Empresa contratada em Japeri tem secretário como advogado

Segundo cadastro na Receita Federal essa é a sede da GFV. Estava fechada ontem, um dia de expediente normal A GFV 2000 firmou três contratos com a Prefeitura no total de cerca de R$3,5 milhões

A Prefeitura de Japeri firmou entre junho e novembro do ano passado três contratos com a GFV 2000 Comércio e Serviços, garantindo a ela um faturamento anual de cerca de R$ 3,5 milhões. Entretanto, na visão de quem entende do riscado, a empresa não deveria sequer ter participado das licitações no município, pois Marcos Roberto da Silva Soares, secretário de Governo, aparece como advogado da firma no processo 0061337-80.2014.8.19.0038, que tramita da 4ª Vara Cível de Nova Iguaçu. A ação foi ajuizada em 2014, quando Marcos ainda não era secretário, mas - pelo que consta no sistema do Tribunal de Justiça - ele continua representando a GFV e no dia 14 de novembro de 2017, quando dois dos três contratos já estavam em vigor, ele pediu vistas no processo.

Está esperando o que para agir, prefeito?

O prefeito Carlos Moraes Costa ainda não abriu os olhos para os ônibus irregulares. Quando ele acordar para o problema já poderá ser tarde demais Ônibus ilegais alugados para transporte de crianças em Japeri continuam circulando

"Encare sem medo". A frase está no vidro traseiro de alguns dos ônibus que fazem o transporte dos alunos da rede municipal de Japeri, alugados por mais de R$2,7 milhões junto à empresa JL Transporte. Não se sabe quem deu a ideia, mas pode ser vista como um recado, já que pelo menos nove dos 12 ônibus veículos estão ilegais, sete deles com documentação vencida e anotações de restrição judicial junto ao Detran, além de estarem fora dos padrões estabelecidos para o transporte escolar. Os veículos já deveriam estar no depósito público há muito, mas circulam normalmente e, pior ainda, transportando crianças. Pelo fato de os ônibus estarem nessas condições a empresa que os locou não pode fazer o seguro deles, mas parece que isso não incomoda em nada o governo, que ainda não tomou nenhuma providência.

Japeri não fiscaliza contratos que somam mais de R$ 8 milhões

A Prefeitura de Japeri paga caro por ônibus ilegais e por manutenção deficiente da rede de iluminação. Também há questionamentos sobre as máquinas e equipamentos locados As empresas prestadoras de serviços não são alvos de ações fiscalizadoras por parte da Prefeitura

Tão rigorosos com os servidores, o prefeito Carlos Moraes Costa e seus secretários não fixam o mesmo olhar severo e crítico em direção às empresas contratadas para prestarem serviços ao município de Japeri. É assim com a JL Transporte e Construção – que usa ônibus ilegais no transporte de alunos –, com a Construtora Express Retiro de Volta Redonda, encarregada de manter o sistema de iluminação pública e com a WA de Oliveira, que loca caminhões e máquinas pesadas. Quanto aos ônibus alguns deveriam estar no depósito publico há muito tempo, mas continuam circulando e custando R$ 246.60,79 por mês aos cofres da municipalidade. O serviço da Express Retiro é considerado péssimo e várias ruas estão às escuras, pois nem a troca de lâmpadas estaria sendo feita com regularidade, segundo reclamam moradores, que também se queixam de ruas esburacadas e tomadas por mato, manutenção que deveria ser feita com os equipamentos alugados da WA, que, protesta a população, não estariam sendo vistos nas ruas. Juntas as três empresas recebem mais de R$ 718 mil ao mês, R$ 8,6 milhões por ano.

