Cabo Frio corta 11 secretarias e 400 cargos

Alair: "Os cortes são necessários para adequar a economia do município à nova realidade" Economia será de R$ 8,4 milhões por ano

Uma economia de R$ 700 mil por mês será o resultado da medida anunciada ontem pelo prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa (PP), que decidiu reduzir de 25 para 14 número de secretarias. Com a reforma permanecerão em atividade as secretarias de  Administração (com  Luiz Eduardo Tavares Monteiro no comando), Agricultura e Abastecimento (José Faustino Júnior), Assistência Social (Carolina Trindade Corrêa), Educação (Juciara Noronha Dimas), Esportes (Alfredo Luiz Nogueira Gonçalves), Fazenda (Axiles Francisco Corrêa), Governo (Antônio Martins de Oliveira Filho), Meio Ambiente (Jailton Dias Nogueira Junior), Obras (Antônio Paulo dos Santos Castro), Ordem Pública (Renato Vianna de Souza), Saúde (Carlos Ernesto Dornellas), Serviços Públicos (Rodrigo Tortelly Paranhos), Transportes (Victor Moreira dos Santos) e Turismo ( sob a responsabilidade de Dirlei Pereira).

Águas de Juturnaíba está sob investigação em Silva Jardim

A falta de tratamento do esgoto lançado é uma grande ameaça para a Lagoa de Juturnaíba Comissão apura irregularidades nos serviços e renovação do contrato sem autorização da Câmara

Responsável pelos serviços de água e esgoto em nove municípios fluminenses através de concessionárias diferentes, o Grupo Águas do Brasil - controlado pelas empresas Developer, Queiroz Galvão, Trana Construções e Construtora Cowan - está na mira da Câmara de Silva Jardim, cidade onde atua por meio da empresa Águas de Juturnaíba. Foi instalada uma Comissão Especial de Investigação para apurar várias denúncias de irregularidades envolvendo a concessionária, acusada de não fazer a captação adequada, descumprir o contrato em relação ao tratamento e coleta de esgoto, além de cobrar tarifa superior a praticada pela Companhia Estadual de Água de Esgoto (Cedae). O principal alvo da CEI é a prorrogação do contrato com a empresa, feita de forma irregular em agosto de 2012 pelo prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT), que teria de levar o assunto a apreciação do plenário da Câmara e não o fez.

Silva Jardim saí do “SPC”

Anderson Alexandre comemora a saída do município da lista negra do governo federal Depois de anos com o nome sujo, o município deixou o cadastro negativo do governo federal

Depois de vários anos pendurado no Cadastro Único de Convênios (CAUC), uma espécie de Serasa do governo federal, o que lhe impedia de receber repasses através de convênios e projetos para a cidade, o município de Silva Jardim conseguiu limpar o nome e está pronto para receber verbas além dos repasses obrigatórios. Segundo o prefeito Anderson Alexandre, há três anos que a Prefeitura não cumpria as exigências para sair do CAUC. "Quando assumi o governo determinei que minha equipe solucionasse o problema e no mês passado conseguimos cumprir  as exigências do Tesouro Nacional. Estou muito feliz, pois estávamos trabalhando para isso e cumprir as exigências nos permite firmar mais convênios com a União", afirmou o prefeito.

Cidade pobre sofre muito mais com perda dos royalties

O prefeito Anderson Alexandre refaz as contas para ver até onde dá para ir Redução de R$ 1 milhão mensais para Silva Jardim tem efeito de alguns milhões

Enquanto o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos (PSC) reclama de uma queda de cerca de 20% numa receita estimada em R$ 400 milhões dos royalties do petróleo para o município de Rio das Ostras, seu colega de Silva Jardim depara com uma situação proporcionalmente muito pior: os R$ 700 mil mensais que o prefeito Anderson Alexandre (PP) vem contabilizando a menos no orçamento do município causam um efeito devastador. "Foram R$ 1,4 milhão a menos em janeiro e fevereiro em referência a novembro e dezembro de 2014. Também temos recebido menos FPM e ICMS", diz Anderson Alexandre.

Cortes em Silva Jardim começam a valer hoje

Anderson Alexandre espera superar a crise Mas a Câmara de Vereadores ainda não disse se fará o mesmo para economizar o dinheiro público

Prefeito, vice-prefeito, secretários, subs e assessores de Silva Jardim vão receber menos 20% no contracheque de março, corte feito pelo prefeito Anderson Alexandre (PRB) para equilibrar as finanças do município por conta de uma queda de receita estimada em R$ 1 milhão por mês, sendo R$ 700 mil só com os royalties do petróleo, mas as obras, programas sociais e os setores de saúde não serão afetados, bem como o vale alimentação dos servidores efetivos, que a partir deste mês não receberão mais as horas extras em dinheiro, mas compensadas com folgas a partir de um banco de horas que será controlado por cada secretário.

Silva Jardim aperta o cinto para enfrentar a crise

Anderson: "Temos de nos adequar a realidade financeira, pois o município vem perdendo receita mensalmente" Salário de prefeito, vice e secretários é cortado em 20%

O prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre (PR), anunciou ontem uma série de medidas para adequar a folha de pagamentos a nova realidade do município, que desde janeiro vem perdendo receita. De acordo com o prefeito, a redução chega a R$ 1 milhão por mês, sendo R$ 700 mil só com os royalties do petróleo. As medidas, que começarão a valer no dia 1º de março, segundo o prefeito, vão evitar demissões e cortes nos programas sociais, realização de obras e prestação de serviços. “Tivemos de agir nesse sentido para não prejudicar a população e manter o funcionamento da máquina pública”, disse o prefeito, revelando ainda que estão sendo registradas quedas também no ICMS, ISS e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Aperto em terceirizada de mão de obra em Silva Jardim foi só mais uma conversa fiada do prefeito

Anderson deixou o barco correr solto Embora tenha sido notificada pelo prefeito Anderson Alexandre a pagar o décimo terceiro salário aos servidores terceirizados da Prefeitura de Silva Jardim, a empresa General Contractor - que forneceu mão de obra para vários setores do município - fechou o ano em débito com os contratados, não tendo pago até hoje o percentual de um terço das férias dos trabalhadores. "Estamos sendo enganados há muito tempo. O décimo terceiro foi pago dia 23 de dezembro depois da pressão do prefeito, mas hoje não temos nenhuma garantia de que receberemos um terço das férias", diz um contratado da empresa.

As reclamações dos terceirizados da General Contractor são recorrentes. No ano passado salários foram pagos com atraso e o contrato de terceirização foi questionado na Justiça por suspeita de irregularidade no processo licitatório e pelo fato de a empresa não ter o fornecimento de mão de obra como atividade no contrato social.

Ex-prefeito poderá ser obrigado a repor dinheiro que foi jogado fora em Silva Jardim

Zelão deverá ser alvo de ação popular Responsável por um projeto que foi rejeitado pela população e transformou em poeira e entulho R$ 1,140 milhão, o ex-prefeito de Silva Jardim, Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT) poderá ser obrigado a coçar o bolso para ressarcir os cofres públicos. Foi na gestão dele que a obra de remodelação do centro da cidade foi iniciada e feitas as medições que garantiram o pagamento de 40% do valor contratado, tendo a última fatura quitada pelo atual prefeito, Anderson Alexandre (PRB), que também deverá ter dor de cabeça, pois foi ele quem resolveu quebrar tudo o que já havia sido feito para, segundo ele mesmo diz, adequar o projeto que está orçado R$ 2, 855 milhões, começando do zero.

A responsabilidade de Zelão será apontada em uma ação popular que já começou a ser preparada, considerando que a obra iniciada por ele foi mal planejada e desde o início “já se sabia que se tratava apenas de um desses projetos feitos para gastar o dinheiro do povo”. A proposta é obrigar o ex-prefeito a devolver aos cofres público tudo o que foi gasto nessa primeira fase da obra que virou pó.

Terceirizada de mão de obra vai perder contrato em Silva Jardim

Anderson resolveu enquadrar a empresa que fornecia mão de obra ao município A empresa General Contractor, que fornece mão de obra para vários setores do município de Silva Jardim, vai ter o contrato suspenso. A decisão foi tomada pelo prefeito Anderson Alexandre (PRB), que já fez a notificação. Anderson tomou essa atitude porque a empresa não queria pagar o décimo terceiro salário e só fez o pagamento do abono no dia 23 de dezembro, depois de pressionada pelo governo, que por sua vez foi encostado na parede pelos trabalhadores terceirizados. A insatisfação desses funcionários com o tratamento dispensado pela General Contractor não é fato novo, principalmente em relação aos salários que, segundo alguns deles, a cada mês vinha com um valor diferente para baixo. O prefeito ainda não decidiu o que será feito com os terceirizados, mas é provável que eles sejam encapados por outra empresa.

Os funcionários contratados através da General Contractor, reclamavam que estavam vivendo uma espécie de escravidão branca, pois não tinham direito a nada e se reclamassem eram ameaçados de demissão. A empresa não paga hora extra, não aceita atestados médicos e, em alguns casos, chegava a pagar menos que o salário base de R$ 740 a um trabalhador pelo qual a Prefeitura paga vaR$ 1.650,96 por mês.

Dinheiro jogado fora em Silva Jardim

A ação da retroescavadeira transformou o dinheiro do povo em poeira e entulhos. Resta saber agora quem vai ressarcir os cofres públicos Parte de uma verba R$ 2, 855 milhões liberada pelo governo estadual para um projeto de remodelação do centro de Silva Jardim, município do interior fluminense, R$ 1,140 milhão foram jogados literalmente no lixo, virando poeira e entulho. O montante corresponde ao valor pago pelo ex-prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT), pela obra que ele iniciou e deixou inacabada. Agora o atual prefeito, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (PRB), mandou quebrar tudo que já havia sido feito e pago, segundo ele, para "alterar e adequar o projeto".  O quebra-tudo, na verdade, agradou bastante aos comerciantes da Rua Luiz Gomes, pois a obra idealizada e executada pelo ex-prefeito, prejudicou a movimentação nas ruas centrais e contribuiu para a queda nas vendas nas lojas. O problema é que ninguém sabe quem vai arcar com os prejuízos causados aos cofres públicos, pois cerca de 40% do valor da obra já foi pago e agora o projeto terá de começar do zero.

A "remodelação" propalada por Marcelo Zelão estreitou a Avenida Luiz Gomes, ganhou uma espécie de muretas que ninguém sabe para que serviam, "uma típica obra só para gastar dinheiro", segundo entendem alguns comerciantes. O projeto é resultado de uma parceria entre os governos municipal e estadual, firmada na gestão do governador Sérgio Cabral. O governo do estado entrou com 95% do valor total e a Prefeitura com uma contra partida de 5%.