Justiça deverá decidir quem vai presidir a Câmara de Vereadores de Silva Jardim: vice se acha no direito de comandar a Casa sem eleição

Sentado na cadeira de presidente desde a prisão do titular, o vereador Jazimiel Batista Pimentel, Miel da Biovert (foto) vai ter de defender o "trono" na Justiça. Pelo entendimento da Procuradoria da Casa o cargo é dele por direito, porque ele e o hoje prisioneiro Roni Pereira da Silva foram reeleitos de forma antecipada no dia 4 de setembro de 2017 para o biênio 2019/2020, mas a única voz de oposição, vereadora Ana Kelly Xavier, defende a realização de uma nova eleição para compor a mesa diretora.

Ela já comunicou isto ao Ministério Público e como Miel se nega a convocar a eleição, um mandado de segurança poderá ser impetrado. 

Presidente restringe acesso de assessores à Câmara de Japeri e visitantes só terão acesso à Casa mediante identificação

O novo presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, Marcio José Russo Guedes, o Manequinha, já assumiu causando polêmica. Com data de 2 de janeiro ele emitiu dois documentos, um endereçado aos assessores dos parlamentares e outro ao público em geral. O acesso dos assessores fica restrito aos gabinetes, administração e plenário, se a presença for necessária. Ir à cozinha tomar um cafezinho ou pedir de um copo d água, nem pensar. Terá de solicitar via interfone. Já o eleitor que quiser comparecer a uma sessão para acompanhar a atuação do seu eleito agora terá de apresentar um documento de identificação com foto. Segundo o presidente, a razão disto é "um maior controle de segurança". Já tem gente pensando em também restringir o acesso dos vereadores quando estes baterem à porta pedindo votos.

 

Um assunto, duas conversas: prefeito de Japeri quer para si o que negou a adversário quando presidiu a Câmara de Vereadores

O ano de 2016 foi muito complicados para o então prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, Timor, que mesmo com dinheiro em caixa não conseguia comprar remédios nem materiais de consumo para a rede municipal de saúde de Japeri. Era a "Operação Asfixia" comandada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Cesar Melo (foto). Um  dos golpes contra o governo do adversário foi a limitação, em 3%, da suplementação orçamentária, quando o município precisava de pelo menos 50%. Agora, na condição de prefeito, Melo queria tratamento especial. Pediu pediu 40% de remanejamento, mas vai ter de se contentar com 5%, pois emenda neste sentido foi apresentada pelo vereador Helder Pedro e aprovada pela maioria. Cesar Melo, que apesar de estar há apenas seis meses no cargo já é apontado como "péssimo gestor", não vai encontrar moleza em 2019.

 

‘Birra’ em Mesquita deixa servidores da Câmara sem salário

Prefeito e presidente da Câmara brigam e os funcionários "pagam o pato"

Os funcionários da Câmara de Vereadores de Mesquita, na Baixada Fluminense, não receberam o décimo terceiro e também não verão a cor do dinheiro referente ao salário de dezembro. Eles são os mais prejudicados pela queda braço entre o prefeito Jorge Miranda e o presidente da Casa, Marcelo Santos Rosa, o Biriba. Apoiado por sete dos 12 membros do Poder Legislativo, Miranda conseguiu a aprovação de uma lei alterando o limite para o repasse do duodécimo para 4% da receita do município, quando a Constituição Federal estabelece 6% no caso nas cidades com universo populacional entre 100 mil e 300 mil moradores, caso de Mesquita que, segundo o IBGE, tem cerca de 180 mil habitantes. Os 4% são fixados pela CF para os municípios que tem entre 3.000.001 e 8 milhões de moradores, o que equivale, na proporção, a um repasse muito maior. Os vereadores estão com quatro meses de subsídios atrasados, mas os do grupo do prefeito não reclamam, pelo menos em público, da situação.

Prefeita de Silva Jardim divide mais um processo com ex que está preso por corrupção e corre risco de perder o mandato

Preso desde o dia 30 de novembro sob a acusação de comandar um suposto esquema de corrupção, o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, pode ter o diploma e posse sustados pela Justiça, a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral, podendo levar consigo a prefeita Maria Dalva do Nascimento, que já é ré, junto com ele, em uma ação julgada em primeira instância, agora tramitando no Tribunal Regional Eleitoral. Se a decisão de primeira instancia for mantida ela perde o mandato e uma eleição suplementar é marcada.

Além de Anderson e Maria Dalva a ação impetrada pela Procuradoria Regional Eleitoral esta semana envolve a secretária municipal de Saúde, Tereza Cristina Fernandes e uma dentista da rede, Martha Granthon. Os quatro foram denunciados por conduta vedada a agente público, acusados de disporem de uma unidade móvel odontológica em favor da campanha do ex-prefeito a deputado estadual. Em julho deste ano fiscais da Justiça Eleitoral apreenderam, na garagem da empresa de ônibus Redentor, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, a unidade móvel, que lá estava prestando atendimento. No 'Odonto Móvel' foram encontradas fichas com o brasão do município.