Prefeito de Mesquita está “perdido” no escuro

Ex-gestor ficou fora da cidade, mas não deixou de pagar a um grupo seleto de empresas

Tateando no escuro em um labirinto de problemas, o novo prefeito de Mesquita ainda não sabe as quantas andam as finanças do município, que nos dois últimos meses recebeu cerca R$ 26 milhões em repasses do Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios. Só no dia 30 de dezembro, por exemplo, entrou o total de R$ 3.615.664,49, uma parcela extra do FPM por conta da distribuição do valor arrecadado pela União com as multas sobre o total arrecadado com o programa de repatriação do dinheiro depositado no exterior por grandes investidores. Nesta terça-feira (3), até as 11h tinham entrado mais R$ 306.337,14 nas contas da Prefeitura. O prefeito Jorge Miranda (foto) havia dito ontem que desconhecia a situação financeira porque não tinha tido acesso aos dados da Secretaria de Fazenda por falta de internet.

Servidores de oito cidades da Baixada não terão 13º

Magé, Queimados e Seropédica pagarão até amanhã

Os servidores dos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi e São João de Meriti não vão receber os décimo-terceiro salário dentro do prazo legal, o dia 20 de dezembro. O benefício natalino nestas oito cidades vai ficar para os próximos prefeitos pagarem e não há nenhuma garantia de que algum dos meses de salários atrasados venha a ser pago até o próximo dia 31, situação é preocupante, pois há prefeitos que ainda não pagaram o mês de setembro, deixando funcionários ativos e inativos sem o mínimo para uma ceia de Natal. Dos 14 municípios da Região apenas Japeri (foto) e Guapimirim já pagaram o abono. Em Japeri o salário de dezembro será pago até o dia 30 e Guapimirim ainda não informou oficialmente nada sobre o assunto, mas o que se comenta no governo é que a folha desde mês terá de ser paga pelo prefeito Zelito Tringuelê. Já os servidores de Magé, Queimados e Seropédica receberão o décimo-terceiro até amanhã, dentro do prazo determinado por lei.

Calote e sujeira em Mesquita

Prefeito não paga a ninguém e ruas ficam atulhadas de lixo

O município de Mesquita, na Baixada Fluminense, está um lixo só. Isto no sentido mais amplo da palavra, inclusive na administração, que optou por dar calote em funcionários, prestadores de serviços e fornecedores. Sem receber desde setembro, os trabalhadores da limpeza pública cruzaram os braços e as ruas da cidade estão imundas. O serviço de coleta é terceirizado e o recolhimento do lixo deveria estar sendo feito por dez caminhões compactadores, mas apenas dois estão em condições de operar. Os varredores são contratados através de uma cooperativa, que diz não pagar os salários porque não está conseguindo receber da Prefeitura. Até o ano passado a coleta era regular estava a cargo da empresa Inova Ambiental, que renunciou ao contrato porque também não recebia. A Inova até hoje cobra uma dívida de R$ 4 milhões, débito que o prefeito  Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não reconhece.

Casimiro de Abreu paga 13º hoje

Dinheiro cairá nas contas dos funcionários ao longo do dia

Os servidores do município de Casimiro de Abreu estão recebendo nessa quinta-feira o décimo terceiro salário. O dinheiro cairá na conta corrente dos funcionários ao longo do dia. A Prefeitura de Casimiro é uma das poucas no estado que está que está honrando os compromissos com o funcionalismo. Em Cabo Frio não há nenhuma previsão e na Baixada Fluminense, com exceção dos municípios de Japeri e Magé todos estão atrasando pagamento. Está semana, por exemplo, servidores invadiram os gabinetes dos prefeitos de Nova Iguaçu e Mesquita, mas o ato não sensibilizou em nada os prefeitos Nelson Bornier e Gelsinho Guerreiro, que sequer deram as caras para conversar com os descontentes.

Revolta em Mesquita

Servidores invadem gabinete do prefeito com direito a caixão e velas

Desaparecido desde que perdeu as eleições para o estreante Jorge Miranda, no dia 3 de outubro, o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro foi alvo nesta quarta-feira de mais uma manifestação dos servidores do município de Mesquita por conta do atraso no pagamento dos salários. Revoltados, trabalhadores invadiram o gabinete do governante e lá deixaram um caixão com uma foto de Guerreiro dentro e várias velas em memória ao “falecido”. No dia 24 de novembro cerca de 400 funcionários contratados através da Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), estatutários e comissionados fizeram o enterro simbólico do prefeito por não receberem seus vencimentos, mas o protesto de nada adiantou. A manifestação de hoje partiu de servidores efetivos que só conseguiram receber o mês de setembro no mês passado não têm a menor ideia de quanto verão a cor do dinheiro referente aos salários de outubro, novembro e dezembro.

