A força política que vem do interior

Prefeito de Santo Antonio de Pádua é visto como a maior liderança do Norte e Noroeste

Quem acompanha os fatos no interior do estado do Rio de Janeiro afirma que a eleição do próximo governador vai passar por Santo Antonio de Pádua, uma cidade com cerca de 42 mil habitantes e 33.143 eleitores (dados de maio deste ano), não pela quantidade de votos, mas pelo cacife político de um homem, o prefeito Josias Quintal (foto), que se transformou na maior liderança no Norte e Noroeste Fluminense. Secretário de Segurança no governo de Anthony Garotinho, Quintal entrou para a história como a autoridade que prendeu vários chefões do crime, entre eles os traficantes Fernandinho Beiramar e Elias Maluco. Josias conquistou o primeiro mandato de prefeito em 2012, destronando a família Padilha, que chegou a comandar Pádua e o município de Aperibé.

Prefeito de São Fidelis pode perder cargo por causa de R$ 50 mil

Doação feita na boca do caixa é considerada captação ilegal de recursos

Eleito com 10.691 votos, o prefeito Amarildo Henrique Alcântara (foto), corre risco de ser apeado do cargo por causa de R$ 50 mil, uma doação de campanha feita de forma irregular. O valor foi depositado direto no caixa, na conta da candidatura do político, que ao solicitar o registro junto à Justiça Eleitoral declarou um patrimônio avaliado em R$ 95 mil e não especificou se tinha dinheiro em seu poder. A doação até poderia ser feita, mas via transferência bancária, como determina a lei e nunca através de depósito direto. Por causa disso Amarildo do Hospital - como o prefeito é mais conhecido em São Fidelis -, teve as contas de campanha reprovadas pelo juízo da 35ª Zona Eleitoral e está recorrendo ao TRE, onde também tramita um recurso impetrado pelo PSB, pedindo a cassação dos mandatos dele e de José William Ribeiro de Oliveira, vice-prefeito. José foi quem doou os R$ 50 mil, embora não tivesse informado patrimônio algum quando de seu registro como candidato, segundo revela o sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.

Vices de cidades da Baixada podem disputar eleições de 2018

Vandro, Carlos Ferreira, Marcos Pessanha e Gelson Azevedo transitam fácil pelo eleitorado em suas cidades Prefeitos de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Magé e Meriti podem ficar sem os seus “reservas”

Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família, não esconde de ninguém o desejo de eleger-se deputado estadual. Vice-prefeito e secretário de Obras, ele conta com apoio do grupo do prefeito Rafael Tubarão para isto. Situação idêntica se verifica em Nova Iguaçu, onde o ex-vereador Carlos Ferreira, o Ferreirinha, vice de Rogério Lisboa, já se movimenta nesse sentido. Em São João de Meriti um estreante na política parece ter tomado gosto pela coisa e está pensando se aceita o encargo de concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa. O empresário Gelson Azevedo, que formou chapa com o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, comanda a Secretaria de Governo e tem marcado presença nas ruas. Já em Duque de Caxias, tem grupo forte abanando o vice-prefeito Marcos Pessanha a tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados, com o que ele não disse ainda se concorda ou não, mas como dizem por aí onde há fumaça há fogo.

Ex-prefeitos podem voltar a representar a Baixada como deputados

Alexandre Cardoso, Nelson Bornier e Sandro Matos foram deputados antes de se tornarem prefeitos das três maiores cidades da Baixada Fluminense que, juntas, têm mais de 1,5 milhão de eleitores Alexandre Cardoso, Nelson Bornier e Sandro Matos já exerceram mandatos parlamentar

Com a experiência de terem atuado como parlamentares antes de se tornarem prefeitos das três maiores cidades da Baixada Fluminense aliada ao conhecimento dos problemas de suas bases, Alexandre Cardoso (PSD), Nelson Bornier (PMDB) e Sandro Matos (PHS) deverão voltar a disputar mandatos de deputado em 2018. O primeiro, que governou Duque de Caxias até 31 de dezembro do ano passado, visa uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde esteve a até ser eleito prefeito em 2012. Já Bornier deverá concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa e Sandro quer retornar à Brasília, onde cumpriu dois mandatos. Nas últimas eleições proporcionais por eles disputadas os três somaram mais de 300 mil votos. Alexandre registrou o total de 142.714 e Bornier 72.352 no pleito de 2010, enquanto Matos teve 88.951 votos em 2006.

