Veto alcança tribunais estrangeiros, mas não internacionais, diz Dino

Vedação não alcança tribunais internacionais reconhecidos pelo país

Rovena Rosa/Agência Brasil O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nesta terça-feira (19) novo despacho para esclarecer a decisão em que vedou a eficácia automática de leis e ordens judiciais estrangeiras no Brasil. Nesse documento, ela afirma que a determinação não alcança tribunais internacionais reconhecidos pelo país. Segundo Dino, a vedação não alcança “a jurisdição obrigatória de tribunais internacionais - uma vez reconhecida pelo Brasil - e os efeitos imediatos de suas decisões”.

MPF aponta omissão do município do Rio de Janeiro em políticas para população em situação de rua

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou réplica em ação civil pública movida, em conjunto com as Defensorias Públicas do Estado do Rio de Janeiro e da União, contra o município do Rio de Janeiro e a União, reiterando a omissão do ente municipal na implementação de políticas públicas para a população em situação de rua. Na manifestação, o MPF aponta o descumprimento de diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) e contesta as justificativas dadas pelo município, que não aderiu integralmente ao plano Ruas Visíveis - política pública federal criada para garantir os direitos da população em situação de rua. O órgão reforçou a necessidade de cumprimento imediato das determinações do STF sobre o tema na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976. A Suprema Corte reconheceu um "estado de coisas inconstitucional" em relação à atuação dos entes federativos sobre o atendimento da população em situação de rua no Brasil. Na decisão, o STF proibiu remoções forçadas e determinou que União, estados e municípios adotem medidas para garantir a segurança pessoal e dos bens dessa população. O MPF argumenta, ainda, que a proteção à população em situação de rua constitui um direito fundamental, diretamente ligado à dignidade da pessoa humana e aos objetivos constitucionais de erradicar a pobreza e reduzir desigualdades sociais, voltados a garantir um “mínimo existencial” a todas as pessoas. Reconhecido esse direito, “é necessário que o Estado brasileiro adote políticas públicas para concretizá-lo”, afirma Julio Araujo, procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto. No caso do município do Rio de Janeiro, apesar de um aumento da população em situação de rua nos últimos 20 anos, o quantitativo de equipamentos não se alterou e as políticas adotadas são insuficientes e não buscam alinhamento com as diretrizes nacionais. Entre as falhas estruturais apontadas estão: número insuficiente de Centros de Referência de Assistência Social (Creas), oferta limitada de vagas em abrigos, baixo número de Centros Pop e desativação de pontos de apoio como o da Mangueira. Além disso, programas de housing first sequer foram implementados. Com base em documentos do Tribunal de Contas do Município, o MPF demonstra que o Município precisa avançar muito no tema. Participação social - O MPF ressalta, ainda, a necessidade de atuação conjunta, entre União, estados e municípios, para promover a dignidade e os direitos da população em situação de rua, e enfatiza o papel da participação social. Um dos pontos centrais da argumentação do MPF é a urgente necessidade de implementação do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua). A participação decorre do texto constitucional e da legislação, contando inclusive com lei municipal específica sobre o tema - Lei Municipal nº 6.350/2018. Contudo, o município não implementou qualquer esfera participativa para acompanhamento de políticas, fragilizando a transparência e o controle social. Programa Ruas Visíveis – O MPF demonstra ainda ser inadmissível que o município alegue falta de recursos orçamentários enquanto deixa de acessar verbas federais ao não aderir integralmente ao Plano Ruas Visíveis, do governo federal. “É necessário haver um alinhamento entre os entes federativos para cumprir a decisão do STF e atender às especificidades locais”, destaca a peça. A ação do MPF e das defensorias busca assegurar a implementação integral da Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNSR), obrigando o município a adotar medidas estruturais e intersetoriais, como: realização de diagnósticos, fixação de padrões mínimos de qualidade nos serviços de acolhimento, políticas habitacionais, proibição do recolhimento forçado de pertences e vedação da chamada “arquitetura hostil”. “O que se busca não é uma política assistencialista de curto prazo, mas um conjunto de medidas estruturais que respeitem a dignidade e a cidadania da população em situação de rua”, concluiu o procurador Julio Araujo. Histórico da atuação do MPF A atuação do MPF em defesa da população em situação de rua no Rio é contínua e vem sendo permanentemente debatida no Fórum Permanente por Direitos da População em Situação de Rua, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, as Defensorias Públicas Estadual e da União e movimentos sociais.

