Sem espaço para golpe: Mourão reconhece ‘retórica forte’ do governo, mas descarta ruptura no século 21

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou ontem (13) que o governo federal tem uma "retórica forte", mas, segundo ele, não está disposto a um golpe de Estado. "Não há espaço para ruptura no século 21", afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha. "É algo que tem que ficar muito claro na cabeça de todo mundo."

Nas manifestações de 7 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou o Supremo Tribunal Federal (STF), em tom considerado antidemocrático por especialistas grande parte do mundo político, e teve de recuar da postura apenas dois dias depois após a resposta contundente do presidente da Corte, Luiz Fux, por meio de uma carta de pacificação articulada pelo ex-presidente Michel Temer.

“Gosto de achar que não há risco à democracia”, diz o presidente do TSE

Para ministro Luís Roberto Barroso as instituições são sólidas O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, descartou nesta segunda-feira (16) riscos à democracia brasileira, apesar do atrito entre instituições, em especial, do que chamou de ameaças pelo “populismo extremista, autoritário e golpista”. “Gosto de achar que não há risco para a democracia no Brasil porque não há nem em nome de quê se dar um golpe. Falar em perigo comunista é risível no Brasil de hoje”, disse o ministro nesta tarde (16) sem citar nomes.

Barroso, entretanto, disse que fica um pouco preocupado com o número de vezes em que é perguntado sobre a possibilidade de golpes, mesmo que não haja uma causa que legitime a ruptura democrática. “Verdadeiramente acho que as instituições são sólidas e estamos atravessando uma turbulência. Mas o avião é seguro e vai conseguir pousar em 2022 com tranquilidade. Assim espero, assim desejo e para isso trabalho”, afirmou.

Esvaziamento do MDB no Rio está caindo na conta dos Picciani

Sem comando no Rio, a legenda está "fazendo água" desde a prisão de seu "dono"

O MDB fluminense tem mesmo um dono e por isso está se apequenando. É o que pensa muita gente de peso na legenda. Tanto que, nos próximos dias, muitos deverão estar se desfiliando, aproveitando a janela que está aberta desde a última quinta-feira (8), permitindo a troca de partido sem o risco de perda do mandato. Deputados, suplentes e e ex-prefeitos estão de malas prontas e alguns deles não escondem o motivo. "O partido está sem comando. O presidente está preso (Jorge Picciani) e o vice (Marco Antonio Cabral) não manda nada. Então os Picciani acham que o MDB é mesmo propriedade particular e fazem o querem, pensando só em si mesmos", diz um descontente, que não 'engole' o fato de Leonardo Picciani não aceitar distribuir os muitos cargos que o pai ainda tem na Assembleia Legislativa e em órgãos estaduais.

Volta do ‘Fantasma’ à cadeia deixa políticos preocupados

Na Prefeitura de Maricá Fernando teve empenhado a favor de empresas suas mais de R$180 milhões Só em Maricá o faturamento de empresas dele foi de mais R$180 milhões

Preso em agosto por fraudes em licitações na Prefeitura de Campos, Fernando Trabach Gomes voltou a ser detido ontem, desta vez sob acusação de golpe no setor imobiliário, com a venda antecipada de cotas em um hotel que seria construído em Resende, no Sul Fluminense e seu retorno às grades volta a tirar o sono de prefeitos e ex-prefeitos, por conta de possíveis participações indiretas do empresário em contratos de terceirização de mão de obra e direta na coleta de lixo. 'Fantasma' - como Trabach tornou-se conhecido por 'criar' uma pessoa, 'batizá-la' de George Augusto Pereira da Silva e abrir com este nome  empresa GAP Comércio e Serviços -, é visto na Baixada Fluminense como um empreendedor respeitável e atua também no interior e na Região dos Lagos, onde, no município de Maricá, teve mais de R$ 180 milhões empenhados pela Prefeitura em favor de uma de suas empresas em quatro anos. Segundo o MP, a GAP foi criada, "com o objetivo de cometer crimes licitatórios e contra a ordem tributária". A preocupação é com a possibilidade de Trabach decidir falar sobre o 'milagre da multiplicação' e revelar os nomes dos 'santos'.

MPF tem projeto contra fraudes previdenciárias na Baixada

A proposta é unir esforços entre órgãos públicos conta esta modalidade de crime

As juízas federais Andrea Daquer Barsotti, Daniela Milanez e Maria de Lourdes Coutinho Tavares, os delegados da Polícia Federal Paulo Teles e Alessandro Magalhães de Moraes, os procuradores da Advocacia Geral da União Vânia Barros, Lia Gil e Vinícius Lahorgue Porto da Costa, o corregedor regional do INSS Guilherme Barreto participam na próxima segunda-feira (25) de uma reunião marcada pelo Ministério Público Federal (MPF) para apresentar o Projeto contra Fraudes Previdenciárias, que será desenvolvido em todos os municípios da Baixada Fluminense. A ideia é mapear as fraudes previdenciárias na região com o levantamento das principais formas de golpe, prejuízos causados ao INSS e medidas que podem ser adotadas para reduzir este tipo de crime. 

Em que planeta vivem os astros da Globo?

Democracia para eles só vale se o PT estiver no comando

Hoje um circo com pantomima interpretada por atores do elenco da Rede Globo de televisão foi montado em Copacabana. Eles estavam lá – ao lado de lideranças sindicais e militantes do PT, PSOL, Rede e PC do B – pedindo eleições diretas, reivindicando que a Constituição seja rasgada para manter os interesses de uma esquerda que fez o que fez com a nação e se acha no direito de continuar com a destruição. Defendem, assim como os sem-terra profissionais do MST, dirigentes da CUT e de outras correntes que só aceitam a democracia quando um dos seus governa, um golpe para que o líder maior deles seja eleito num pleito antecipado, antes que a Lava Jato o torne inelegível. Esperar o que de uma gente que está se lixando para o país que necessita, e muito, das reformas que os demagogos sabem necessárias, mas não têm coragem de fazer? Dá para levar a sério quem vive fora da realidade o tempo todo, como se a vida fosse uma peça de teatro produzida com recursos da Lei Rouanet?