Nestor Vidal obteve 68,62% dos votos contra 23,82 conquistados por Werner Saraiva, que concorreu com o número 70 . Os outros candidatos juntos não chegaram a 8%
● Elizeu Pires
Nestor Vidal obteve 68,62% dos votos contra 23,82 conquistados por Werner Saraiva, que concorreu com o número 70 . Os outros candidatos juntos não chegaram a 8%
● Elizeu Pires
● Elizeu Pires
O candidato do PMDB a prefeitura de Magé, Nestor Vidal, venceu as eleições de hoje. A computação dos votos feita até agora já aponta o peemedebista com vencedor, devendo ultrapassar a marca de 60% dos votos.
Vocês se lembram que eu publiquei aqui que o presidente da Câmara de Vereadores, Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila, havia afirmado que não impetraria mais nenhum recurso contra a eleição marcada para este domingo pelo TRE? Pois é, ele não cumpriu com a palavra.
No dia 22 o procurador geral da Câmara, Fernando Abrahão, entrou com uma ação cautelar para tentar evitar o pleito, mas como das outras vezes se deu mal. O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, rejeitou o recurso. Também hoje (29) o TSE, com decisão do mesmo ministro, negou seguimento à ação cautelar proposta em nome do ex-prefeito Rozan Gomes da Silva, ficando mantida a eleição suplementar de domingo.
● Elizeu Pires
Tenho uma relação de amor com Magé, coisa antiga que começou ainda nos tempos de faculdade. Desde 1982 escrevo sobre esta cidade, onde fiz grandes reportagens. