MP investiga contrato da Câmara de Silva Jardim

Através da Promotoria dos Interesses Difusos e Coletivos, o Ministério Público está investigado a locação de uma máquina copiadora pela Câmara de Vereadores de Silva Jardim, que, a julgar pelo valor do contrato, está pagando, no atacado, R$ 0,50 por cópia, quando o preço praticado no varejo, há poucos metros da sede do Poder Legislativo, é de R$ 0,20, podendo cair para até R$ 0,05 se o volume passar de mil cópias.

Segundo foi denunciado ao MP, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira da Silva, o Roni da Farmácia (PRB), alugou a copiadora pagando pela locação quase nove vezes o preço de custo do equipamento para venda, que pode ser encontrado no mercado ao preço de cerca de R$ 20 mil.

Distribuição de cargos na Câmara de Silva Jardim será investigada

Presidente terá de explicar também uso de máquinas da Prefeitura em serviço particular

Quantos cargos de confiança - as chamadas funções comissionadas - existem na estrutura administrativa do Poder Legislativo de Silva Jardim, quanto é gasto mensalmente com o salário dos ocupantes desses cargos, quantos efetivamente trabalham no dia a dia e a serviço de quais vereadores estariam e, ainda, se são parentes de membros da Casa. Esses esclarecimentos terão de ser prestados pelo presidente da Câmara de Vereadores, Roni Luiz Pereira da Silva, o Roni da Farmácia (PRB), que também está na mira do Ministério Público por suposto crime ambiental e uso de máquinas locadas pela Prefeitura em serviço numa área particular.

Câmara de Silva Jardim paga caro por máquina de “xérox”

Na pacata Silva Jardim, um dos municípios mais pobres do estado do Rio de Janeiro, trabalhar com a locação de máquinas copiadoras, a julgar pelo preço pago pela administração do Poder Legislativo local, pode ser um excelente negócio. É que  o presidente da Câmara Municipal, o vereador Roni Luiz Pereira da Silva (PRB), alugou uma máquina copiadora pagando pela locação quase nove vezes o preço de custo do equipamento para venda, que pode ser encontrado no mercado ao preço de cerca de R$ 20 mil.

O aluguel da máquina já foi denunciado ao Ministério Público, que poderá abrir procedimento para investigar o contrato, além de apurar outros gastos do Poder Legislativo, inclusive com a locação de carros e compra de combustível. No dia 8 de outubro do ano passado a Câmara de Vereadores firmou contrato de um ano com a empresa Vicma Comércio de Equipamentos para Escritório, assumindo o compromisso de pagar o total de R$ 181.200,00 em um ano, R$ 15,1 mil por mês, pela locação de uma copiadora multifuncional com condições de imprimir 30 mil no período.

Concessionária de águas é responsabilizada por poluição

Grupo Águas do Brasil atua em vários municípios do estado do Rio de Janeiro

Controlado pelas empresas Developer, Queiroz Galvão, Trana Construções e Construtora Cowan, o Grupo Águas do Brasil que, através de concessionárias diferentes explora os serviços de água e esgoto nos municípios de Campos, Silva Jardim, Saquarema, Araruama, Petrópolis, Niterói, Resende, Nova Friburgo e Paraty, vai responder por despejo de esgoto in natura no Rio Paraíba do Sul, no Norte Fluminense. Em ação que contou com auxílio da Policia Militar, o Ministério Público Federal (MPF) prendeu em flagrante três pessoas pelo crime de poluição hídrica. Entre os detidos estava um diretor da Concessionária Águas do Paraíba, empresa que explora o serviço em Campos.

A fraude dos incompetentes

Fraudadores de Silva Jardim falsificaram carimbo de empresa, mas erraram no CNPJ 

A documentação em nome da empresa que edita o jornal Povo, do Rio de Janeiro, usada de maneira fraudulenta para dar cobertura em um processo licitatório da Prefeitura de Silva Jardim, além de um carimbo falsificado, inverteu o número do CNPJ. É isso que está no inquérito que investiga a licitação vencida pelo jornal Tribuna Carioca, contratado para veicular os atos oficiais do município. O veículo, criado logo após da eleição do prefeito Anderson Alexandre, segundo foi apurado pela promotoria, pertence, na verdade, a um dos coordenadores de campanha do prefeito, o ex-subsecretário de Comunicação, Ricardo Mariath, que está sendo investigado pela fraude.

