Prefeituras dos municípios do Noroeste fluminense vão controlar frequência dos médicos pelo sistema de biometria

Os prefeitos de Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai, no Noroeste fluminense, terão prazo de oito meses para adotarem o sistema de ponto por biometria para o controle da frequência dos servidores vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em especial médicos e odontólogos. Termo de Ajuste de Conduta (TAC) nesse sentido foi firmado com o Ministério Público Federal. Segundo o MPF, o objetivo do acordo – que prevê a aplicação do controle eletrônico de frequência com fins de registro de assiduidade e pontualidade, via identificação biométrica dos agentes do SUS – "é assegurar transparência e prestação de serviço público de saúde com qualidade satisfatória".  O documento leva as assinaturas dos procuradores da República Paula Bellotti e Cláudio Chequer e dos promotores de Justiça Raquel Rosmaninho e Bruno Santarém.

Pelo que está no documento os municípios se comprometeram a implantar, no prazo de oito meses. Dentro desse os municípios "deverão instalar, em local visível das salas de recepção de todas as unidades públicas de saúde, inclusive hospitais públicos, unidades de pronto atendimento, postos de saúde, postos de programa 'Saúde da Família', 'Mais Médicos' e outras eventualmente existentes, de quadros que informem ao usuário, de forma clara e objetiva, o nome de todos os profissionais de saúde em exercício na unidade naquele dia, sua especialidade e o horário de início e de término da jornada de trabalho de cada um deles. O quadro deverá informar também que o registro de frequência dos profissionais estará disponível para consulta de qualquer cidadão".

‘Herança maldita’ provoca arresto de R$ 3 milhões nas contas de Nilópolis, bloqueio decidido pela Justiça para pagamento de dívida

Nilópolis, na Baixada Fluminense, é um dos poucos municípios no estado do Rio de Janeiro que está conseguindo equilibrar as contas e manter os pagamentos em dia, mas, nesta terça-feira (11), o prefeito Farid Abrão (foto) foi surpreendido com o arresto de R$ 3 milhões nas contas da Prefeito, sequestro de dinheiro decidido pela Justiça para pagamento de uma pequena parte da dívida deixada pelo ex-prefeito Alessandro Calazans. Pelo que já foi constatado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), nos últimos seis meses de 2016 – período de campanha eleitoral, quando o ex-prefeito tentou a reeleição e perdeu – as despesas com pessoal aumentaram bastante na Prefeitura de Nilópolis. O TCE apurou que Calazans deixou um déficit financeiro de mais de R$ 60 milhões.

Para equilibrar as contas Farid vem apertando o cinto desde que assumiu o governo, em janeiro do ano passado. O esforço é no sentido de que a falta de dinheiro não afete os serviços essenciais nem atinja os servidores, preocupação que, ao que parece, a gestão anterior não teve.