MPF recebe denúncia sobre frota ilegal da Educação de Japeri

Prefeitura e Câmara de Vereadores não tocam no assunto dos ônibus irregulares do transporte escolar

Se  Câmara de Vereadores e a administração municipal preferem se omitir, o jeito é apelar para uma instituição que realmente represente os interesses da sociedade. Foi isso que aconteceu no município de Japeri, onde uma frota com ônibus em situação irregular - com restrição judicial, licenciamento vencido e fora dos padrões de segurança exigidos pela legislação para operar o transporte de alunos - foi alugada pela Prefeitura por R$ 2,7 milhões junto à empresa JL Transporte e Construção. Uma representação já foi encaminhada ao Ministério Público Federal, uma vez que a despesa é paga com recursos repassados pela União. O  expediente já foi aberto e o objetivo é a investigação do contrato e da prestação do serviço.

Câmara de Japeri se omite no caso dos ônibus ilegais

Os ônibus placas LVA-5531, LVD-6554, LUX-5966 e LVB 5584 estão com a documentação vencida e observações de restrição judicial junto ao Detran. Com a palavra as autoridades competentes Vereadores não tocam no assunto da frota alugada milhões para transportar alunos

De acordo com o modelo constitucional brasileiro os vereadores têm como atribuição fiscalizar as ações e julgar as contas do Poder Executivo, mas parece que os integrantes da Câmara de Japeri – município mais pobre da Baixada Fluminense – não sabem disso ou se sabem optam pela omissão. É o que está evidente no caso dos ônibus ilegais alugados pela Prefeitura para o transporte dos alunos da rede municipal de ensino. A frota locada por R$ 2.712.608.69, além de estar fora dos padrões de segurança definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito, tem veículos com licenciamento vencido e restrição judicial, ônibus que deveriam estar recolhidos há muito tempo, mas continuam circulando normalmente, com a empresa JL Transporte e Construção recebendo R$ 246.600,79 por mês dos cofres da municipalidade, sem que os "representantes do povo" se preocupem em fiscalizar a prestação desse serviço.

Frota escolar ilegal de Japeri: com dinheiro de 12 ônibus usados alugados a Prefeitura poderia comprar 73 legalizados por ano

Pelo que consta no Detran os ônibus LVA-5531, LVD-6554 e LUX-5966 estão com licenciamento vencido e restrição judicial. Onde estão as autoridades de trânsito? Se a Prefeitura de Japeri optasse pela compra de ônibus novos, fabricados dentro dos padrões estabelecidos pela legislação para uso no transporte escolar em vez de locar a frota esquisita da JL Transporte e Construção, em um ano teria adquirido 10 veículos com capacidade para 44 passageiros, cintos de segurança em todos os bancos e equipamento para embarque e desembarque de cadeirantes – vendidos atualmente a R$ 267 mil cada – e ainda teria sobrado dinheiro para o seguro e o licenciamento. Se a opção fosse por usados com o mesmo ano de fabricação dos da contratada e sem embaraços judiciais, seriam 73 unidades, encontradas atualmente no mercado por R$ 40 mil. Os preços dos veículos – que podem ser confirmados em sites especializados – mostram quanto o negócio foi bom para a empresa, que mesmo com parte da frota ilegal e com anotações de restrição judicial, fez dois contratos com o município que, ao que parece, não se preocupou em chegar a documentação dos ônibus, que custam aos cofres da municipalidade R$ 246.600,79 por mês.

Com o elizeupires.com já revelou, pelo menos três dos 12 ônibus locados pela JL Transporte estão sem o licenciamento anual obrigatório e com observações de restrição judicial, o que os impede de circular, mas, segundo informações de pessoas ligadas ao próprio governo e que estão preocupadas com o uso da frota irregular no transporte de alunos, outros veículos estariam em situação idêntica. Se quisesse legalizar sua frota a JL poderia adquirir 73 ônibus usados modelo 2005/2006 em 12 meses, estes sem restrição judicial e com a documentação em dia.

