Eleitores de Campos e Petrópolis vão às urnas hoje sem saberem se Wladimir Garotinho e Bomtempo assumem os mandatos se vencerem

Wladimir e Bomtempo concorrem com chapa impugnada, e terão de vencer nas urnas e na Justiça para serem prefeitos Além da capital, quatro municípios fluminenses terão, neste domingo, eleição para prefeito em segundo turno de votação. No Rio se enfrentam o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (DEM), enquanto em Campos, no Norte do estado, o confronto é entre Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT). No município de Petrópolis o prefeito Bernardo Rossi (PL) tem como adversário o ex-prefeito Rubens Bomtempo (PSB) e em São Gonçalo Dimas Gadelha (PT) tem como adversário um candidato ao qual o presidente Jair Bolsonaro declarou apoio, Capitão Nelson (Avante).

Já em São João de Meriti, depois de uma campanha marcada pela presença de homens armados nas ruas intimidando cabos eleitorais do prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, a votação ocorrerá sob um forte esquema de segurança, devido ao envolvimento de milicianos na campanha.

Volta Redonda e Carapebus também poderão ter nova eleição para prefeito: Antonio Neto e Cristiane Cordeiro perderam de 7 x 0 no TRE

Candidato mais votado no primeiro turno das eleições em Volta Redonda, somando 86.673 votos (57,20%), 66.712 a mais que o segundo colocado – Paulo Cesar Balthazar (12,66%), o ex-prefeito Antonio Francisco Neto perdeu ontem (23) o recurso impetrado contra o indeferimento do seu registro de candidatura, situação que pode provocar eleição suplementar no município, se a decisão de ontem for mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para onde o processo sobe agora.

Na mesma sessão foi julgado também o recurso da prefeita de Carapebus, Cristhiane Cordeiro, que concorreu à reeleição obteve 3.565 votos, 34,71 da votação total. Cristhiane teve o registro de candidatura pelo juízo eleitoral local e recorreu ao TRE, que manteve a decisão.

TRE rejeita recurso de Cozzolino e eleição de Magé permanece indefinida

Por unanimidade o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro rejeitou nesta segunda-feira embargos de declaração impetrados pelos advogados do candidato a prefeito mais votado em Magé, Renato Cozzolino Harb (foto) cuja votação permanece invalidada. Ele ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, em outro processo, manteve a situação de inelegibilidade dele por conta de condenação por abuso de poder na campanha eleitoral de 2018, quando Renato conquistou o segundo mandato de deputado estadual.

Prevalecendo a decisão no julgamento no TSE, os eleitores de Magé terão de retornar às urnas em eleição suplementar, com o município sendo governado pelo presidente da Câmara de Vereadores a ser eleito pela Casa no dia 1º de janeiro.

Barrada nas urnas oposição perde o rumo em Nova Iguaçu

Marcelo Lajes comandou a oposição da Câmara, tentou a Prefeitura e sua aliança não elegeu sequer um vereador Ele dizia a voz da moralidade. Depois de um bom tempo atuando como líder do governo na Câmara, passou a comandar a oposição, fazendo oposição contra a direção da Casa e a administração. Fez muito barulho sem eco algum e passou vergonha nas urnas. Candidato a prefeito pelo PTRB numa aliança com PMB e PMN, Marcelo Lajes obteve 3,83% dos numa disputa que o principal alvo dele venceu logo no primeiro turno com 62,10% dos votos. Se o líder da oposição não arrumou nem para o cafezinho na eleição, imaginem os liderados dele...

No meio do caminho ficaram vereadores que apostaram alto na reeleição, mas, pelos números apurados e pelo não alcance do quociente eleitoral por parte de seus partidos, não teriam sido reeleitos mesmo se estivesse ocorrido a redução de 17 para 11 cadeiras. Ficaram fora da festa, entre outros os parlamentares Fabinho Maringá, Carlão Chambarelli e Dr. Cacau, vozes estridentes contra o governo e própria Câmara ao lado de Marcelo Lajes.

Aos boateiros de Magé: O limite está na verdade e na lei

Minha caixa postal amanheceu atulhada de mensagens enviadas por leitores de Magé, cada uma pior que a outra, com a desinformação prevalecendo em todas. Teve um "especialista" que me enviou o seguinte: “Elizeu, o Renato tomará posse normalmente, só deixando o cargo se perder o recurso. Tanto que já estamos com nossa equipe de governo definida para começar a governar no dia 1º de janeiro”. Não vai não. Só toma posse em janeiro se for julgado antes e a Justiça lhe garantir o registro. Do contrário é nova eleição sem a participação dele, pois terá sido ele quem deu causa a anulação do pleito.

