Cúpula do G7 começa a se reunir e presença do presidente Lula gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela EU

O último encontro do qual Lula participou foi o G7 Itália - Foto: Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, a partir desta segunda (15), da Cúpula do G7, que acontece este ano na cidade de Évian-les-Bains, na França. O fórum sete das maiores economias industrializadas do planeta, e esta é 10ª vez que Lula participa deste encontro, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia (UE) também participa como membro institucional.

A ida de Lula acende a expectativa para possíveis interações com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de novo tensionamento entre os dois países, duas semanas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicar a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Brasil contesta EUA sobre supostas práticas de trabalho forçado

Decisão impõe tarifas de até 12,5% a mais de 60 países

Arte/Agência Brasil O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota em que contesta a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil.

Em reunião ministerial, Lula defende soberania do Brasil e sequência de diálogo com os EUA

"Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, disse o presidente aos ministros - Foto: Ricardo Stuckert/PR Ao abrir, nesta quarta-feira (3), a segunda reunião ministerial de 2026, realizada diante de um cenário em que o Brasil se vê sob ameaça de uma nova taxação por parte dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico na defesa dos interesses da nação. “Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, afirmou Lula.

 “Nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grandes. Nós temos muita história, e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana”, ressaltou o presidente.

Brasil é quem define como combate e classifica o crime, diz Planalto

Governo critica família Bolsonaro por buscar "intervenção estrangeira"

Foto: Antônio Cruz /Agência Brasil O governo afirmou que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. O Palácio do Planalto afirmou também, em nota, que a família Bolsonaro tem buscado uma intervenção estrangeira no Brasil. “O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto.

Terras raras: “Brasil não abre mão de sua soberania”, diz Lula

O presidente Lula inaugurou linhas de luz síncrotron do Projeto Sirius - Foto: Ricardo Stuckert/PR O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (18) que o Brasil não vai abrir mão de sua soberania para exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país.Durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, Lula destacou que outros países poderão se associar ao Brasil para explorar esses recursos, dentro do território brasileiro: “Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”.

Em seu discurso, Lula também destacou que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), poderão ajudar a fazer um estudo sobre esses recursos do país. “Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência e a ciência e o conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade, e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faça que o Trump [presidente dos EUA] deixe de brigar com o Xi Jinping [presidente da China] e venha se associar a nós para explorar isso aqui”, disse ele.

Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos EUA

Presidente afirmou em Salvador que o sistema do BC deve ser aprimorado

Foto: Ricardo Stuckert/PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros. “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).

Dólar cai para R$ 5,16 após Trump indicar possível fim da guerra

Bolsa sobe 0,86%; petróleo cai para US$ 87 após declarações

Foto: Reprodução Em dia de reviravoltas no mercado financeiro, o dólar teve forte queda e praticamente compensou a alta acumulada desde o início da guerra no Oriente Médio. A bolsa subiu quase 1%, aproximando-se dos 181 mil pontos. O petróleo, que se aproximou dos US$ 120 durante a madrugada, recuou após declarações do presidente Donald Trump de que o conflito está perto do fim.

Lula diz que Sul Global pode mudar a lógica econômica do mundo

Países em desenvolvimento precisam estar juntos, diz presidente

Foto: Ricardo Stuckert/PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em desenvolvimento, em especial os do chamado Sul Global, para “mudar a lógica econômica” do mundo. A afirmação foi feita na madrugada deste domingo (22), momentos antes de encerrar a visita à Índia e partir para a Coreia do Sul. 

Reunião de emergência no Itamaraty discute invasão da Venezuela

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Começou por volta das 10h30 da manhã deste sábado (3) uma reunião de emergência do governo brasileiro no Itamaraty, em Brasília, para discutir a invasão dos Estados Unidos (EUA) à Venezuela na madrugada de hoje (3). O presidente Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país.

Estão presentes no encontro o ministro da Defesa, José Múcio, e a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. A secretária-executiva e ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, também participa da reunião, que conta com outros diplomatas brasileiros.

Diplomacia ativa, resultados concretos: política exterior fortalece soberania e exportações do Brasil em três anos

O presidente Lula conseguiu o que muitos no universo político duvidava ser possível: se entendeu na diplomacia com o presidente Donald Trump - Foto: Ricardo Stuckert/PR Ao final dos três primeiros anos de mandato, a política exterior brasileira consolidou-se como um dos pilares do projeto de reconstrução nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A intensa agenda internacional – marcada por reuniões, visitas oficiais e encontros com chefes de Estado e de governo – refletiu a retomada do diálogo em alto nível, a reconstrução de pontes com parceiros estratégicos, a ampliação da capacidade de articulação política, econômica e diplomática e a defesa da soberania e das instituições democráticas do país.

Os encontros bilaterais e as interlocuções diretas com lideranças mundiais fortaleceram a imagem do Brasil como ator confiável no cenário internacional, comprometido com a paz, o multilateralismo, a cooperação entre as nações e o desenvolvimento sustentável. Essa atuação contínua ampliou o protagonismo brasileiro, criando condições favoráveis para a abertura de mercados, o crescimento recorde das exportações, a atração de investimentos e a defesa dos interesses nacionais em um contexto global marcado por desafios geopolíticos e econômicos.