Em percentuais “rei” da Baixada foi o menos votado entre os prefeitos eleitos nas quatro maiores cidades da região e perde a “majestade” lhe conferida pelos seus

Passada a euforia das eleições esperava-se que – aconselhados pelos números – o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), caísse na realidade e passasse a olhar para o próprio quintal, mas ao contrário, a arrogância continua e já diz entre os seus que será mesmo candidato ao governo do Rio em 2022, ignorando o fato de ter sido o menos votado, proporcionalmente falando, entre os prefeitos eleitos nas quatro maiores cidades da Baixada Fluminense, embora tenha enfrentado concorrentes considerados fracos por quem entende do riscado. Reis teve 52,55% dos votos, quando apostava em 70%.

Se comparado com o percentual e com o poder de fogo dos adversários, Washington levou uma coça do prefeito de São João de Meriti, João Ferreira Neto, o Dr. João (DEM), que derrotou quatro deputados no primeiro turno, cinco no segundo, além do próprio Reis e do governador Claudio Castro, que firmaram apoio ao candidato do PSC, Leo Vieira. Dr. João teve 56,83% dos votos apurados.

Ricardo da Karol só não será deputado se não quiser: validada a eleição de Wladimir Garotinho em Campos a vaga é do político de Magé

Primeiro suplente de deputado federal pelo extinto PRP, o empresário Ricardo Correia de Barros (foto), o Ricardo da Karol (agora no PSC), só não assumirá o mandato parlamentar se não quiser. É que o único deputado eleito pela antiga legenda no Rio em 2018, vai assumir a Prefeitura de Campos. Wladimir Garotinho teve a votação validada depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), derrubou hoje (10) decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que havia indeferido o registro do candidato a vice-prefeito Frederico Paes.

Tanto Wladimir quanto Ricardo saíram do PRP, pois a legenda, que não atingiu a clausula de barreira, deixou de existir e foi incorporado pelo Patriota. O filho do ex-governador Anthony Garotinho foi para o PSD e Ricardo – que ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Magé este ano – abrigou-se no Partido Social Cristão.

TSE determina eleições suplementares em dois municípios e transfere julgamento do processo de Itatiaia

Após a votação ministro Luiz Roberto Barroso decretou a anulação das eleições em Apiaí e Itaoca, e a convocação dos presidentes das Câmaras Municipais a serem eleitos no dia 1º de janeiro a assumirem o governo interinamente Os eleitores de Apiaí e Itaoca, no estado de São Paulo, terão de voltar às urnas em eleição suplementar. Decisão nesse sentido foi tomada hoje (10) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao concluir pela anulação dos votos conferidos a Donizetti Barbosa (PSD) e Frederico Dias Batista (PL), respectivamente.

Na mesma sessão decidiu-se pela transferência para manhã (11), do julgamento do processo do prefeito de Itatiaia, no Sul do estado do Rio de Janeiro. Eduardo Guedes – que teve 44,37% dos votos – tem outro processo a subir para o TSE, o que deverá acontecer nos próximos dias, pois os embargos de declaração nele impetrados foram rejeitados ontem (9) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

TSE confirma eleição de Wladimir Garotinho em Campos

Vice teve o registro indeferido pelo TRE-RJ , o que tinha afetado toda a chapa

O deputado federal Wladimir Garotinho (foto) vai ser diplomado como prefeito de Campos, cidade do Norte Fluminense. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral, derrubou na manhã desta quinta-feira (10) decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que havia impugnado a chapa encabeçada por ele, pelo fato de o candidato a vice-prefeito, Frederico Paes, não ter se desincompatibilizado da direção do Hospital dos Plantadores de Cana dentro do prazo legal.

Prazo para diplomação termina dia 18, mas nove “vencedores” ainda não sabem se receberão o diploma, muito menos se tomarão posse

"As cerimônias de diplomação dos prefeitos e vereadores eleitos nas Eleições 2020 serão realizadas até o dia 18 de dezembro, conforme determinado pelo Calendário Eleitoral". É o que diz o Tribunal Superior Eleitoral, mas até hoje (9) nove cidades do estado do Rio de Janeiro ainda não sabem se seus eleitos serão empossados no dia 1º de janeiro. Até agora apenas seis dos nove candidatos com votação sub judice estão com recursos no TSE, e só dois deles está com o processo pautado para julgamento essa semana no TSE. O recurso de Eduardo Guedes entrou na pauta da sessão de quinta-feira (10), também o que pode decidir pela posse ou não de Wladimir Garotinho em Campos, devido a impugnação do vice.

Ainda faltam subir para Brasília os processos dos mais votados em Cabo Frio, Petrópolis e Silva Jardim, o que deverá ocorrer ainda nessa semana, uma vez que os embargos de declaração foram julgados e rejeitados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro na última segunda-feira (7). No TSE, além do processo de Itatiaia, já estão os recursos Christiane Cordeiro (Carapebus), Renato Cozzolino Harb (Magé), Wladimir Garotinho (Campos), Antonio Francisco Neto (Volta Redonda) e Clementino da Conceição (Santa Maria Madalena).

