Secretário de Saúde de Itatiaia e mais quatro são presos por fraude em compras sem licitação em nome do enfrentamento da Covid-19

Elizeu Pires

O secretário Marcus Vinícius é acusado de forçar o atesto de notas fiscais sem a entrega do total dos produtos comprados Com apoio da Polícia Civil, o Ministério Público prendeu na manhã desta quinta-feira (29), o secretário de Saúde de Itatiaia, Marcus Vinicius Rebello Gomes. Foram presos ainda o ex-secretário de Planejamento do município, Marcelo de Oliveira Pinheiro e os empresários Rafael Mendes Gonçalves Silva – que é policial militar – e Guilherme Nelson Van Erven Sabatini, donos da Latex Hospitalar Importação e Comércio de Produtos Hospitalares, contratada sem licitação por R$ 3 milhões para fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) ao Hospital Municipal Manoel Martins de Barros. Um quinto homem, Julio César Dalboni de Moura, também foi preso. Ele tem cargo na administração municipal e teria auxiliado na defesa dos interesses da empesa dentro da Prefeitura.

Vereador denunciado por compra de votos perde cargo no estado

Ratinho Junior tinha sido nomeado subsecretário e suplente já estava pronto para assumir

O governador Claudio Castro voltou tornou sem efeito a nomeação do vereador de São João de Meriti, Giovani Leite de Abreu Junior, o Ratinho Junior (foto), para um cargo de subsecretário na Secretaria de Esportes. A nomeação, datada de 16 abril já tinha siso publicada no Diário Oficial. O recuo do governador foi motivado por uma reportagem levada ao ar na noite da última sexta-feira, na qual a TV Globo revelou um esquema de compra de votos que teria sido montado pelo então candidato a vereador e o pai dele, deputado estadual Giovani Ratinho.

MP Eleitoral requisita investigações de denúncia sobre compra de votos nas eleições municipais em São João de Meriti: PF vai conduzir o inquérito

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro requisitou à Polícia Federal (PF/RJ) e informou ao Ministério Público Estadual (MP/RJ) que apurem possíveis ilícitos nas eleições de 2020 em São João de Meriti (RJ). Em relação à PF, a Delegacia de Defesa Institucional da PF/RJ investigará se o deputado estadual Giovani Ratinho (foto) e seu filho Giovani Ratinho Filho, vereador em São João de Meriti, cometeram crimes como a captação ilícita de sufrágio e quebra do sigilo de voto. O MP/RJ recebeu pedido para abrir apuração de possível improbidade cometida pelo deputado ao usar recursos humanos de seu gabinete na Alerj.

As apurações partem de recém-noticiadas denúncias de eleitores contra os então candidatos a prefeito e vereador. A procuradora regional eleitoral substituta Neide Cardoso de Oliveira pediu à PF e ao MP que focalizem fatos narrados em reportagens da TV Globo, que dão conta de que 180 colaboradores das duas campanhas deveriam entregar listas com dados de 30 eleitores aos quais seriam oferecidos R$ 100 por eleitor para votar nos dois integrantes da família. Os políticos, pelas informações noticiadas, também exigiriam de seus colaboradores que fizessem a chamada “boca de urna”, nos locais de votação no dia da eleição.

Depois da denúncia de compra de voto diário oficial do estado trás nomeação de um dos envolvidos, chamada de “Operação Salva Ratinho”

Elizeu Pires

Na última sexta-feira (16), quando a denúncia sobre um suposto esquema de compra de votos que teria sido montado em São João de Meriti nas eleições municipais do ano passado pelo deputado estadual Giovani Leite de Abreu, o Ratinho, e o filho dele, o vereador Giovani Leite de Abreu Junior, o Ratinho Junior, ambos do PROS, foi revelada pela TV Globo, o governador Claudio Castro assinou a nomeação de Ratinho, o filho, para um cargo de subsecretário na Secretaria de Esporte. Chamado de “Operação Salva Ratinho”, o ato, publicado no dia seguinte, está sendo muito criticado e lideranças da Baixada Fluminense acredita que a nomeação seja anulada nesta segunda-feira (19).

Itatiaia: Prefeitura queria gastar 10% do orçamento da Saúde com álcool em gel, mas MP acaba com a farra das compras emergenciais

Elizeu Pires

Depois de conseguir a suspensão dos pagamentos a uma empresa contratada por R$ 3 milhões para fornecer luvas, aventais descartáveis e máscaras - que já tinha recebido quase a metade do valor contratado sem ter entregue a totalidade dos itens correspondentes ao pagamento efetuado -, além de ter evitado a contratação de uma organização social por R$ 17 milhões, a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo de Resende) voltou a agir esta semana na defesa dos interesses públicos. É que mesmo com o hospital da cidade atendendo apenas casos de emergência por não ter material necessário ao seu funcionamento normal, a gestão do prefeito interino Imberê Moreira Alves estava disposta a gastar 10% do orçamento total da Secretaria Municipal de Saúde de uma só vez, em insumos que em nada ajudariam na reabertura da unidade.

Câmara de Itatiaia recebe representação contra o prefeito interino: Resta saber quais providências serão tomadas pelos vereadores

Elizeu Pires

Imberê vai ter que vai dar muitas explicações ao Ministério Público deverá ter problemas também na Câmara A compra emergencial de materiais de proteção individual feita pela Prefeitura de Itatiaia para abastecer o hospital da cidade por seis meses foi, no mínimo, exagerada. Essa é a avaliação feita por gente que entende do riscado, com base nos números constantes da proposta orçamentária apresentada pela empresa Latex Hospitalar Importação e Comércio de Produtos Hospitalares que ganhou um contrato de R$ 3 milhões e recebeu quase a metade sem ter entregue a totalidade dos materiais correspondentes ao valor pago.

Itatiaia: Ex-secretário deixou o cargo por não aceitar atesto de notas sem entrega da totalidade dos itens comprados para a Saúde

Elizeu Pires

Ao contrário do que o governo interino de Itatiaia tenha tentado fazer crer, o médico Sérgio de Oliveira Paiva não foi demitido da Secretaria de Saúde, mas entregou o cargo. Ele estaria descontente com o jeito que as coisas corriam por lá, principalmente em relação às compras emergenciais de insumos para o enfrentamento da Covid-19. A irritação do então secretário veio à tona com o depoimento prestado na 99ª Delegacia Policial no dia 25 de março, por um funcionário do almoxarifado do Hospital Municipal Manoel Martins de Barros, que afirmou ter sido pressionado para atestar notas ficais emitidas pela empresa Latex Hospitalar Importação e Comércio de Produtos Hospitalares por fornecimento de insumos que não teriam sido entregues em sua totalidade.