Nas barbas da PM bandidagem faz o que quer em Magé

Incidência de crimes aumenta a cada dia e a polícia fica vendo a banda passar

A tranquilidade agora é pas- sado para os moradores de Magé. O perigo tomou conta das ruas e a ameaça pode estar em qualquer esquina. Recentemente um jovem recruta da Polícia Militar e sua es- posa, tiveram que deixar a casa que com tanto sacrifício construí- ram. O gerente da  ‘boca´ o cha- mou e deu um conselho: “Cama- rada, é melhor você meter o pé. Eu sou cria daqui e jamais faria qual- quer coisa contra morador, mas não posso garantir mais nada. O pessoal que veio de fora é que está mandando. Os caras barbarizam mesmo...”

De Goethe para Nestor Vidal

● Elizeu Pires

“Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.” O escritor, cientista e filósofo alemão Johann Wolfgang von Goethe disse isso em 1819, mesmo ano em que escreveu que “a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos”. Dois anos depois Goethe externou esse pensamento: “Um nobre exemplo torna fáceis as ações difíceis”.

A morte de Rozan Gomes

Elizeu Pires

Morreu hoje, politicamente falando, o prefeito de Magé, Rozam Gomes da Silva (PR). Seu sepultamento acontecerá todos os dias, nas ruas, nas esquinas, nos lares e nos bares da cidade. Com a “morte” de Rozam, nasceu hoje em Magé a certeza de que o prefeito licenciado agiu por livre e espontânea vontade ao licenciar-se a partir de 1º de janeiro de 2011 para tratar de assuntos particulares e que jamais sofrera pressão da Câmara de Vereadores ou do próprio prefeito interino, Anderson Cozzolino, o Dinho, muito menos ameaças. Fechou-se as cortinas e interrompe-se a encenação, que certamente voltará em cartaz daqui há quatro meses.

Dona Lurdes

Morava com meus pais e 10 irmãos na Rua Senhor dos Passos, 74, a Rua da Cadeia. Não raramente ouvia os gritos de um ou outro “ladrão de galinha” durante o castigo imposto pela polícia da época aos miseráveis pegos por pequenos crimes, mas tratados como grandes ameaças à sociedade. Escutava aquilo e até achava normal o corretivo aplicado pelos soldados. Era um menino de cinco ou seis anos de idade e morria de medo da polícia: pensava que os policiais - envergando vistosas fardas cáquis - estivessem acima do bem e do mal; que podiam surrar quem bem entendessem. Talvez tenha sido por isso que, como jornalista, denuncie tantos casos de violação aos direitos humanos.

Guardo muitas lembranças dos vizinhos. Principalmente das broncas do Sr. Braga, quando eu, menino levado, deixava cair no quintal alheio as pedras que, lançadas de uma atiradeira, teimavam em acertar o alvo errado. Porém, tenho recordação toda especial de dona Lurdes, o amor personificado. Sorriso como o dela só mesmo os de minha mãe, dona Neuza e de minha avó emprestada, dona Elisa, que morreu sem rever esse “neto” ingrato.