Tem mais um: "Se anular os votos serão novas eleições e não eleição suplementar. Vai começar do zero também para vereador". Não vai não. Eleições municipais. O plural significa que são eleições distintas. Uma majoritária (prefeito) e outra proporcional (vereadores). A votação que está sub judice é a conferida a Renato Cozzolino Harb, para prefeito. Portanto, se ele perder o recurso Magé terá eleição suplementar e não novas eleições.

Olho grande de Washington Reis enterrou o MDB em Magé: candidata da família teve menos de 6% dos votos e o partido não elegeu vereador

Jane recebeu R$ 430 mil do fundo partidário e teve uma mixaria de votos Quando, no ano passado, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, anunciou sua intervenção do MDB de Magé, o fracasso da legenda já estava previsto, o que foi alertado pelo elizeupires.com na matéria Olho grande pode deixar o MDB de Magé ainda mais vazio, veiculada no dia 10 de setembro de 2019, dando conta de que a situação do partido que já estava ruim – tinha apenas um vereador, o presidente da Câmara Rogério do Valle – poderia ficar ainda pior.

Não deu outra. O partido, sempre com participação forte nas eleições daquele município, elegendo prefeitos e vereadores, passou vergonha no último dia 15: não elegeu um vereador sequer e os eleitores não tomaram conhecimento da candidata a prefeita pela legenda, e não se pode nem dizer que foi por causa do nome complicado - Jeannie Mayr -, uma vez que ela se apresentava nas ruas como Jane Reis.

Turma da arminha com a mão fica chupando dedo na Baixada

Soldados da tropa bolsonarista não arrumaram "nem para o café" nas urnas

Apoiado por Alana Passos, Major Rodrigues se apresentava como "o único candidato a prefeito bolsonarista de Queimados". Somou 5.511 votos Na noite dia 28 de outubro, numa conhecida pizzaria de Nova Iguaçu, um grupo de recém-eleitos pelo PSL comemorava a vitória do presidente Jair Bolsonaro. Eufórico, um deles – o que parecia ser líder do grupo –, jogando a fumaça de seu charuto para o alto, não se conteve: "Vamos tomar a Baixada de assalto em 2020, eleger todos os prefeitos e a maioria esmagadora de vereadores". Se deram mal. O líder mais ainda, porque vai ter que gastar tempo e dinheiro para se defender das acusações de suposta participação nas fraudes da saúde estadual, no esquemão que derrubou a ele e o governador Wilson Witzel.

Municípios com eleição indefinida poderão ser governados interinamente por presidentes das Câmaras de Vereadores até novo pleito

A Prefeitura de Volta Redonda é um das que poderão ser comandadas por um vereador, pois o candidato a prefeito mais votado - Antônio Francisco Neto - está com os votos sub judice De acordo com a legislação eleitoral em vigor, decisão judicial que leve ao indeferimento do registro de candidatura, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato em pleito majoritário resulta na realização de novas eleições, independente do número de votos anulados, e esse é o dispositivo que será aplicado em relação aos municípios que não tiveram a eleição de prefeito definida no último domingo, por conta de os mais votados terem concorrido com os registros indeferidos e não tiveram a votação validada de imediato pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Os recursos serão analisados pelo TSE e o certo seria que isso acontecesse logo, mas não há prazo definido para os julgamentos, o que pode, em alguns casos, só acontecer no ano que vem. Nesses casos, pela lógica, o Tribunal Superior Eleitoral teria até o dia 19 de dezembro para julgar os processos, último dia de funcionamento do Poder Judiciário, mas não significa que a coisa vá ser necessariamente desse jeito, e é ai que está a possibilidade de o vereador que for escolhido para presidir a Câmara de uma dessas cidades virar prefeito interino, até a realização do novo pleito, pois na legislação não existe essa de o segundo colocado ser declarado eleito.

Mais votado em Meriti, Didê já caiu dentro da campanha para o segundo turno

Enquanto descansa, carrega pedra. O ditado popular se aplica ao presidente da Câmara de Vereadores de São João de Meriti, Davi Perini Vermelho, o Didê, que começou a trabalhar pela reeleição do prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João (DEM), que vai enfrentar o deputado estadual Leo Vieira, que concorre pelo PSC. Didê somou 5.050 votos. "Sempre disse que a eleição do Dr. João, para é mais importante que a minha e agora vamos dobrar os esforços", afirma Didê.

Votação para prefeitos e vereadores deve ser rápida e fácil: TSE recomenda que eleitores levem cola com número dos candidatos

Neste domingo (15) será dia dos eleitores brasileiros voltarem às urnas para escolher vereador e prefeito. Essa será uma votação curta, com escolha de apenas dois candidatos, por isso a tendência é que seja uma votação mais rápida e fácil. Mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que o eleitor leve a tradicional "colinha", com os números dos seus candidatos em um papel.

O candidato a vereador será a primeira escolha a aparecer na urna eletrônica. Após confirmar esse voto, o eleitor deverá escolher o prefeito. Números de vereadores são compostos de cinco dígitos e números de prefeitos são dois dígitos.