PMDB deverá lançar Délio Leal em Paracambi

Délio conta com forte apoio estadual Ex-prefeito e ex-deputado, o político poderá ter vice indicado por parlamentar do PT

Desde a eleição de 2008 aliado ao PT no município de Paracambi, o PMDB quer ser agora cabeça de chapa em 2016, trazendo de volta à disputa pela Prefeitura o ex-prefeito e ex-deputado estadual Délio Cesar Leal, pai do atual vice-prefeito, Guilherme Leal, hoje rompido com o prefeito Tarciso Pessoa (PT), que ainda não escolheu um nome para concorrer ao governo. A candidatura de Délio está sendo pensada por caciques do PMDB estadual e já contaria com apoio do também ex-prefeito da cidade, o deputado André Ceciliano (PT) que indicaria o candidato a vice-prefeito de outra legenda, uma vez que André, embora seja do mesmo partido do atual prefeito, é adversário hoje adversário de Tarciso.

Câmara de Japeri antecipa 2016 e opera para travar máquina administrativa

     As eleições municipais só vão acontecer no dia 2 de outubro de 2016, mas no município de Japeri o clima já é de disputa, de uma campanha muito suja por sinal. É que a Câmara de Vereadores - supostamente para favorecer o vereador Helder Pedro de Barros (PT do B), pré-candidato a prefeito - decidiu travar a máquina administrativa deixando de votar uma suplementação orçamentária, que deveria ter sido levada à apreciação do plenário no último dia 7 e sequer entrou na pauta da sessão dessa terça-feira, que foi marcada por ataques pessoais ao prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, com a tribuna da Casa sendo transformada em palanque eleitoral. Sem a suplementação vários programas de trabalho do governo ficam prejudicados e obras ameaçadas. “A suplementação é necessária e essa posição de parte dos membros da Câmara não afeta a mim, mas ao povo de Japeri, o grande prejudicado”, disse agora a pouco o prefeito.

     O clima na Casa Legislativa esquentou nos últimos dias por causa do noticiário na imprensa, dando conta de que os vereadores ignoraram a crise financeira para concederem aumento de 10% aos servidores da Câmara, a maioria de assessores. Cada vereador tem 15 pessoas indicadas nomeadas e os salários variam de R$ 1.090,94 a R$ 7.480,70. Apontado como um poder caro e supérfluo, o Legislativo japeriense custa cerca de R$ 500 mil por mês e 70% do valor do repasse mensal enviada à Câmara pela Prefeitura é gasto com pessoal. São 191 servidores entre efetivos e comissionados, todos lotados num espaço físico que não comporta a 40% deles.

Petistas prevêem campanhas pobres em 2016

André Ceciliano acumula duas derrotas em Japeri, mas prepara-se para tentar de novo. Mais leve, politicamente falando, Artur Messias quer recuperar o poder em Mesquita, onde já foi duas vezes prefeito E alguns já pensam até em desistir da vida pública

Desde 2004 abastecidas financeiramente por doações diretas e indiretas conseguidas através do diretório nacional do partido, as campanhas de candidatos petistas às prefeituras fluminenses agora deverão ser mais humildes, com base apenas nos esforços da militância, nos já manjados dossiês fajutos contra adversários e o uso das instituições. Na Baixada Fluminense, por exemplo - onde o Partido dos Trabalhadores tinha as prefeituras de Paracambi, Nova Iguaçu e Mesquita - um nome sempre contou com o endosso financeiro do PT nacional, mesmo disputando o poder em cidades pequenas, como Paracambi e Japeri. Na primeira André Ceciliano se elegeu duas vezes, a segunda no tapetão. Em Japeri, onde tem concorrido desde 2008, ele acumula duas derrotas para um mesmo adversário, está se movimentando para tentar de novo em 2016, mas já sabe que o dinheiro para a campanha não virá como antes.

Do inferno ao céu em três anos

Claudio Vieira diz que aceita o desafio Depois de prisão por crime não cometido, secretário ganha força e indicação para disputar Prefeitura de Japeri em 2016

O ano de 2012 foi de muita turbulência no município de Japeri, onde as disputas eleitorais sempre foram consideradas de risco por conta de ações de grupos que em pleno século 21 ainda teimam em querer ganhar o poder na marra e não voto livre, com o exercício pleno da democracia, mas nada marcou mais que a prisão do então secretário de governo, Claudio Vieira, tio e braço direito do prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor. Claudio foi acusado de encomendar o assassinato do comerciante Andre da Silva Conceição e a prisão dele, na época foi considerada como ação política para prejudicar o prefeito que disputava a reeleição, e, supostamente, beneficiar o deputado estadual André Ceciliano (PT), que pela segunda vez consecutiva foi derrotado por Timor nas urnas. Agora livre da acusação, Cláudio poderá ser o adversário direto de André, que embora não tenha nenhuma ligação com a cidade, pretende disputar a Prefeitura de Japeri pela terceira vez em 2016.

