Prefeitura de Queimados diz que vai abrir sindicância para descobrir quem fez ligação clandestina em unidade de saúde gerida por OS

A Prefeitura de Queimados informa que  o pedido para a normalização da rede elétrica da Clínica da Família Valdisia Ribeiro Catarina de Melo, no bairro Campo da Banha, foi feito, mas a abertura de protocolo foi negada pela Light. Como a prestadora deste serviço não realizou a normalização, a inauguração, realizada no último sábado (27)  se deu por gerador de energia. No domingo a unidade não abre e na segunda a energia novamente foi provida por gerador.

Na segunda à tarde, o gerador apresentou problemas e precisou ser desligado. Vale ressaltar que a unidade de saúde precisa de energia, afinal, comporta insumos e vacinas que dependem de refrigeração. Infelizmente, a demora da Light em prestar o serviço não poderia adiar a inauguração da unidade, que vai beneficiar cerca de 4 mil moradores da região.

Moradora de Queimados, “assessora” de deputada bolsonarista afirma que trabalhava mesmo é como empregada doméstica

Alana diz que não, mas a "assessora" foi bem clara diante da Câmera do RJ-TV: "sou doméstica" Eleita com discurso de moralidade e falando em nova política, bandeira dos bolsonaristas mais ferrenhos, a deputada estadual Alana Passos (PSL) tentou desmentir no plenário da Assembleia Legislativa que tem nomeada em seu gabinete uma pessoa que, na verdade, trabalha em sua casa como empregada doméstica. Ela usou o microfone para negar o fato noticiado na noite desta quinta-feira (25) pelo RJ-TV, programa jornalístico da Rede Globo de Televisão, mas Fabiana Cristiana da Silva, na mesma matéria, confirmou que é mesmo empregada doméstica e que só esteve na Alerj para assinar os papeis da nomeação. "Eu achei que ia trabalhar de carteira assinada", disse ela.

Moradora do município de Queimados, base eleitoral da deputada, Fabiana foi nomeada no dia 2 de dezembro através do ato E/MD/Nº 6791/2019 para exercer o cargo em comissão de assessor parlamentar IX, símbolo CCDAL, no gabinete da deputada Alana Passos. Ele aparece com vencimento de pouco mais de R$ 2 mil e com direito ao auxílio educacional pago pela Casa.

Governo federal bloqueia repasses do FPM para 842 municípios: 11 cidades do Rio de Janeiro estão na lista das retenções

De acordo com dados do Banco do Brasil, o segundo repasse de junho Fundo de Participação dos Municípios (FPM) liberado segunda-feira (15) não saiu para todas as cidades: 842 municípios tiveram os valores bloqueados, e pelo menos mais 776 cidades poderão enfrentar a mesma situação na sexta-feira (19), para quando está agendada nova transferência.

Segundo o Sistema de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, 11 prefeituras do estado do Rio de Janeiro tiveram o repasse bloqueado. Ficaram sem a primeira parcela de junho as prefeituras de Belford Roxo, Carmo, Duas Barras, Guapimirim, Mangaratiba, Miracema, Pinheiral, Queimados, Rio Bonito, Sao Joao de Meriti e Saquarema.

Nasce o primeiro bebê em Queimados: menino com quase três quilos veio ao mundo no dia da inauguração da maternidade

O primeiro bebê a nascer na Maternidade Municipal Queimados, na Baixada Fluminense, inaugurada ontem (11), é um menino. Gael Lucas veio ao mundo por meio de parto normal, às 18h38, pesando 2,885 kg e medindo 44 centímetros. A previsão de alta do recém-nascido e da mãe, Laiza Araújo, é para esta sexta-feira.  Após o trabalho de parto, que teve duração de aproximadamente 40 minutos, o choro da criança emocionou tanto a mais nova mamãe da cidade, como toda a equipe médica responsável pelo primeiro nascimento da unidade.