Prefeito de Mesquita some e deixa trabalhador sem salário

O prefeito Gelsinho Guerreiro foi "enterrado" ontem por trabalhadores revoltados com a falta de pagamento Funcionários terceirizados não recebem há três meses

De janeiro de 2013 e até ontem o município de Mesquita gastou R$ 271 milhões com terceirização de mão de obra, despesa que aumentou significativamente em 2014 e 2016, anos de eleição. Em 2013 foram feitos pagamentos em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop, substituídas depois pela Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), que faturou nos últimos anos R$ 215 milhões. Apesar do grande volume de dinheiro, trabalhadores terceirizados estão sem receber e já não sabem mais a quem apelar, pois o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não é visto na cidade, não sendo encontrado nem mesmo pelos secretários. Ontem 350 trabalhadores fizeram o enterro simbólico do prefeito e caminharam em manifestação pacífica por cerca de um quilômetro. Estiveram na sede da Prefeitura e não foram recebidos por ninguém.

Magé e Japeri mantém salários em dia

Apesar da crise os prefeitos Rafael Tubarão e Timor tem conseguido honrar os compromissos Alguns municípios da região estão deixando os servidores em dificuldades 

Com acentuada perda de receita e sem nenhum repasse por parte do governo estadual que deixou de cumprir os convênios sociais, os municípios que formam a Baixada Fluminense estão mergulhados na crise, deixando, inclusive, de pagar os salários dos servidores. Os prefeitos de Belford Roxo e Japeri decretaram estado de calamidade financeira, mas o segundo tem mantido os salários em dia, embora o prefeito Ivaldo Barbosa Santos, o Timor venha contando centavos para garantir os serviços essenciais. A 86 quilômetros de Japeri, Magé também está com as finanças combalidas, mas os compromissos, aponta o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, estão sendo cumpridos, quando a crise tem provocado até corte no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento, como aconteceu recentemente com as prefeituras de Queimados e Itaguaí, que ficaram às escuras. Em algumas cidades há quem está desde julho sem receber.

Justiça desmonta ‘central de boatos’ em Nova Iguaçu

Escritório especializado em campanha difamatória estaria a serviço da campanha de Rogério Lisboa e teria produzido material ilegal também para Casimiro de Abreu, Mesquita e Queimados

Em operação realizada nesta quinta-feira agentes a serviço do Tribunal Regional Eleitoral prenderam três homens acusados de promoverem propaganda negativa e difamação de candidatos pela internet em municípios da Baixada Fluminense. Os suspeitos foram, encaminhados à 158º Zona Eleitoral, estavam em um escritório em Nova Iguaçu, no qual foi encontrado material de campanha do candidato a prefeito pelo PR, o deputado estadual Rogério Lisboa (PR), que disputa o segundo turno com o prefeito Nelson Bornier (PMDB). Segundo o juiz Marcelo Rubiolli, responsável pela propaganda eleitoral, os detidos comandavam uma “central de boatos” através de três computadores que foram apreendidos pelos agentes.

Demissão por vingança em Mesquita

Gelsinho Guerreiro não digeriu bem a derrota nas urnas e retornou o trabalho com a caneta carregada Primeiro foram os comissionados, mas vai sobrar também para contratados

O prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PRB), retornou nervoso ao trabalho. Irritado com a derrota nas urnas ele decidiu demitir todos os ocupantes de cargos comissionados em função nos segundo, terceiro e quarto escalões da administração municipal. O total de exonerados deve chegar a dois mil até sexta-feira, pois ele deverá despedir também contratados temporários. A alegação é de que o governo precisa fazer cortes para fechar o exercício fiscal de 2016, mas o que se comenta nos corredores da Prefeitura é que ele está irritado por ter perdido a eleição para Jorge Miranda (PSDB), por uma diferença de 5.457. Gelsinho teve 40.865 votos e Miranda 46.322.

Dinheiro não é suficiente para limpar Macaé

Imagem como esta não pode ser vista numa cidade que tem um serviço de coleta de lixo tão caro quanto o de Macaé Descarte irregular de lixo compromete imagem da Capital Nacional do Petróleo

O prefeito que aumentou os gastos com a coleta de lixo e só não ampliou o valor ainda mais porque o Tribunal de Contas do Estado não deixou é o mesmo que não cobra da empresa contratada mais eficiência na prestação do serviço. O prefeito em questão é Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, que desde que assumiu a Prefeitura de Macaé (em janeiro de 2013) já pagou mais de R$230 milhões a Limpatech, que vem tendo o contrato reajustados através de termos aditivos. Moradores reclamam que apesar de a Prefeitura pagar caro o serviço é prestado de forma precária e pontos de vários bairros tem sido transformado em lixeira. No bairro Lagomar, por exemplo, um terreno do município virou vazadouro de lixo, segundo alguns habitantes da localidade, por causa da deficiência da coleta.