ 100 mil por hora parada a quem descumprir o acordo firmado para desbloqueio das rodovias. Acrescentou que a Polícia Federal já tem inquéritos abertos para investigar a origem do movimento e que já existem até mesmo pedidos de prisão.  Marun concedeu entrevista após reunião, no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer e ministros que integram o gabinete de crise, para avaliar a situação nas rodovias federais. Carlos Marun disse ainda que alguns inquéritos trouxeram bases sólidas para pedidos de prisão. Ele apelou para que os manifestantes cessem o movimento em nome da população. "Retomem suas atividades", pediu.

Ainda segundo o ministro, o governo federal trabalha com a hipótese de contratar temporários para manter a produção nacional. Acrescentou, porém, que o objetivo é que todos retornem ao trabalho. Marun reiterou que "o diálogo não está interrompido". Segundo ele, mais avanços dependem de tempo para buscar soluções e alternativas. Ao ser questionado sobre a existência de uma minoria radical, Marun disse que vários trabalhadores foram constrangidos para que não retornassem ao trabalho.

Governo faz acordo com caminhoneiros para suspender protestos

Desbloqueio das rodovias será concluído até amanhã

Governo e representantes de caminhoneiros chegaram a um acordo e a paralisação será suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União. Foi prometida ainda uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o final do ano sem mexer na política de preços da Petrobras e irá subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês.