Doação por fora pode derrubar prefeito de Silva Jardim

Empresário teria ajudado extraoficialmente na campanha e recompensado com contrato

Ainda abalado com a operação de busca e apreensão realizada na Prefeitura pelo Ministério Público no dia 15 de abril, o prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre (PTB), deverá passar ainda por mais dificuldades na próxima semana, quando o vereador Robson Azeredo pretende aprovar a convocação de empresários e membros do governo, com o objetivo de esclarecer denúncias de supostas irregularidades em pelo menos quatro contratos firmados pela atual gestão, entre eles um que teria sido feito para retribuir uma vultosa contribuição financeira não declarada à Justiça Eleitoral.

Terceirização terá de ser cancelada em Silva Jardim

 Empresa não é do ramo e o que ela recebe é computado na folha de pessoal

Além dos contratos das empresas FGC Pavimentação e Construção Civil e Construtora Heringer, responsáveis, respectivamente, pela coleta de lixo e locação de máquinas pesadas, a Prefeitura de Silva Jardim terá de rever também o firmado com a empresa General Contractor - Construtora Eireli Ltda. (HighEng Construtora), no qual foi apontada uma série de irregularidades. A General Contractor foi contratada pelo prefeito Anderson Alexandre (PRB) para fornecer mão de obra ao município, uma manobra, segundo foi denunciado ao Ministério Público, “para empregar cabos eleitorais e parentes de vereadores e de membros do governo”, com Anderson copiando o esquema do ex-prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT), que, com a mesma finalidade, contratou a Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multiprof). Essa contratação gerou uma operação do MP na cidade em setembro de 2012.

Sem motivos para comemorar

Mergulhada em escândalo e denúncias de fraude Silva Jardim chega aos 173 anos

O município de Silva Jardim estará completando amanhã 173 anos de emancipação político-administrativa e para comemorar a Prefeitura contratou vários shows. A festa começa às 20h dessa quarta-feira, com apresentação do cantor Thales Roberto, mas a população não está encontrando motivos para festejar. Parada no tempo, a cidade foi sacudida com várias denúncias de irregularidades na gestão do prefeito Anderson Alexandre (PRB) - inclusive fraudes em licitações supostamente para beneficiar financiadores de sua campanha - e foi envergonhada com mais uma operação do Ministério Público, a segunda em menos de dois anos. A primeira foi em 2012, também por denúncias de fraudes, essas, na gestão do prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT), que fez do município um cemitério de obras, tendo iniciado e abandonado em seguida várias projetos de melhorias para a população, entre eles a construção de moradias com recursos do governo federal.

Contratos sob suspeita serão cancelados em Silva Jardim

Operação limpeza iniciada pelo MP deverá ser concluída com anulações de licitações

Pelo menos dois contratos de prestação de serviços assinados pela Prefeitura de Silva Jardim a partir de processos licitatórios colocados sob suspeita pelo Ministério Público, poderão ser cancelados nos próximos dias, não pela vontade própria do prefeito Anderson Alexandre, mas por “livre espontânea pressão” da lei. Um dos contratos é o que tem como objeto o serviço de coleta de lixo, firmado com a empresa FGC Pavimentação e Construção Civil, que está há cinco meses sem receber. De acordo com uma fonte do próprio governo, o atraso na quitação das faturas se deve a pareceres contrários da Procuradoria e do Controle Interno, sugerindo a anulação do contrato. O segundo é o que tem como objeto a locação de máquinas, assinado com a empresa Construtora Heringer.

Calote ameaça serviços essenciais em Silva Jardim…

... E abalado com operação do MP prefeito viajou para a Colômbia

Acéfalo desde a realização de uma operação do Ministério Público na Prefeitura, o município de Silva Jardim pode ficar sem coleta de lixo nas próximas horas, por conta da falta de pagamento. A empresa que presta o serviço estaria sem receber há cinco meses e não há previsão de quitação da dívida, uma vez que o prefeito Anderson Alexandre deixou a cidade depois que o MP apreendeu documentos e computadores para investigar denúncia de fraude em processo licitatório. De acordo com informações de uma fonte do próprio governo, Anderson viajou para a Colômbia e não deu posse ao vice-prefeito Sebastião da Silva Rocha e também não teria solicitado autorização da Câmara de Vereadores para ausentar-se do país.

