Depois da repercussão negativa Prefeitura de Saquarema corrige preço do pãozinho da Saúde com errata, alegando erro de digitação

A publicação da ata de registro de preços de uma licitação para compra de pão francês para o Hospital Nossa Senhora de Nazaré, causou alvoroço em Saquarema e houve até quem se manifestasse a favor de uma representação junto ao Ministério Público. É que o produto, que é encontrado nas padarias com o preço variando entre R$ 13,60 e R$ 15 o quilo, aparecia na publicação a R$ 8,74 a unidade.

O aparente sobrepreço teria sido "apenas um erro de digitação" e os moradores só ficaram sabendo disto dias após a repercussão do assunto pela imprensa, ainda assim porque a empresa vencedora da licitação usou as redes sociais para dar uma explicação que deveria ter partido da administração municipal. Uma errata transformando unidade em quilo foi providenciada após isto e publicada com data retroativa.

Saúde de Saquarema se dispõe a pagar R$ 8,74 por unidade do pão francês e representação será feita ao Ministério Público

Vendido a quilo, o pão francês de 50 gramas será fornecido ao Hospital Nossa Senhora de Nazaré por unidade e vai sair a "preço de ouro", como está sendo comentado nas ruas da cidade. Pelo menos é o que revela a Ata de Registro de Preço nº 40, referente ao resultado do Pregão 007/2019, homologada pelo secretário municipal de Saúde, João Alberto Teixeira Oliveira. De acordo com o documento – publicado na edição do dia 20 no diário oficial do município de Saquarema –, o produto, cujo preço a quilo varia entre R$ 13,60 e R$ 15, vai custar aos cofres públicos R$ 8,74 a unidade, mesmo a compra sendo feita por atacado...

O pregão foi vencido pelo Mercado São Lucas, que vai fornecer 3.720 pãezinhos durante um ano, pelo valor global de R$ 32.512,00. Considerando o peso unitário, são necessários 20 pães para completar um quilo. Levando em conta o valor máximo de R$ 15 por quilo, cada pãozinho sai a R$ 0,75, uma diferença e de quase R$ 8 por pão. 

Prefeitura de Japeri esconde contratos com valores que somam mais de R$ 40 milhões, fora os termos aditivos. Por que, hein?

Ao analisar e em seguida condenar um contrato de R$ 3,3 milhões firmado com uma empresa sem frota e equipamentos próprios para locar máquinas pesadas e caminhões para a Prefeitura de Japeri, o Tribunal de Contas do Estado apontou a "não disponibilização das informações relativas aos termos aditivos celebrados pela administração no Portal da Transparência do município".

Delação de empresário da iluminação pública pode complicar a vida de uma deputada do PRB e de três ex-parlamentares

O ex-deputado Marcelo Delaroli – atualmente trabalhando com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni – foi citado na delação premiada do empresário Paulo Roberto de Souza Cruz, um dos donos da Compillar Entretenimento e Serviço, que decidiu colaborar com a Justiça depois de ter sido preso em agosto de 2017 por conta de um esquema de fraude na contratação de sua empresa para fazer a manutenção do sistema de iluminação pública de São Gonçalo. Com ele também foi preso o ex-prefeito daquela cidade, Neilton Mulin. A delação de Paulo Roberto, que ainda levou à prisão o ex-prefeito Anderson Alexandre, de Silva Jardim, segundo revelou com exclusividade a revista Época, cita também a deputada Rosângela Gomes (PR-RJ) e os ex-deputados Walney Rocha e Dejorge Patrício.

De acordo com a matéria da Época, a delação do empresário foi homologada no ano passado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e "em documento de seis páginas sob sigilo, Barroso trata do possível envolvimento de quatro políticos do Rio de Janeiro em crimes".

Amanhã é dia de licitação em Japeri

Gasto com tapa buracos está estimado em R$ 2,2 milhões

Está marcada para as 15 horas desta terça-feira (19) a abertura dos envelopes com as propostas das empresas que se dispuseram a disputar um contrato que pode chegar a até R$ 2.252.061,20 por um ano de prestação do serviço de tapa buracos. Os interessados em acompanhar o trâmite do Pregão 004/2019 podem comparecer à Comissão Permanente de Licitação, que funciona na sede da Prefeitura. Trata-se de um processo público e quanto mais transparência melhor para legitimar o ato da administração municipal.