Contratos sob suspeita em Tanguá

A gestão do prefeito Válber Luiz Marcelo vem sendo questionada em muitos aspectos (Fotos: Divulgação/PMT) Empresas abertas na gestão do atual prefeito têm na Prefeitura o maior volume de negócios e já faturaram cerca de R$ 2 milhões em menos de dois anos

Empresas de pequeno porte sediadas no eixo Rio Bonito-Tanguá-Itaboraí estão em verdadeiro estado de agonia, quase fechando as portas. Os setores de comércio e serviços foram os mais atingidos pela crise, mas o dono da JC da Silva Comercio e Serviço de Materiais de Construção não pode reclamar da sorte. Sua firma - que tem como atividade principal o “comércio varejista de materiais de construção em geral” - foi aberta no dia 30 de janeiro de 2015 e menos de três meses depois já estava se dando bem, e no atacado: representada por Jhean Costa da Silva, no dia 22 de abril de 2015 a JC assinou com a Secretaria Municipal de Assistência Social o Contrato 037/2015, pelo qual fora empenhado o total R$ 100 mil para o fornecimento de água em carros-pipas. Desde então a JC já firmou nove contratos com a municipalidade, no total de mais de R$ 1 milhão. Esta e outras seis empresas registradas depois que o prefeito Válber Luiz Marcelo tomou posse, estão inseridas em denúncia encaminhada ao Ministério Público, apontando supostas irregularidades em processos licitatórios e pedindo que seja apurado se os controladores das firmas relacionadas têm alguma ligação com vereadores ou membros do governo.

Vigor gera 300 empregos diretos em Barra do Pirai

A unidade tem capacidade de captação de leite de até um milhão de litros por dia e faz parte do Programa Rio Leite, do governo estadual (Foto: Marcelo Horn) Em uma das mais modernas indústrias de lácteos da América Latina serão processados um milhão de litros de lei por dia

Resultado de um investimento de R$ 120 milhões, a Vigor Alimentos inaugurou nesta quinta-feira em Barra do Pirai uma das mais modernas fábricas de lácteos da América Latina. A unidade - que  tem capacidade de captação de leite de até um milhão de litros por dia, faz parte do Programa Rio Leite, do governo estadual - vai aumentar a produção de leite no estado, estimular produtores locais e gerar 300 empregos, impacto os municípios de Vassouras, Pinheiral e  Volta Redonda e outras cidades.

Um crescimento muito suspeito em Silva Jardim

Segundo o IBGE o universo populacional de Silva Jardim caiu entre 2010 e 2015, mas o número de eleitores aumentou bastante O município ganhou 1.710 novos eleitores entre o pleito de 2014 e este ano, quando o IBGE diz que o número de habitantes caiu

Com pouco mais de 21 mil habitantes segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Silva Jardim pode entrar para a história como o município que mais cresceu em número de eleitores no Brasil, proporcionalmente falando, a partir das eleições gerais de 2014, quando registrava um universo eleitoral de 17.059 votantes, apenas 221 novos títulos em relação ao pleito de 2012, quando 16.838 cidadãos silvajardinenses estavam aptos a votar. A pouco mais de quatro meses das eleições municipais marcadas para o dia 2 de outubro, o número de eleitores hoje é de 18.773, 1.710 novos inscritos na Justiça Eleitoral entre outubro de 2014 e maio de 2016, um crescimento, para os estatísticos, fora do comum.

MP vai à Justiça por convocação de concursados em Saquarema

A prefeita Franciane Gago não cumpriu o termo de ajustamento de conduta firmado com o Ministério Público para acabar com os contratos temporários (Foto: Divulgação/PMS) Promotoria quer a substituição dos contratados temporários

Se depender do Ministério Público os candidatos classificados fora do número de vagas imediatas oferecidas no concurso realizado pela Prefeitura de Saquarema no ano passado serão convocados sem demora e empossados nas vagas hoje ocupadas por pessoal contratado temporariamente. Com esse objetivo 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Araruama impetrou, na 2ª Vara Cível, uma ação coletiva, com pedido liminar, para que a prefeita Franciane Conceição Gago Motta faça imediatamente a chamada dos classificados além da quantidade especificada no edital, além de revogar as contratações por tempo determinado.

Justiça analisa pedido de prisão de seis vereadores de Itaguaí

Vicente Cicarino Rocha, que já presidiu a Câmara, está na lista dos denunciados pelo Ministério Público Eles são acusados de indicarem cabos eleitorais que recebiam salários sem trabalhar

A Justiça deverá se pronunciar esta semana sobre o pedido de prisão de seis vereadores de Itaguaí, feito na última sexta-feira pelo Ministério Público. Eles são acusados de indicar cabos eleitorais para ocuparem cargos de confiança na Prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Luciano Mota, que também teve prisão solicitada pelo MP, que fez o mesmo em relação ao ex-secretário municipal de Administração, Fuad Sacramento Zamot. Ao todo a promotoria denunciou 121 pessoas, entre elas 112 funcionários fantasmas que supostamente recebiam salário entre R$ 5 mil e R$ 15 mil sem efetivamente exercerem as funções.