Mãe do bebê número 1 da Maternidade de Queimados, a estudante Laiza Araujo garante que o nascimento de Gael foi motivo de alegria e muita emoção. “Iniciei meu pré-natal na rede particular, mas decidi dar sequência na Clínica da Família do Belmonte. Minha cunhada foi quem escolheu o nome para ficar parecido com o nome do pai, que é Rafael Lucas, e eu amei. Meu sonho é poder dar um futuro digno para o meu filho. Estou amando esse momento, foi tudo mágico, estou apaixonada por ele. Graças a Deus o tive na minha cidade”, destacou a puérpera de primeira viagem.

Queimados: contratos da Prefeitura com clínica do marido da chefe de gabinete de Vilela somam agora mais de R$ 25 milhões

Aditivado há poucos dias em R$ 1.004.007,75, o contrato 069-2019, o quinto firmado com o Centro Nefrológico de Queimados, foi elevado a R$ 5.220.747,92, e na semana passada, antes mesmo do fim do compromisso contratual, a clínica de hemodiálise da qual Sérgio Murilo Baltar, marido da chefe de gabinete do prefeito Carlos Vilela, Gilda Fátima de Oliveira Silva Baltar, é um dos sócios, ganhou um termo de renovação com validade de um ano. Com mais R$ 5,2 milhões contratados, a empresa chega a um volume contratado de mais de R$ 25 milhões. O novo aditivo foi publicado no último dia 15 e o valor global nele homologado é de exatamente R$ 5.220.747,92

Também no último dia 15 a Prefeitura renovou por mais um ano, pelo total de R$ 3.401.591,88, o contrato com a Casa da Mulher, que tem como sócia Letícia Coelho Viot, filha do subsecretário municipal de Transportes Delcio Viot Junior. Ela também é sócia da empresa A CR Lopes Serviços e Comércio, contratada sem licitação pela Secretaria Municipal de Saúde para alugar camas hospitalares e ventiladores pulmonares pelo valor global de R$ 552.960,00.

Maricá: cooperativas de mão de obra ligadas a Mario Peixoto receberam mais de R$ 82 milhões dos cofres do município

Os pagamentos feitos pelos prefeitos Washington Quaquá e Fabiano Horta às cooperativas Multiprof e Captar somam exatamente R$ 82.498.583,82 Em junho de 2013 o então prefeito de Maricá, Washington Luiz Cardoso Siqueira, Washington Quaquá (PT) foi multado em R$ 7.219,80 pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que constatou irregularidades na contratação emergencial da Multiprof Cooperativa Multiprofissional de Serviços, por R$ 3 milhões por 180 dias, uma "mixaria" comparada aos R$ 82,4 milhões que esta e mais uma instituição ligada ao empresário Mario Peixoto – preso na última quinta-feira (14) na Operação Favorito, da Polícia Federal – receberam dos cofres da municipalidade até o ano passado, fornecendo mão de obra para unidades de saúde e outros setores da administração municipal. Os pagamentos feitos pela atual gestão somam R$ 7,9 milhões.

A Multiprof – que passou a atuar em vários municípios a partir de 2005, quase sempre contratada pelas prefeituras sem licitação nas alegadas emergências –, foi substituída em alguns deles pela Captar Cooper, como aconteceu em Maricá, Queimados, Nova Iguaçu e Mesquita, nas gestões de Quaquá, Max Lemos, Lindberg Farias e Gelsinho Guerreito, respectivamente. Ela já chegou em Maricá faturando muito mais que os R$ 3 milhões apontados pelo Tribunal de Contas. As portas do município foram abertas a ela pelo prefeito Washington Quaquá, eleito em 2004. Logo no primeiro mandato do político que é apontado como uma das grandes lideranças do PT no estado do Rio de Janeiro, a instituição recebeu o total de R$ 9.398.453,90.

