Nomeações de familiares de agentes políticos tornaram-se comuns no município
Nomeações de familiares de agentes políticos tornaram-se comuns no município
Notícias falsas são espalhadas via redes sociais para confundir os eleitores que no dia 28 desde mês voltarão às urnas para eleger um novo prefeito
O jornalista Elizeu Pires repudia a alteração de textos aqui veiculados para produção de noticias falsas com fins eleitoreiros. Em nenhum momento o elizeupires.com publicou matéria ligando o ex-prefeito Aarão Brito – cassado por práticas ilegais na campanha de 2016 – ao candidato do PSDB, Alan Bombeiro e muito menos revelando o apoio inexistente do empresário conhecido como Joãozinho da Locanty. Muito pelo contrário. Usar de fake news é um ato antidemocrático e criminoso, o que a mim causa repulsa e indignação. O que o elizeupires.com tem noticiado é a corrida de membros dos grupos que afundaram Mangaratiba – econômica e moralmente falando – para lado oposto ao de Alan, depois que o candidato do PDT teve prisão preventiva decretada.
O povo de Mangaratiba merece o meu mais profundo respeito e é ao lado deste povo que me coloco agora contra tentativas criminosas de usar meu nome para lançar maldades contra o cidadão, o chefe de família, o homem engajado no esforço contra o caos instalado na cidade, Alan Campos da Costa. Quanto aos informes falsos, vejo isso como uma ação desesperada dos que temem a verdade e se borram de medo daquela decisão soberana tomada nas urnas.
"Viúvas" de denunciados por fraude, corrupção e compra de votos espalham noticias falsas nas redes sociais, vistas como "território de ninguém" pelos desprovidos de responsabilidade
No dia 28 deste mês os eleitores de Mangaratiba irão às urnas, em pleito suplementar, para escolher um novo prefeito e seja lá quem for o eleito, vai ter de se desdobrar para regularizar o contrato do lixo, problema que vem se arrastando há muito tempo e que agravou com as 'pegadinhas' inseridas no edital de licitação, que parece ter sido feito exatamente para ser reprovado pelo Tribunal de Contas do Estado, o que aconteceu mais uma vez semana passada. Na sessão do dia 27 de setembro o plenário do TCE fez a quarta apreciação do edital, que tem valor global estimado em R$ 28.460.478,06 e foi reenviado à corte sem que as irregularidades apontadas nas três análises anteriores tivessem sido sanadas. Há desconfiança é de que a sucessão de erros seja para justificar contratação emergencial, 'malandragem' que o Tribunal vem identificando em vários municípios desde que a composição da corte mudou com o afastamento da maioria dos conselheiros.
A licitação vem sendo protelada há muito tempo e no dia 26 de junho o então prefeito, Aarão de Moura Brito Neto, emitiu decreto declarando situação de emergência no serviço público de coleta de lixo, chegando a culpar o Tribunal de Contas pela não realização da concorrência pública. Ele só esqueceu de dizer que o edital enviado ao TCE pela administração municipal estava cheio de irregularidades e que apesar de ter sido notificado da existência do que é classificado no meio como 'pegadinhas'. "Tal situação não pode ser atribuída ao Tribunal, já que as irregularidades, ainda presentes, não foram até hoje saneadas, impedindo a aprovação do edital", afirmou o conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, relator do processo.
E para isso espera que o MP e a Justiça continuem de olho
Escolha determinada pela Justiça terá de acontecer nesta terça-feira
Presidente interino da Câmara ignora o Ministério Público e assume o comando do município
Mas ninguém perde o mandato agora
● Elizeu Pires
Embora soubesse que os gastos estivessem sendo feitos de maneira ilegal – já tinha sido alertada sobre isso pelo Tribunal de Contas do Estado em abril do ano passado – a Câmara de Vereadores de Mangaratiba continuou torrando o dinheiro do povo com viagens à destinos turísticos no Nordeste, usando como pretexto a participação de seus membros e funcionários em cursos, seminários e convenções. Entre janeiro e agosto deste ano, por exemplo, foram feitos pagamentos no total de cerca de R$ 664 mil à duas empresas contratadas para essa finalidade sem licitação, o Centro Brasileiro de Assessoria Municipal (Cebam) e o Instituto de Capacitação de Agentes Públicos (Icap). Uma dessas instituições, Cebam, é citada pelo Ministério Público no inquérito que levou a Justiça a decretar prisão preventiva contra o prefeito interino da cidade, Vitor Tenório, o Vitinho (foto), o ex-vereador Pedro Bertino Jorge e o vereador Edison Ramos.