Prefeito de Queimados estaria de olho em Japeri

Max Lemos estaria trabalhando para governar o município de Japeri através de um indicado Max Lemos já trabalharia para eleger um candidato a prefeito e governar junto

A mobilidade garantida pelo Arco Metropolitano, empreendimento que está levando grandes indústrias para a Baixada Fluminense, está fazendo a cidade mais pobre da região ser cobiçada por políticos vizinhos. Depois de André Ceciliano (PT) - ex-prefeito de Paracambi que desde 2008 vem tentando governar Japeri - o interessado da vez seria o prefeito de Queimados. Max Lemos (PMDB), que só não transferiu ainda seu domicilio eleitoral por causa de um entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que uma eventual candidatura de político que esteja cumprindo o segundo mandato de prefeito em uma determinada cidade a um pleito subsequente em outro município, para o mesmo cargo, seria uma disputa pelo terceiro mandato.

Procuradoria Eleitoral marcou em cima em 2014

André Ceciliano e Paulo Melo estão entre os políticos mais processados pela Procuradoria Regional Eleitoral Foram propostas 53 ações e tem deputado correndo risco

As eleições já aconteceram, os eleitos já foram empossados, mas o trabalho da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ), continua. A fase agora é de acompanhar os processos em tramitação e lutar para que os réus sejam condenados pela Justiça Eleitoral. De acordo com a PRE/RJ, que há um ano tem à frente o procurador da República Paulo Bérenger, foram ajuizadas 53 ações de investigação judicial eleitoral e representações contra 65 candidatos, todas por abuso de poder econômico e político, captação ou gastos ilícitos e uso indevido dos meios de comunicação. Entre os deputados estaduais eleitos mais processados estão André Ceciliano (PT), Paulo Melo e Thiago Pampolha (PMDB), com dois processos cada um. Entre os federais lidera Marco Antonio Cabral (PMDB), com três ações, seguido por Clarissa Garotinho (PR) e Pedro Paulo (PMDB).

Posse de deputados teve tom de despedida no Rio

A solenidade de posse marcou o início da 11ª legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Paulo Melo discursa como quem está buscando mesmo um novo rumo

Quem pensa que o deputado estadual Paulo Melo (PMDB) desistiu de pleitear uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, pode estar redondamente enganado. Ao presidir hoje a sessão de posse dos parlamentares que vão atuar na 11ª legislatura da Assembleia Fluminense ele afirmou: “A vida é feita de ciclos e cada um vive o seu. Logicamente, quando empossamos os novos deputados, iniciamos um novo e quero agradecer a todos pelo ciclo que eu vivi graças ao companheirismo de todos vocês. Agora, ninguém aqui tem mais ou menos votos do que os outros. Todos têm a mesma incumbência e o que nos difere é a capacidade de trabalho nesta quase santa missão. Agradeço a vocês pela realização de um sonho que, quando saí da minha cidade, aos 11 anos, jamais imaginei que seria possível”. Minutos antes do início da sessão a assessoria de comunicação da Alerj corrigiu, no site da instituição, a lista de deputados a serem empossados, consertando um erro cometido na sexta-feira, quando incluíram o nome da primeira suplente do PRB, Sonia Sthoffel entre os que seriam empossados.

Tribunal de Justiça livra ex-secretário de governo de Japeri da acusação de ter mandado matar comerciante em 2012

     O ex-secretário de Governo de Japeri, Cláudio Vieira, está livre da acusação de ser um dos mandantes do assassinato do comerciante Andre da Silva Conceição, o Andrezinho, de 39 anos, crime ocorrido em 2012. Cláudio foi impronunciado em decisão do Tribunal de Justiça, que concluiu pela inexistência de indícios suficientes para manter a pronuncia feita em juízo de primeira instância contra ele. Claudio  foi acusado em investigação conduzida pela 63ª Delegacia Policial e chegou a ser preso preventivamente. O que se comenta na cidade é que Vieira e outras pessoas ligadas a administração municipal teriam sido denunciadas por questões políticas, uma vez que se tratava de período eleitoral e o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, sobrinho do então secretário, liderava as pesquisas de intenção de votos contra o deputado estadual André Ceciliano e o ex-prefeito Carlos Moraes Costa, o que se confirmou depois com a reeleição de Timor com 41,79% dos votos válidos.

     Durante os três meses da campanha eleitoral de 2012 o município foi abalado por uma série de denúncias contra a administração municipal, sem que nada tivesse sido concluído como verdadeiro até agora, tendo inclusive as contas de gestão da Prefeitura referentes aos exercícios de 2012 e 2013 aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Passada a eleição vereadores perderam o interesse em fiscalizar o atendimento médico em Japeri

A situação na rede municipal de saúde de Japeri é a mesma de três meses, mas aquele súbito interesse de vereadores em fiscalizar o atendimento prestado aos moradores sumiu no dia 5 de outubro, data do primeiro turno das eleições, o que sugere que as ações seriam mesmo política, com vistas a beneficiar o deputado estadual André Ceciliano, que desde 2008 anda pelo município tentando pavimentar seu caminho até ao governo municipal. Ele já disputou a Prefeitura duas vezes e em ambas foi derrotado pelo atual prefeito, Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor. Por conta dos métodos nada ortodoxos usados nas "visitas" dos "fiscais do povo", pelo menos três médicos desistiram de trabalhar no município.

Em setembro, por exemplo, servidores da rede municipal de Saúde de Japeri classificaram como “terrorismo político”, as “ações de fiscalização” que, segundo alguns deles, “mais pareciam ação policial na busca de bandidos”, principalmente as atribuídas ao vereador Hélder Pedro Barros, que fazia essas fiscalizações usando um carro adesivado com material de campanha de Ceciliano.