Nepotismo estaria correndo solto na Prefeitura de Porto Real com nomeações de parentes de vereadores

Ailton assumiu o governo dia 29 de julho de 2017 com a morte de Jorge Serfiotis, eleito em 2016 A nomeação de pessoas indicadas por vereadores para cargos comissionados é normal e faz parte da governança, o que não pode e não deve ocorrer é empregar parentes. Em 2017 o Ministério Público atuou no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, no sentido de que fossem exonerados parentes de vereadores nomeados pelo prefeito da cidade. Entretanto, a assinatura de portarias empregando membros das famílias de parlamentares da base do governo na Câmara, estaria sendo vista como normal na gestão do prefeito Ailton Marques, no município de Porto Real, no interior do estado do Rio de Janeiro.

O assunto veio à tona na semana passada, depois de vereador Valcir Nogueira da Silva ter usado a tribuna da Câmara para protestar contra a exoneração de cinco pessoas que teriam sido indicadas por ele – que não são de sua família –, que teriam perdido o emprego porque o parlamentar fizera críticas ao governo.

Olho grande pode deixar o MDB de Magé ainda mais vazio

Mesmo condenado, prefeito de Caxias estaria querendo tomar municípios vizinhos

Rogério apareceu no convite, mas não no evento Única figura na proa do MDB de Magé, o presidente da Câmara de Vereadores, Rogério do Valle, convidou várias pessoas para um encontro em Piabetá, evento político realizado no dia 30 de agosto, com a presença de três nomes da família Reis, os deputados Gutemberg, Rosenverg, e Jane Reis, que, mesmo sendo de Duque de Caxias, deverá comandar o diretório mageense do partido. Rogério convidou, mas foi a ausência sentida no encontro, onde sobrou espaço para o deputado estadual Renato Cozzolino Harb, pré-candidato a prefeito.

Empresa contratada para concurso em Guapimirim é a mesma de certame suspenso em Rio Bonito após denúncia de favorecimento

Responsável por um concurso realizado em 2016 pela Prefeitura de Rio Bonito, cujo resultado final acabou suspenso após denúncia de que membros do governo e pessoas ligadas a eles e a vereadores teriam sido beneficiadas, a empresa Consulpam Consultoria já começou a receber inscrições para o certame aberto pela Câmara de Vereadores de Guapimirim para preencher 25 vagas imediatas. As denúncias sobre o concurso de Rio Bonito foram apresentadas ao Ministério Público por candidatos classificados fora do número de vagas, que se sentiram prejudicados por um suposto vazamento de informações, o que teria beneficiado alguns inscritos.

O concurso de 2016 foi aberto pela prefeita Solange de Almeida para o preenchimento de 400 vagas nas funções de assistentes sociais, biblioteconomistas, biólogos, enfermeiros, engenheiros, farmacêuticos, fiscais de tributos, médicos, nutricionistas, odontólogos e médicos-veterinários, além de assistentes administrativos, auxiliares de biblioteca, fiscais de obras e de postura, inspetores de alunos, secretárias escolares, técnicos em enfermagem, radiologia e em turismo e também agentes de serviços gerais, auxiliares de serviços diversos, zeladores, agentes de saúde pública, artífices em geral, merendeiras, motoristas e operadores de máquina.

Ong que faturou cerca de R$ 90 milhões em Guapimirim para fornecer mão de obra recebia por três e pagava por um

Condenada por improbidade administrativa junto com os ex-prefeitos Renato da Costa Mello Júnior e Marcos Aurélio Dias, a organização não-governamental Casa Espírita Tesloo – rebatizada como Obra Social São João Batista – recebeu da Prefeitura de Guapimirim entre 2012 e 2015 R$ 88,4 milhões. A ONG foi contratada para fornecer mão de obra à administração municipal em 2012 e teve os contratos prorrogados até uma decisão da Justiça impedir novos aditivos. Pelo que foi apurado pelo Ministério Público os valores foram superfaturados e ao menos dois filhos e um cunhada de Marcos Aurélio recebiam salários da instituição.

De acordo com as investigações, Marcus Vinícius do Nascimento Dias, Marceli do Nascimento Dias, filhos do então prefeito e a cunhada dele, Sueli Santana da Silva, tinham sido nomeadas nas funções de assessores especiais na Prefeitura em 2013, mas depois de denúncias de nepotismo foram exonerados e contratados em fevereiro de 2014 através da ONG.

Família Reis quer governar o Rio: prefeito de Caxias pensa em chapa para disputar o Palácio Guanabara em 2022

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos, dois meses e 15 dias de prisão, mais de 67 dias multa por prática de crimes ambientais, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, só não está fora do cargo porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que sua diplomação não poderia ser anulada, pelo fato de a decisão do STF ter acontecido depois das eleições de 2016. Reis não sabe nem se poderá concorrer à reeleição em 2020, mas ele e dois irmãos parlamentares já estariam pensando em 2022. A ideia seria lançar uma chapa para disputar o governo estadual, contando com participação do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano, não se sabendo se como cabeça ou eventual vice, mas esse papo já domina as rodas de conversa sobre política na Baixada Fluminense.

Washington tem se posicionado como se fosse a maior liderança política da Baixada Fluminense, indo pelo mesmo caminho que seu ex-aliado, o ex-prefeito e ex-deputado José Camilo dos Santos, o Zito (de quem foi vice-prefeito), que acabou caindo do cavalo mais na frente. Reis estaria se movimentando para buscar o poder em cidades vizinhas como Magé e Guapimirim, tendo passado a se achar com cacife suficiente para isso depois das eleições de 2018, quando um de seus irmãos, Rosenberg foi reeleito para deputado estadual, e outro, Gutemberg Reis conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, com a dupla somando 118.023 votos, a maioria fora de Duque de Caxias.