Presidente da Câmara de Japeri já está preso

Miga se entregou à Polícia Civil hoje pela manhã

O vereador Wesley George de Oliveira, o Miga (foto), presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, se entregou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (30), 24 horas após o Disque Denúncia divulgar um cartaz oferecendo R$ 2 mil por informações sobre o seu paradeiro. Depois de ouvido em depoimento o político deverá ser levado para o presídio Bangu 8, onde já se encontram o prefeito Carlos Moraes Costa e o vereador Cláudio José da Silva, o Cacau.

Responsável por aumento de salário dos agentes políticos será o novo prefeito de Japeri: vice terá de governar no impedimento do titular

Quando, no dia 26 de junho de 2016, no topo da crise econômica, o então presidente da Câmara de Japeri, Cesar Melo (foto), apresentou mensagem aumentando em até 87% os salários do prefeito e do vice, além dos vencimentos dos vereadores e do primeiro escalão do governo para vigorar a partir de janeiro do ano passado, ele já sabia que seria o vice do prefeito Carlos Moraes Costa, preso na última sexta-feira. Sem bola de cristal ele não tinha certeza de que a chapa venceria as eleições e que seria beneficiado, mas não se pode dizer que não se deu bem nessa. Como atual vice ele ganha mais do que o anterior e o salário de agosto que vai cair em sua conta será maior que o antecessor de Carlos. É que a Justiça, ao decretar a prisão de Moraes também decidiu pela suspensão do exercício de função pública e, por conta disso, Cesar terá de assumir o governo interinamente até que a situação se resolva. Uma coisa é certa: como vice, Melo vai sair de um salário de R$ 19.500 para R$ 23.772 (42%) e terá 100% do Poder Executivo em suas mãos.

Como a decisão judicial prevalece e a prisão temporária do prefeito foi convertida em preventiva (sem prazo para ele ser solto), Cesar terá de ser empossado no cargo para governar temporariamente o município, o que, para evitar prejuízos administrativos para o município, espera-se que ocorra nessa segunda-feira, assim como o vereador conhecido na cidade como Pastor Alex – atual vice-presidente do Poder Legislativo – precisa assumir o comando da Câmara, já que o presidente Wesley George de Oliveira, o Miga, também teve a prisão e o afastamento decretado pela Justiça.

Disque Denúncia oferece R$ 2 mil de recompensa para quem informar paradeiro do presidente da Câmara de Japeri

Quem tiver informações sobre o paradeiro do presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, Wesley George de Oliveira, o Miga, pode colaborar com a Justiça enviando informações via Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099 ou para a Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177, podendo fazê-lo também através do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. A recompensa é de R$ 2 mil e o anonimato é garantido. Miga teve a prisão decretada junto com o prefeito Carlos Moraes Costa e o vereador Claudio José da Silva, o Cacau, denunciado pelo Ministério Público por associação para o tráfico de drogas. Miga é   acusado pelo MP de usar suas funções de parlamentar para fraudar licitações e desviar dinheiro público em favor de traficantes do Complexo do Guandu.

 

Além da prisão preventiva, Justiça decretou também o afastamento do prefeito e dois vereadores de Japeri

Caso o prefeito Carlos Moraes Costa, o Carlinhos Japeri, não consiga reverter sua situação, obtendo uma liminar no Tribunal de Justiça, o vice-prefeito Cesar Melo vai assumir a Prefeitura. O mesmo acontecerá em relação à Câmara de Vereadores, cujo presidente, Wesley George de Oliveira, Miga, também teve a prisão preventiva decretada. Wesley – que está foragido – será substituído pelo vice-presidente da Casa, Alex dos Santos Silva Gonçalves, Pastor Alex. É que o Ministério Público conseguiu a suspensão do exercício da função pública do prefeito, do presidente e do vereador Claudio José da Silva, Cacau.

Carlos e Cacau foram presos ontem (27) em operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. Na denúncia apresentada à Justiça o MP afirma que o prefeito e os dois vereadores integravam o núcleo político da organização criminosa que domina o tráfico de drogas no Complexo do Guandu, no município de Japeri. Segundo o MP, eles se aproveitavam do peso e prestígio de seus cargos para atuar em favor dos interesses criminosos dos traficantes de drogas, em especial do traficante Breno de Souza.

Escândalo em Casimiro de Abreu: eleição do atual presidente da Câmara de Vereadores também poderá ser investigada

Em um dos áudios entregues ao Ministério Público pelo vereador Leilson Ribeiro da Silva, o Neném da Barbearia (MDB) – que denunciou um esquema de compra de voto para evitar a aprovação das contas do ex-prefeito Antonio Marcos Lemos pela Câmara de Casimiro de Abreu – o empresário Wender Veloso, o Careca do Gás, faz menção à eleição do atual presidente da Câmara, Rafael Jardim, que teve a votação completada com dois votos fora do chamado "Grupo do Paulinho", uma referencia aos vereadores eleitos na coligação do prefeito Paulo Dames. Ele diz "nós fizemos o Rafael" e tal revelação foi recebida com suspeita no ambiente político da cidade e há quem defenda uma apuração nesse sentido.

Há informações de que Ramon Gidalte – vereador de oposição – teria sido chamado para depor no Ministério Púbico na última quarta-feira (18), compareceu, mas teria informado que só falaria em juízo. Ele não foi encontrado para sobre o assunto.

Gravações poderiam estar sendo usadas para favorecer eleição do próximo presidente da Câmara de Casimiro de Abreu

As gravações feitas pelo vereador Leilson Ribeiro da Silva, o Neném da Barbearia, que denunciou ao Ministério Público um esquema de compra de voto para reprovar as contas do ex-prefeito de Casimiro de Abreu, Antonio Marcos Lemos (foto), poderiam estar sendo usadas também como instrumento de pressão para beneficiar eventual candidato do grupo de oposição na disputa pela presidência da Câmara, na escolha do novo chefe do Poder Legislativo para o biênio 2018/2020, que só deverá acontecer em dezembro. Essa é uma das linhas de investigação do Ministério Público, que ontem (20) conseguiu na Justiça o afastamento de três vereadores e as prisões temporárias do ex-prefeito e de Rodrigo Barros, responsável pela página "Os Bastidores", no Facebook. Antonio Marcos, segundo o MP, é investigado por possível prática de extorsão, associação criminosa e tráfico de influência, enquanto os vereadores Neném, Rafael Jardim e Bruno Miranda são investigados por oferecimento de vantagem indevida (propina e cargos).