Silva Jardim demite em massa, mas mantém investigados pelo MP…

...e até um secretário condenado pela Justiça

Centenas de ocupantes de cargos comissionados nos segundo, terceiro, quarto e quinto escalões da Prefeitura de Silva Jardim foram exonerados pelo prefeito Anderson Alexandre (PRB), no que ele mesmo nominou de “grande reforma político-administrativa”, para o “aperfeiçoamento da administração pública” no município. Entretanto, ele promoveu um investigado pelo Ministério Público por denúncias de fraude em licitação: Anderson elevou ao cargo de secretário de Administração o então subsecretário Glauco Moraes de Azevedo, em substituição a Sheila Moreth Trugilho, investigada no mesmo inquérito, junto com o ex-subsecretário de Comunicação, Ricardo Mariath. O prefeito também não mexeu com Antonio Carlos Lacerda, secretário de Planejamento, que tem uma condenação judicial e foi denunciado por num escândalo sem precedentes na história do município.

Aprovadas convocações para esclarecer irregularidades em Silva Jardim

O prefeito de Silva Jardim, Wanderson Gimenez Alexandre, o Anderson Alexandre (PRB), foi incluído na lista das convocações para esclarecer, na Câmara de Vereadores, denúncias de possíveis irregularidades em sua gestão, incluindo supostas fraudes em processos de licitação. Através do Requerimento 26/2014, apresentado pelo vereador Robson Azeredo, além do prefeito, foram convocados o vice-prefeito Sebastião Rocha, que respondia pela Secretaria de Obras; o controlador geral Ibson Dames; Claudio Renato, assessor especial do prefeito; Ricardo Mariath, ex-subsecretário de Comunicação, e os representantes das empresas FGC Engenharia e Construtora Heringer, contratadas, respectivamente, para o serviço de coleta de lixo e locação de equipamentos pesados.

Na mesma sessão foi aprovado o requerimento 30/2014, para que a mesa diretora da Câmara Municipal remeta ofício ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para que os promotores de Justiça Marcelo Arsênio, Claucio Cardoso, Lúcio Pereira de Souza e Fábio Miguel de Oliveira, possam acompanhar, em dia ainda a ser marcado, o depoimento do vice-prefeito e ex-secretário de Obra, que vai prestar esclarecimento sobre supostas irregularidades nos contratos de coleta de lixo e locação de equipamentos pesados.

Doação por fora pode derrubar prefeito de Silva Jardim

Empresário teria ajudado extraoficialmente na campanha e recompensado com contrato

Ainda abalado com a operação de busca e apreensão realizada na Prefeitura pelo Ministério Público no dia 15 de abril, o prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre (PTB), deverá passar ainda por mais dificuldades na próxima semana, quando o vereador Robson Azeredo pretende aprovar a convocação de empresários e membros do governo, com o objetivo de esclarecer denúncias de supostas irregularidades em pelo menos quatro contratos firmados pela atual gestão, entre eles um que teria sido feito para retribuir uma vultosa contribuição financeira não declarada à Justiça Eleitoral.

Terceirização terá de ser cancelada em Silva Jardim

 Empresa não é do ramo e o que ela recebe é computado na folha de pessoal

Além dos contratos das empresas FGC Pavimentação e Construção Civil e Construtora Heringer, responsáveis, respectivamente, pela coleta de lixo e locação de máquinas pesadas, a Prefeitura de Silva Jardim terá de rever também o firmado com a empresa General Contractor - Construtora Eireli Ltda. (HighEng Construtora), no qual foi apontada uma série de irregularidades. A General Contractor foi contratada pelo prefeito Anderson Alexandre (PRB) para fornecer mão de obra ao município, uma manobra, segundo foi denunciado ao Ministério Público, “para empregar cabos eleitorais e parentes de vereadores e de membros do governo”, com Anderson copiando o esquema do ex-prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT), que, com a mesma finalidade, contratou a Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multiprof). Essa contratação gerou uma operação do MP na cidade em setembro de 2012.