MPF denuncia 17 suspeitos por fraudes na área da saúde e apreende R$ 1,5 milhão na casa do presidente da OS Data Rio

Na Operação Favorito, desencadeada nesta quinta-feira, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 2 milhões com os envolvidos num esquema de fraudes em contratos de prestação de serviço para Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) celebrado entre o estado e Organizações Sociais (OSs) de saúde. Só com o empresário Luiz Roberto Martins, presidente do Conselho de Administração do Instituto Data Rio (IDR), foram encontrados R$ 1,5 milhão em espécie. O dinheiro estava escondido na casa dele, em Valença, sul do estado. Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira, o Ministério Público do Rio (MPRJ) apontou Martins como o chefe da organização criminosa acusada de desvio de dinheiro público.

O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), numa força-tarefa com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, cumpriram cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão contra a quadrilha suspeita de crime de peculato ao desviar R$ 3,95 milhões em recursos públicos da saúde. Segundo a promotoria, os acusados devem responder também por formação de quadrilha. O promotor Eduardo Santos de Carvalho explicou que ainda não há provas contra a administração da secretaria estadual de Saúde, mas as investigações irão prosseguir no âmbito criminal.

Preso o “favorito”da terceirização de mão de obra para órgãos do governo estadual e vários municípios fluminenses

Primeiro à direita, Mario Peixoto era visto como amigo por políticos. Nesta imagém ele aparece cercado pelo ex-secretário estadual de Obras do Rio Hudson Braga, o então prefeito de Queimados, Max Lemos e Luiz Fernando Pezão - Foto: Reprodução/VEJA O braço da força tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (14) o empresário Mario Peixoto, apontado como o favorito na contratação de mão de obra terceirizada no governo estadual, com passagem e contratos também nos municípios. As prisões dele e do ex-deputado Paulo Melo foram decretadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal da capital, que resultou na Operação Favorito, realizada hoje pela Polícia Federal. As prisões se deram pelo fato de as investigações terem apontado indícios de que o grupo de Mário – preso em Angra dos Reis –  estava interessado em investir nos hospitais de campanha do Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu montados pelo governo do estado, que se encarregou de fazer as contratações sem licitação a título de emergência.

Mario Peixoto e seus negócios cresceram muito nos últimos 15 anos. O que começou timidamente com a cooperativa de serviços Multiprof foi sendo ampliado a partir de 2005, quando Mário tinha negócios com várias prefeituras fornecendo mão de obra em municípios da Baixada Fluminense e interior. Depois surgiu, por exemplo, a Captar Cooper Cooperativa de Trabalho de Multiserviços Profissionais, que substituiu a Multiprof e tornou-se tão conhecida como a antecessora pelo calote dados a trabalhadores contratados por ela. A atuação mais recente da Captar foi em Queimados, onde foi contratada na gestão do prefeito Max Lemos para administrar o Programa Saúde da Família.

MDB pede mandato de Max Lemos por infidelidade partidária

Representação cita ações de improbidade administrativa e condenação criminal

Max pode perder a cadeira para o primeiro suplente Átila Nunes O diretório regional do MDB e o primeiro suplente de deputado estadual pelo partido, Atila Nunes, ajuizaram "ação declaratória de perda de mandato eletivo por desfiliação partidária sem  justa causa" contra o deputado Max Lemos, que deixou o partido e filiou-se ao PSDB para poder concorrer à Prefeitura de Nova Iguaçu. A inicial assinada pelos advogados Carlos Eduardo Frazão do Amaral e Rafael Barbosa de Castro destaca que o deputado alega que um dos motivos de sua saída da legenda está nas condenações impostas pela Justiça a ex-caciques do partido, sendo que ele mesmo responde a ações por improbidade administrativa, teve os bens bloqueados pela Justiça e tem em seu currículo uma condenação criminal por fraude contra o INSS. "Apesar disso, o réu (Max) posa de arauto da moralidade e bastião da democracia", diz um trecho da representação.