Prefeito e vice de Tanguá vão receber férias e décimo terceiro

E vereadores dizem que se for possível também vão querer o deles

Centenas de servidores de Tanguá estão com férias atrasadas, alguns com até três períodos a receber e quando cobram seus direitos ouvem do governo que o município está em crise e que a Prefeitura não tem como pagar. Porém, mesmo alegando que o caixa está baixo, o prefeito Valber Luiz Marcelo (foto) enviou projeto de lei à Câmara Municipal concedendo a si e ao vice-prefeito Waldir Dias Filho o direito de receberem férias e décimo terceiro salário, com base em decisão de repercussão geral tomada pelo Supremo Tribunal Federal, que julgou constitucional uma lei aprovada no município de Alecrim (RS) garantindo os mesmos benefícios. O pedido do prefeito foi aprovado por 10 votos a dois e alguns vereadores disseram que também gostariam de receber o deles.

TJ mantém redução do número de vereadores em Nova Iguaçu

Mas ata da sessão em que o corte de cadeiras foi aprovada vai ser investigada

Em sua totalidade, os desembargadores que integram a 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça mantiveram a redução de 29 para 17 do número de vereadores na Câmara de Nova Iguaçu, rejeitando recurso impetrado por 12 partidos contra duas emendas feitas na Lei Orgânica do Município, aprovadas em 2014 e 2016. A primeira delas reduziu a composição de 29 para 21 e a segunda cortou mais quatro cadeiras. A apelação – contra sentença do juízo da 6ª Vara Cível – defendia a posse de 12 suplentes, voltando a composição normal, arguindo "afronta ao princípio da anualidade da legislação eleitoral" e o desrespeito à exigência do quorum mínimo na apreciação de uma das emendas, uma violação a um dispositivo constitucional que ainda deverá render muito, pois houve denúncia de que a ata teria sido alterada.

Absolvição de Charlinho anima Washington Reis

Com pena maior, prefeito de Itaguaí garantiu mandato no TSE

Condenado na última segunda-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis não deverá perder ao cargo. É nisso que está apostando o grupo político de Reis, por conta da absolvição do prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Junior, o Charlinho (foto) pelo Tribunal Superior Eleitoral, ocorrida em junho. Reis teve o diploma cassado por ter sido sentenciado pelo STF - no dia 13 de dezembro do ano passado -a uma pena de sete anos, dois meses e 15 dias de prisão em regime semiaberto, além de 67 dias multa. Já Charlinho, que também teve o diploma cassado pelo TRE, conseguiu reverter a situação do TSE. Ele fora condenado no dia 30 de novembro de 2016 a 14 anos de prisão pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e associação criminosa, em julgamento no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Bornier confirma que guarda cópias de processos de sua gestão

Ex-prefeito de Nova Iguaçu diz que faz isto como medida de segurança

"Desde o meu primeiro mandato que guardo cópias de processos e documentos importantes, atos passados dentro de minhas administrações. Isto é uma praxe, medida de segurança para evitar problemas futuros com tomadas de contas ou auditoria do TCE. Amanhã o tribunal me pede esclarecimentos sobre um determinado processo e como vou responder se não tiver uma cópia de segurança comigo?” A afirmação foi feita agora há pouco ao elizeupires.com pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier (foto), ao falar sobre a apreensão de documentos feita nesta terça-feira pelo Ministério Público em um escritório político dele, onde chegou a funcionar diretórios do PMDB e do Prona. Segundo explicou o ex-prefeito, "não se trata papeis retirados da Prefeitura, mas cópias, uma vez que os originais ficam sob cuidados da administração municipal".

Câmara de Silva Jardim faz ação entre amigos em favor do presidente

Vereadores antecipam eleição da mesa diretora que deveria acontecer no final de 2018

Funcionário do prefeito Anderson Alexandre em uma rede de drogarias, o vereador Roni Luiz Pereira (foto) ou "Roni da Alexandre", como ele gosta de ser chamado, está presidindo a Câmara de Silva Jardim desde que tomou posse de seu primeiro mandato, em janeiro de 2013 e deverá continuar no comando da Casa até 31 de dezembro de 2020, se uma decisão judicial não abreviar sua vida pública. É que os membros do Poder Legislativo concordaram em antecipar para setembro a eleição da mesa diretora e das comissões permanentes, o que só deveria acontecer em dezembro de 2018. Para isso foi proposta a alteração do artigo 21 do Regimento Interno da Câmara.