TSE nega liminar a Otoni de Paula para sair do PSC sem risco de perda de mandato: parlamentar alega justa causa para desfiliação

Único deputado federal eleito pelo PSC no Rio de Janeiro em 2018, Otoni Moura de Paula Júnior (foto) quer deixar o partido sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Para isso impetrou uma ação de justificação de desfiliação partidária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com pedido de antecipação de tutela, para que a legenda ficasse impedida de pedir a perda do mandato que, pela legislação, pertence à agremiação partidária, e não eleito. A liminar foi negada pelo relator do processo, ministro Mauro Campbell Marques.

Otoni alegou justa causa para deixar o partido, sob alegação de que o PSC desviou-se do programa partidário. O deputado citou atos de corrupção e a prisão do presidente nacional de honra do partido, pastor Everaldo Pereira que, mesmo preso, homologou a candidatura de Glória Luíza à Prefeitura do Rio.

Silva Jardim: candidato a prefeito mais votado e quatro declarados eleitos para vereador poderão não ser diplomados

Jaime e os candidatos a vereador ainda pode recorrer ao TSE Julgando nesta segunda-feira (7) recursos impetrados contra a candidatura majoritária do PROS em Silva Jardim e todas as proporcionais pelo partido, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu pela impugnação do registro do candidato a prefeito Jaime Figueiredo (foto), porque o partido estava em situação irregular no município quando realizou a convenção para escolha de seus candidatos.  Foram tomadas decisões em dois processos diferentes e em ambos o resultado foi de 5 a 2 pelo indeferimento. Com isso também perdem os registros os candidatos a vereador do PROS, quatro deles declarados eleitos: Cleber do Mato Alto, Rostan da Academia, Bebeto e Dinha de Vivaldo.

O partido ainda pode apresentar recurso no Tribunal Superior Eleitoral, mas prevalecendo a decisão os eleitores de Silva Jardim voltam às urnas em pleito suplementar e os votos para vereador serão retotalizados, para que possa ser feita uma nova distribuição das cadeiras da Câmara Municipal.

Bomtempo e Bonifácio sofrem mais uma derrota do TRE: embargos dos nais votados para prefeito em Petrópolis e Cabo Frio foram rejeitados

Em julgamento na tarde de hoje (7), o plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro rejeitou embargos de declaração impetrados pelos advogados dos candidatos a prefeito mais votados nos municípios de Petrópolis e Cabo Frio, mantendo o indeferimento dos registros de candidatura de Rubens Bomtempo e José Bonifácio Novelino (foto). Os processos agora sobem para o Tribunal Superior Eleitoral. Se forem mantidas as decisões eleitores das duas cidades retornarão às urnas em eleição suplementar. Rubens perdeu de 5 x 2, e José Bonifácio por 7 x 0.

O indeferimento de Bomtempo se deu por condenação em ação de improbidade administrativa. José Bonifácio ficou inelegível por ter duas contas de gestão reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, uma do período em que ele foi prefeito de Cabo Frio, e outra do tempo em que ele foi secretário de Saúde em Arraial do Cabo. Em uma das contas foi apontado prejuízo aos cofres públicos estimados em cerca de R$ 1,8 milhões.

Uma cadeira para três: atual presidente e mais dois querem o comando da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu

Felipinho, Carlinhos BNH e Maurício Moraes estão de olho na cadeira mais alta da Casa Há 28 dias da posse dos vereadores eleitos para próxima composição da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, três nomes já trabalham nos bastidores para disputarem o comando da Casa nos próximos dois anos. Vereador mais votado, Felipe Rangel Garcia, o Felipinho Ravis (Solidariedade), é o atual presidente e quer continuar no cargo por mais um período. Para isso ele vai ter de enfrentar dois concorrentes, Carlos Alberto Ribeiro da Silva, o Carlinhos BNH (PP) e o veterano Maurício Moraes (Avante), que acumula a experiência de vários mandatos e de duas gestões como presidente do Legislativo.

Reeleito logo no primeiro turno com 62,10% dos votos, o prefeito Rogério Lisboa (PP), ainda não demonstrou preferência por nenhum candidato. A expectativa  é de que ele mantenha a postura adotada no primeiro mandato, quando não se envolveu no processo de eleição da mesa diretora da Câmara, deixando a decisão para os membros da Casa.

TRE confirma eleição de Washington Reis em Caxias

Decisão foi tomada depois de um TSE suspender efeito de inelegibilidade causada por condenação penal

Dez dias após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar os embargos impetrados pela defesa do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (foto), nos quais pediu a suspensão dos efeitos de uma condenação a sete anos de prisão imposta a ele em dezembro de 2016 pelo pleno da Corte, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro acatou recurso e deferiu o registro de candidatura. Dessa forma fica validada a votação obtida por Reis, agora declarado reeleito no primeiro turno, com 212.354 votos, 52,55% da votação apurada. Ele será diplomado e empossado para exercer mais quatro anos de mandato.