
A operação realizada na manhã desta quinta-feira (18) pelo Ministério Público no âmbito de inquérito que apura suposta ligação do deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), resultou na apreensão de R$ 341 mil em espécie, cinco armas, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres, além das prisões de Michael e de uma mulher que o acompanhava, por posse ilegal de arma de fogo.
Segundo foi apurado, “os suspeitos teriam atuado para obter informações sobre uma operação sigilosa destinada à demolição de imóveis utilizados pela organização criminosa em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio”, alegando que “eram destinados à prestação de serviços sociais, o que, de acordo com as apurações, não correspondia à realidade e contribuiu para o adiamento da ação policial”.
Ao todo foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que foram cumpridos na Assembleia Legislativa (Alerj), na Ceasa e em o endereços na capital fluminense e no Espírito Santo.
“Esses fatos preocupam profundamente o Ministério Público, pois revelam um processo de degradação do ambiente político que vem se tornando cada vez mais evidente. Há poucos meses, o Ministério Público denunciou e obteve a prisão de um deputado estadual ligado ao Comando Vermelho, que já possuía condenação por lavagem de capitais antes mesmo de ingressar no Parlamento. Agora, apuramos a possível vinculação de outro agente político a uma facção rival”, explicou o procurador geral de Justiça Antonio José Campos Moreira.
Em discurso na Alerj o parlamentar nega qualquer ligação com o TCP e alegou estar sendo de “perseguição política”
(elizeupires/Via MPRJ)
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