CPI da fraude em concurso avança em Queimados

Irregularidades derrubaram o presidente da Câmara

Adriano diz que a CPI está no caminho certo A suspensão do procurador da Câmara Vereadores de Queimados do exercício de suas funções foi mantida pela Justiça, o que deu mais fôlego aos integrantes da comissão de inquérito aberta para apurar fraude no concurso realizado pela Casa em 2016, no qual o advogado Cassius Valério Teixeira da Silveira foi aprovado em primeiro lugar para a única vaga ofertada no certame para esta função. Para o vereador Adriano  Moriê (PRP), que preside a CPI da fraude, a decisão judicial mostra que os trabalhos da comissão “estão no caminho certo”

Prefeito de Queimados acorda para a disputa e manda um recado direto ao vice: “é só entregar os cargos”

"O Vilela não tem condições de disputar a reeleição", “ele não consegue caminhar com as próprias pernas e depende da gente para tudo". Comentários assim se ouve com frequência nos corredores do poder em Queimados, na Baixada Fluminense, principalmente onde passam aliados do vice-prefeito Carlos Machado (foto), que em sua cota de participação no governo tem o controle da Secretaria de Saúde, feito através de sua mulher, a médica Livia Guedes. Filiado ao PSDB, o vice está de olho na cadeira do prefeito Carlos Vilela e pretende disputá-la em 2020, o que até é um direito dele, mas se quer ser adversário deveria entregar os cargos que tem, começando pelo pedido de exoneração de Lívia.

Carlos Vilela ainda está no MDB e pode embarcar no PDT junto com o seu mentor político, o hoje deputado estadual Max Lemos, que pretende disputar a Prefeitura de Nova Iguaçu. Vilela já disse que quer tentar um segundo mandato, e isso deve acontecer com ou sem Carlos Machado. Esta semana ele foi direto ao ponto. Disse os membros do governo que quiserem ser candidatos a prefeito devem entregar os cargos.

Queimados: clínica de marido da chefe de gabinete do prefeito tem contrato renovado por R$ 4,2 milhões

A contratação de empresa que tenha em seu quadro societário familiar de detentor de cargo em comissão ou função de confiança no órgão contratante é vedada no âmbito federal pelo Decreto 7.203/2010 e há uma jurisprudência do Tribunal de Contas da União sustentando isso. Mas ao que parece a administração municipal de Queimados, na Baixada Fluminense, não vê impedimento algum. Tanto é assim que o ex-prefeito Max Lemos contratou e o atual governante da cidade, Carlos Vilela vem renovando – desde 2017 – o contrato com o Centro Nefrológico de Queimados, que tem como sócio o comerciante Sérgio Murilo Baltar, marido da chefe de gabinete de Vilela, Gilda Fátima de Oliveira Silva Baltar, que está no governo desde a gestão de Lemos. O contrato aditivos datados entre 2016 e 2019 somam cerca de R$ 18 milhões.

Os contratos para prestação de serviços de saúde complementar nos quais o Centro Nefrológico de Queimados aparece representado por Sergio Murilo Baltar somam exatamente R$ 17.947.923,70 (confira aqui). No Instrumento Contratual nº 194/16 referente a um termo aditivo de R$ 1.243.033,45 feito ao contrato 016/2016, por exemplo, além de Sergio, figuram como representantes José Roberto Cavalcante Alves e Andréa Regina Eurich Santos. Depois vem o Instrumento Contratual n° 041/17 – no valor R$ 6.244.075,04 – no qual constam como representantes da empresa José Roberto, Andrea Regina e Sergio, que também representaram o Centro Nefrológico no Instrumento Contratual 058/2018, também no valor de R$ 6.244.075,04.

Apesar de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas, Prefeitura de Queimados renovou contrato com OS da Saúde

● Elizeu Pires

Mesmo o Tribunal de Contas do Estado tendo apontado irregularidades na contratação da OS  Associação de Saúde Social Humanizada, feita em 2013 pelo então prefeito de Queimados, Max Lemos, a atual gestão renovou o contrato três vezes através de termos aditivos, que somam R$ 24,5 milhões. As renovações foram autorizadas pelo prefeito Carlos Vilela em 7 de abril de 2017, 10 de abril de 2018 e 9 de abril deste ano. As duas primeiras foram por 12 meses e com valor global de R$ 9,9 milhões cada uma, enquanto a última – por seis meses – soma R$ 4.950 milhões. Além das irregularidades vistas pelo TCE, a contratação da OS resultou em uma ação de improbidade administrativa contra Max, e a ex-secretária de Saúde Fátima Cristina Dias Sanches.

Anúncio de Hélio Negão como possível candidato a prefeito do Rio foi recebido como alívio e banho de água fria ao mesmo tempo

Então filiado ao PSC, Helio Fernando Barbosa Lopes tentou, em 2016, eleger-se vereador em Nova Iguaçu. Candidatou-se com o número 20620 e apresentou-se nas urnas como Helio Negão. Obteve apenas 480 votos. Dois anos depois, como Helio Bolsonaro, somou 345.234 votos, sendo o deputado federal mais votado do território fluminense. Na semana passada ele foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como pré-candidato a prefeito da Capital. Se teve gente no PSL que fez beicinho, houve comemoração em outras legendas, pois ninguém nos meios políticos acredita que os resultados de 2018 se repitam...

Balde de água fria – Mais conhecido pelo fato de ter quebrado uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco que por sua atuação parlamentar, o deputado estadual Rodrigo Amorim não esperava por esse posicionamento de Bolsonaro. Vinha correndo por fora para ter a indicação do PSL e o apoio do governador Wilson Witzel para disputar a sucessão do prefeito Marcelo Crivella. Não conseguiu um sim até agora e ainda levou um balde de água fria com a escolha do presidente da República.