Defesa de agressor diz que discurso de Bolsonaro motivou ataque

"Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada"

Os advogados que representam o agressor Adélio Bispo de Oliveira (foto) sustentam que a agressão de seu cliente ao candidato Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato. Quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde de ontem (7), que determinou a transferência do criminoso para um presídio federal. "Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente", disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

TRE barra candidatura de Garotinho

Em decisão unânime tomada a pouco o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro impugnou a candidatura de Anhtony Garotinho (PRP) ao governo do estado. O colegiado acolheu pedido do  Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou a candidatura, com base numa condenação do Tribunal de Justiça de desvios de R$ 234,4 milhões na Saúde entre 2005 e 2006, quando ele era secretário. A defesa do político já anunciou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

 

Mesmo sob investigação e marcação severa do TCE Câmara de Mangaratiba já gastou este ano mais de R$ 600 mil com viagens

● Elizeu Pires

Embora soubesse que os gastos estivessem sendo feitos de maneira ilegal – já tinha sido alertada sobre isso pelo Tribunal de Contas do Estado  em abril do ano passado – a Câmara de Vereadores de Mangaratiba continuou torrando o dinheiro do povo com viagens à destinos turísticos no Nordeste, usando como pretexto a participação de seus membros e funcionários em cursos, seminários e convenções. Entre janeiro e agosto deste ano, por exemplo, foram feitos pagamentos no total de cerca de R$ 664 mil à duas empresas contratadas para essa finalidade sem licitação, o Centro Brasileiro de Assessoria Municipal (Cebam) e o Instituto de Capacitação de Agentes Públicos (Icap). Uma dessas instituições, Cebam, é citada pelo Ministério Público no inquérito que levou a Justiça a decretar prisão preventiva contra o prefeito interino da cidade, Vitor Tenório, o Vitinho (foto), o ex-vereador Pedro Bertino Jorge e o vereador Edison Ramos.

MP quer que Câmara de Guapimirim substitua por concursados pelo menos a metade dos ocupantes de cargos comissionados

Com 76 funcionários na folha de pagamento, a Câmara de Vereadores de Guapimirim tem apenas 13 servidores efetivos e vai ter que mudar isso, substituído pelo menos a metade deles por selecionados em concurso público de ampla concorrência, ficando a livre nomeação apenas para os cargos de direção e assessoramento. Para garantir que o concurso seja realizado, a promotora de Justiça Marcela do Amaral se reuniu com o assessor jurídico da Casa, Paulo César da Silva.

 A situação irregular do quadro de servidores da Câmara é alvo de um inquérito aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo de Magé) e dele vai sair um compromisso para que o concurso aconteça, sem a necessidade do ajuizamento de uma ação.

Max Lemos diz que problemas de Austin e Cabuçu passarão a ser seus, caso seja eleito. É anotar e cobrar depois

Dois grandes encontros, ambos com casa cheia. Foi assim a passagem do candidato a deputado estadual, Max Lemos, pelos bairros de Austin e Cabuçu, localizados na periferia de Nova Iguaçu. Com muito calor humano e o reconhecimento pelo trabalho realizado por Max na vizinha Queimados, as principais reivindicações levantadas pelos moradores dos bairros são: a falta d’ água, ruas sem asfalto e ausência de unidades de saúde.

Durante os encontros, Max foi recebido com várias manifestações de carinho e registrou diversas 'selfies' com os moradores. Durante o seu discurso, o candidato ressaltou os avanços que conseguiu levar para Queimados quando foi prefeito, além de se comprometer em resolver os principais problemas que afetam a população de Austin e de Cabuçu.

Prefeito interino de Japeri já emitiu três decretos de suplementação, remanejando R$ 13,6 milhões em pouco mais de uma semana

Apontado como "inseguro e perdido" num emaranhado de problemas, o prefeito interino de Japeri, Cesar Melo (foto) está mostrando o contrário da análise feita nos primeiros dias de sua interinidade por gente do próprio governo, pelo menos quando se trata de mais recursos para administrar. Há pouco mais de um mês no comando, Melo, em apenas 13 dias emitiu três decretos, através dos quais fez remanejamento de recursos no total de R$ 13,6 milhões. A medida é legal se devidamente justificada, mas, em se tratando de um município onde a transparência com os gastos públicos tem sido deixada de lado e a Câmara de Vereadores não tem se voltado para uma fiscalização efetiva dos atos do governo, precisa ser acompanhada de perto.

A primeira suplementação de Cesar foi feita no dia 16 de agosto. Através do Decreto 2.824 ele remanejou R$ 585.700. No dia seguinte ele emitiu o Decreto 2.825 e movimentou mais R$ 5.479.709,00. No dia 29 Cesar assinou o Decreto 2.829 e fez uma suplementação de R$ 7.621.203.38 na rubrica do Fundo Municipal de Saúde.