Tribunal entende que custo pode ser reduzido com pesquisa de preços mais ampla
Tribunal entende que custo pode ser reduzido com pesquisa de preços mais ampla
... por problemas encontrados no edital
Denúncia é de fraude em licitação e superfaturamento em obras realizadas entre 2009 e 2011
Foi aberta licitação para isso, mas o governante já usa blindado de uma empresa
A comissão foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira
Em abril a empresa Nutriplus completou um ano de seu novo contrato com a Prefeitura de Resende, para fornecimento de merenda aos quase 15 mil alunos da rede municipal de ensino. O gasto com a terceirizada "engordou" aproximadamente R$ 2,2 milhões já no segundo ano do governo do prefeito Diogo Balieiro Diniz.
O valor correspondente ao aumento no contrato daria para erguer uma creche por ano com capacidade para atender 150 crianças cada uma delas, já que a falta de vagas em creche é uma das principais reivindicações de mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar suas crianças.
Marcada para o dia 26 de abril, a licitação de um contrato de mais de R$ 4 milhões para locação de máquinas pesadas e caminhões pelo município de Japeri, foi adiada e ainda não há nova data para a apresentação das propostas. O estranho é que – com data de 26/4 – o aviso de adiamento só apareceu no site oficial da Prefeitura na madrugada deste sábado, assim como o edital de licitação só foi disponibilizado no portal no dia 27 de abril, um dia após a data da licitação. Também hoje foi publicada a nova data: 16 de maio, às 15h.
De acordo com o aviso, "a Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura Municipal de Japeri comunica aos interessados o adiamento 'SINE DIE' do Pregão Presencial – SRP nº 006/CPL/2019, considerando possível alegação de indisponibilidade do instrumento convocatório".
A empresa que faturou R$ 6,6 milhões locando máquinas pesadas e caminhões para a Prefeitura de Japeri tem como sede uma pequena sala. O TCE constatou que a firma foi mera intermediária entre o município e os donos dos bens locados Vencedora de uma licitação colocada sob suspeita de fraude, com possível direcionamento e competitividade restrita, uma empresa sem frota recebeu R$ 6,6 milhões dos cofres do município mais pobre da Baixada Fluminense pelo aluguel de máquinas pesadas e caminhões, embora o Tribunal de Contas do Estado tivesse apontado "ausência da comprovação regular da execução dos serviços contratados", comunicado isso ao governo e dele cobrado uma explicação. Como o TCE constatou que a contratada não tinha os equipamentos, o que se pergunta hoje na cidade é: "De quem são as máquinas e os caminhões locados e por que se gastou tanto com isso, já que a manutenção das vias públicas vinha sendo feito de forma precária nos últimos dois anos?" A esperança em Japeri é de que o Ministério Público – informado do caso pelo Tribunal – encontre as respostas...
O aluguel dos equipamentos foi feito junto à W.A. de Oliveira Transportes, Comércio, Locação e Serviços em 20 de abril de 2017, através do Contrato 008, pelo valor inicial de R$ 3,340 milhões por ano. A empresa, cuja sede é uma pequena sala sempre vista fechada, teve o contrato prorrogado através de dois termos aditivos e chegou ao total de R$ 6.678.503,04, com a W.A. funcionando apenas como mera intermediária entre a Prefeitura e os donos das máquinas e dos caminhões, mesmo no contrato e no edital da tal licitação não houvesse uma linha sequer autorizando a sublocação dos bens contratados pela Prefeitura de Japeri.
Apontado como responsável pelas licitações da Secretaria de Assistência Social do pequenino município de Aperibé, o subsecretário Cristiano Gonçalves Maria usou as redes sociais para se defender. A imputação a ele de responsabilidade sobre o pregão no qual a titular da pasta – a primeira dama Zeli Silva optou por gastar mais comprando salgadinhos e bolos do que com a aquisição de cestas básicas –, foi feita por um repórter local, depois de o elizeupires.com ter veiculado a matéria Prioridade invertida em Aperibé: Prefeitura decide gastar mais com salgadinhos para eventos do que com cestas básicas para os carentes. Por conta da revelação infundada, Cristiano foi alvo da revolta de moradores, que chegaram a jogar salgadinhos em seu carro. Ele afirmou que não vai assumir a responsabilidade pelo que não para proteger quem quer que seja.
Para pessoas próximas ao governo, a transferência de responsabilidade feita pelo repórter teria sido uma maneira de "livrar a cara" da secretária. Em seu desabafo, o subsecretário afirmou ter ouvido da primeira dama que ele deixasse o assunto de lado, "porque o povo esquece".
Pregão de R$ 4,1 milhões para locação de máquinas e caminhões aconteceu ontem e o documento foi postado neste sábado no Portal da Transparência