Ônibus de graça sai muito mais caro…

... e Porto Real e Silva Jardim são as maiores provas disso

Nos municípios de Porto Real (Sul Fluminense) e Silva Jardim (Baixadas Litorâneas), cidades com menos de 22 mil habitantes, os usuários das linhas urbanas de ônibus não pagam passagem e os governantes estufam o peito para dizerem que o serviço é gratuito, quando, na verdade, levando em conta os valores saídos dos cofres públicos para custear o transporte coletivo, está caro demais...

Vereador quer afastamento dos fraudadores de Silva Jardim

Justiça só vai analisar pedido do Ministério Público após perícia no material apreendido

Vinte e quatro horas após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na Prefeitura de Silva Jardim para busca e apreensão de documentos com base em inquérito aberto para investigar possível fraude na licitação para publicação dos atos oficiais do município, o vereador Robson Azeredo anunciou que vai pedir o afastamento das funções de todos os envolvidos. Ele explica que há um dispositivo legal que garante o afastamento, exigindo o mínimo de três votos. A operação do Gaeco criou um mal estar na Câmara, inclusive entre os membros do bloco de sustentação do prefeito Anderson Alexandre. É que o prefeito vinha sendo avisado há quase um ano de que os atropelos à legislação atribuídos ao subsecretário de Comunicação, Ricardo Mariath, estavam comprometendo o governo, mas preferiu pagar para ver.

MP fecha o cerco contra falcatruas em Silva Jardim

Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco), em ação com o promotor Marcelo Arsênio, fizeram nessa terça-feira uma operação de busca e apreensão na Prefeitura de Silva Jardim. O alvo foi a subsecretaria de Comunicação Social, órgão ligado ao gabinete do prefeito Anderson Alexandre (PRB), por conta de supostas fraudes nas publicações dos atos administrativos, feitas, segundo foi apurado, em veículo privado, criado unicamente para esse fim, logo após a eleição do prefeito, tendo começado a circular assim que Anderson tomou posse.

A operação, batizada pela oposição de “Boi de Piranha”, é resultado de um procedimento investigativo instaurado a partir de denúncia do vereador Robson Azeredo, dando conta de que os exemplares do jornal Tribuna Carioca - contratado pelo município apesar de sido criado em depois da eleição - não estariam sendo encontrados na cidade. Pelo que foi apurado até agora, o verdadeiro dono do jornal seria Ricardo Mariath, que foi nomeado no cargo de subsecretário de comunicação e teria fraudado a contratação da própria empresa. Ele foi exonerado do cargo no dia 24 de março, porque a operação deflagrada hoje pelo MP teria vazado e o prefeito resolvido se antecipar.

Merenda estragada não vale, prefeito!

O prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre (PRB) e a secretária de Educação, Kátia Passos Magalhães, terão de dar explicações agora sobre a qualidade da merenda fornecida aos alunos. É que um flagrante registrado na Escola Municipal Professora Omar Faria Alfradique, no bairro Nova Cidade e comunicado ao Ministério Público, mostrou produtos deteriorados para serem preparados e serviços aos estudantes. De acordo com alguns funcionários da rede, o prefeito nunca visitou essa escola e a supervisão da merenda dificilmente passa por lá. “Isso que está sendo visto aqui acontece também em outras escolas”, disse um funcionário.

Os recursos financeiros que garantem a merenda escolar em todos os municípios brasileiros, são repassados diretamente às prefeituras, que ficam encarregadas de licitar e contratar os fornecedores. A Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU), órgãos encarregados de fiscalizar e apurar os gastos de verbas federais, já constaram desvio de verbas em mais de três mil cidades desde 2005 e vários gestores já foram presos por isso.

Farra da terceirização será investigada em Silva Jardim

Contratação de pessoal através de construtora seria para atender vereadores

Quantos funcionários foram admitidos através do contrato de terceirização de mão de obra, onde estão lotados e quanto custa cada um aos cofres da municipalidade? É isso que o prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre vai ter que explicar, pois a contratação da empresa General Contractor Construtora Eireli Ltda. (HighEng Construtora), está sendo questionada na Justiça e deverá ser investigada pelo Ministério Público.