Saúde de Casimiro faz prestação de contas sem abrir caixa-preta

O secretário Edson Magenfesti falou em transparência, mas os gastos da Saúde continuam fora do sistema da Prefeitura. Então há que se perguntar: Que transparência é esta? (Foto:Divulgação/PMCA) Prefeitura faz audiência pública mas não revela pagamentos a OS, contrato para locação de carros e muito menos quanto gastou na construção das unidades de saúde

"O nosso trabalho é realizado com muita responsabilidade, seriedade e transparência. O fato de a maior contrapartida de investimentos na Saúde ser feita pelo município, demonstra a preocupação em manter a qualidade dos serviços, mesmo diante da grave crise financeira que atinge o país". A afirmação é do secretário de Saúde do município de Casimiro de Abreu, Edson Mangefesti e foi feita durante audiência pública realizada no auditório Aline Carvalho da Costa, supostamente para prestar contas das ações desenvolvidas e dos valores aplicados no setor de Saúde durante o primeiro quadrimestre de 2016. Entretanto, a Prefeitura continua não disponibilizando no Portal da Transparência os valores pagos a fornecedores e prestadores de serviços com contratos com o Fundo Municipal de Saúde, deixando os contribuintes sem saberem, por exemplo, quanto o município já pagou até hoje ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH) para gerir parte da Saúde, quanto custa cada carro alugado pelo FMS ou quanto a municipalidade gastou com a construção das Unidades Básicas de Saúde (UBS), contratado inicialmente por mais de R$ 55 milhões.

A trabalho ou a passeio, prefeito?

O prefeito Anderson Alexandre é chamado de turista na própria cidade por que passa muito tempo fora do município Anderson Alexandre vai ter de explicar viagem custeada com dinheiro do povo de Silva Jardim

Uma viagem feita em outubro de 2013 ao município de Rio Bonito, no estado do Mato Grosso Sul pelo prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, supostamente para debater “políticas públicas para o setor de turismo da cidade e ações voltadas para a sustentabilidade”, está dando o que falar na cidade, pois passados mais de dois anos e meio desde a estadia do prefeito - que foi acompanhado da esposa, assessores, vice-prefeito, cinco vereadores, empresários e comerciantes - nenhuma das propostas alegadas como motivo da viagem foi implantada em Silva Jardim e o vazamento de fotografias registrando momentos de lazer desfrutados pela comitiva oficial despertou na população a suspeita de que a viagem pode ter sido a passeio e não a trabalho.

Ex-prefeito de Mangaratiba e mais 42 pessoas são condenadas por fraudes

O ex-prefeito de Mangaratiba-RJ Evandro Bertino Jorge (foto) foi condenado ontem (15) a 52 anos de prisão em um esquema de fraudes em contratos que, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desviou R$ 10 milhões da cidade da costa verde fluminense, entre março de 2011 e dezembro de 2013.

Outras 42 pessoas foram condenadas no mesmo processo, com penas que vão desde a prestação de serviço até 45 anos de prisão. A decisão foi do 2º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

MP quer acabar com propaganda disfarçada em Maricá

Os ônibus do transporte municipal tem a mesma cor da bandeira do PT e a sigla tem um detalhe que a remete ao Partido dos Trabalhadores (Foto: MP/RJ) Governo petista a sigla EPT dos ônibus gratuitos

Segundo Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá, as letras EPT pintadas nos ônibus vermelhos que fazem o transporte gratuito da população em Maricá, cidade da Região dos Lagos, formam a sigla da Empresa Pública de Transporte, mas aos olhos vigilantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro trata-se de propaganda indireta, ligando a sigla à legenda que o prefeito do município preside a nível estadual. Por conta disto a Promotoria de Justiça Eleitoral expediu recomendação para que seja retirado dos veículos o logotipo EPT. A promotoria afirma que “os veículos estampam ostensivamente, em suas laterais, a sigla EPT, com programação visual que diferencia a letra `E´ das demais, dando destaque às letras `PT´, associadas ao Partido dos Trabalhadores”.

TJ mantém cassação do prefeito de Magé

Em decisão colegiada proferida nesta quarta-feira pelos cinco desembargadores que formam a 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi confirmada a rejeição do recurso impetrado pelo prefeito reeleito de Magé, Nestor Vidal, que no dia 7 de abril teve o mandado cassado pela Câmara de Vereadores e foi substituído pelo então presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão. Rafael foi escolhido no dia 30 de maio, em eleição indireta pelo Poder Legislativo, para concluir o mandato de Nestor. A manutenção do desprovimento do agravo pretendido pela defesa de Nestor foi confirmada por quatro votos a um, sendo vencida a posição favorável do desembargador Claudio Luis Braga Dell Orto, que opinou pela aceitação recurso.

O embargo julgado em colegiado hoje já havia sido desprovido duas vezes em decisão monocrática pela desembargadora Margaret de Olivaes Valle dos Santos, relatora do processo, a segunda no dia 3 de maio, quando ela analisou pedido de reconsideração de decisão anterior tomada por ela própria. A defesa de Vidal alegou que o afastamento do prefeito teria se dado em processo irregular e “acarretado contratações indevidas e lesivas a atividade administrativa do município”, apresentando como prova edições de um jornal local. Na segunda análise a desembargadora rejeitou as provas juntadas no processo e sustentou que não havia sido encontradas anormalidades na condução do processo pela Câmara de Vereadores.