(Via Ascom/Procuradoria da República no Rio de Janeiro)

STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

Fator previdenciário é redutor aplicado sobre aposentadorias do INSS

Marcello Casal Jr/Agência Brasil A maioria dos ministros decidiu ser legítima a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O tema possui repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país. 

Lula rebate Trump sobre Brasil ser um mau parceiro comercial

Presidente americano criticou a relação de tarifas entre os países

Photo by Reuter/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu, nesta quinta (14), como “mentira” uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Brasil seria um mau parceiro comercial. “Ele resolveu contar algumas mentiras sobre o Brasil. E nós estamos desmentindo. Ele disse que tinha prejuízo no comércio com o Brasil. Ele só tem lucro”.

Moraes pede data para julgamento de Bolsonaro e mais 7

Pedido foi feito ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quinta-feira (14) o agendamento do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados na ação penal da trama golpista. O pedido foi feito ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, colegiado responsável pela análise da ação, e a expectativa é que o julgamento ocorra na segunda quinzena de setembro.

Repeteco na política de Itaguaí: prefeito que já derrubou um presidente da Câmara quer detonar mais um

● Elizeu Pires

Em outubro de 2023, por ter manifestado antes da hora a vontade de disputar a Prefeitura, o então presidente da Câmara de Itaguaí, Gil Torres, caiu em desgraça com o prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão (Podemos) e se deu mal: foi alvo de uma repentina comissão processante e perdeu, além do comando da Casa, o mandato de vereador.

Fim de governo interino não interrompe contratação de despesas sem licitação na Prefeitura de Itaguaí: mais R$ 19,7 milhões

● Elizeu Pires

Durante pouco mais de cinco meses a gestão interina do presidente da Câmara de Vereadores, Haroldo de Jesus (PDT), a Prefeitura de Itaguaí fez várias contratações de fornecimentos e serviços sem abrir processos de licitação, formalizando contratos que somam mais de R$ 130 milhões, via dispensas, adesões de atas de registro de preços e emergenciais, rito que está tendo continuidade no governo de Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão.

‘Itaguatiaia’, assim estão chamando Itaguaí depois de Toffoli colocar, de novo, água no chope do ex-prefeito interino e seus aliados

● Elizeu Pires

De acordo com fontes ligadas ao poder em Itaguaí, estaria tudo pronto para o retorno do presidente da Câmara Municipal à Prefeitura. A animação teria começado com a entrada na pauta de terça-feira (5) do Tribunal Superior Eleitoral, do processo sobre a impugnação do registro de candidatura do prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, com o grupo do ex-prefeito interino Haroldo de Jesus, mais conhecido como Haroldinho da Reta, entrando em estado de êxtase.

Ministro substituto no TSE, Toffoli pede vistas e adia julgamento do processo que pode tirar ou manter prefeito de Itaguaí na cadeira

● Elizeu Pires

Toffoli já havia garantido a posse de Rubão com uma liminar - Foto: Arquivo Titular no Supremo Tribunal Federal (STF) e substituto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro José Antonio Dias Toffoli (foto), tomou para si a responsabilidade de adiar, mais uma vez, julgamento do agravo de instrumento impetrado pela defesa do prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Rubão, contra a impugnação do registro de candidatura dele a um terceiro mandato.

Decretada prisão domiciliar de Bolsonaro

Reprodução Por “reiterado descumprimento de medidas cautelares”, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou agora há pouco a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (foto). O ministro também determinou a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília. 

De acordo com o que foi revelado até agora, a decisão foi tomada após o descumprimento da medida cautelar que impedia o ex-presidente de usar as redes sociais de terceiros.