● Elizeu Pires

Pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), Mauricio Silva Knoploch dos Santos já está sendo considerado foragido da Justiça. Ele é uma das seis pessoas que tiveram prisão preventiva decretada no âmbito de inquérito do Ministério Público, que apura um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metropole (IRM), uma autarquia do governo estadual.
Foram presos na manhã desta quinta-feira (9) o presidente do órgão, David Perini Ribeiro e Caroline Soares Barros, nora de Maurício, conhecida como “Mulher da Mala”, por ser responsável pelos saques de dinheiro vivo em agências bancárias.
O pai do parlamentar de extrema direira é o diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação. Ele é apontado pelo MP como articulador de um suposto esquema de direcionamento das licitações no órgão.
As ações estão a cargo do Grupo Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ), que denunciou 11 pessoas por supostas prática dos crimes de “organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM)”.
Os agentes saíram às ruas em cumprimento de seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços do Rio, São Gonçalo e Teresópolis. O Ministério Público conta com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil.
A operação desta quinta-feira foi autorizada pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, que acatou denúncia de que os denunciados utilizaram contratos firmados através do Instituto Rio Metrópole nos último quatro anos, e que o esquema teria movimentado R$ 86,28 milhões. De acordo com o que foi apurado até agora, o IRM fazia pagamentos a duas empresas contratadas e o dinheiro era transferido para o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), de cuja conta era sacado em espécie.
Entre os denunciados que tiveram prisão preventiva decretada, além do presidente do IRM estão o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno (diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM), que era o ordenador de despedas e controlava a empresa responsável pela escolta armada do dinheiro; o procurador do estado Marcelo Lopes da Silva, que emitia os pareceres para as contratações, a fisca de contratos e presidente da entidade responsável pelos saques, e a sucedora dela, Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos.
Entre os denunciados estão Leilson de Souza Nepomuceno, Gerson Luís de Araújo Rodrigues, Hélio Augusto Machado Pessôa, Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta., que, segundo o MP, eram integrantes particulares na organização, como representantes das empresas contratadas, que terão de cumprir medidas cautelares.