Ônibus caros e ilegais continuam transportando crianças em Japeri

O ônibus de placa LUX-5966 foi licenciado pela última vez em 2013 e tem quatro observações de restrição judicial anotadas Prefeitura ainda não tomou nenhuma providência para tirar os veículos de circulação

Quinze dias já se passaram desde a denúncia de que ônibus que deveriam ter sido apreendidos há muito estão transportando os alunos da rede municipal de ensino de Japeri, mas até agora a Secretaria de Educação não tomou nenhuma providência para substituí-los. Muito pelo contrário: na manhã de ontem o elizeupires.com flagrou mais um veículo irregular prestando o serviço ao município. É o ônibus de placa LUX-5966, que deveria ter sido retirado das ruas em 2014, quando o último licenciamento, feito em 2013, venceu. Esse veículo está na mesma situação de pelo menos outros dois, que, iguais a ele, encontram-se com restrição judicial. Os ônibus irregulares fazem parte de uma frota de 12, alugada pelo Prefeitura junto à JL Transporte e Construção, por um período de 11 meses e valor global de R$ 2.712.608,69, mais de R$ 246 mil por mês, um faturamento e tanto.

Saúde realiza terceira campanha contra febre amarela

Promovendo mais um Dia D neste sábado

A Secretaria Estadual de Saúde realiza, neste sábado (03),  mais um Dia D de vacinação contra a febre amarela em todos os 92 municípios. Essa é a terceira grande mobilização realizada pela SES desde a entrada do vírus da febre amarela no território fluminense.  O objetivo ampliar ainda mais a cobertura vacinal contra a doença. A expectativa é vacinar cerca de 500 mil pessoas. “A vacinação em massa é a única forma de contermos o avanço da febre amarela no estado. Já vacinamos mais de dez milhões de pessoas, mas ainda precisamos imunizar cerca de quatro milhões de cidadãos. Saímos de um percentual de 3% da população vacinada para mais de 71%. Nosso objetivo é imunizar 14 milhões de pessoas e vamos continuar a campanha até que todo nosso publico alvo esteja vacinado”, diz o secretário Luiz Antonio Teixeira Jr.

Japeri insiste com ônibus irregulares no transporte escolar

Os ônibus de placas LVA-5531 e LVD-6554 estão com documentação vencida e restrição judicial. Não poderiam nem estar circulando, muito menos locados ao poder público. Juntos custam ao R$ 452 mil por ano Alguns veículos deveriam estar recolhidos ao depósito público e a empresa multada, mas custam, cada um deles, R$ 226 mil por ano aos cofres da cidade mais pobre da Baixada. O valor global do contrato é de R$ 2,7 milhões

Os alunos matriculados na Escola Municipal Ary Schiavo, em Japeri, município mais pobre da Baixada Fluminense, estão viajando em um ônibus que já deveria ter sido apreendido há muito tempo. Além de não ter cintos de segurança, item exigido pela legislação para os veículos escolares, o ônibus de placa do Rio de Janeiro, LVA-5531, foi licenciado pela última vez em 2014 e consta no sistema do Detran com restrição judicial. De acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, documento vencido é uma infração gravíssima, com perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação do condutor, além da apreensão.

Japeri paga caro para ônibus irregular transportar alunos

Na frota alugada pela Prefeitura tem veículo com documento vencido desde 2012

De acordo com o Código de Transito Brasileiro, é obrigatória a expedição de um novo Certificado de Registro de Veículo quando, entre outras situações, for alterada a cor, mas essa e outras normas parecem não valer para os ônibus alugados para o transporte dos alunos da rede municipal de ensino de Japeri. Um deles, por exemplo, devia ter sido apreendido há muito tempo pelas autoridades de trânsito. É o de placa LVD-6554, que foi licenciado pela última vez em 2011 e aparece no sistema do Detran com restrição judicial e restrição do Detro. Isso não foi empecilho para que a JL Transporte e Construção fosse contratada para locar, por 11 meses, 12 veículos à Secretaria de Educação, pelo total de R$ 2.712.608,69.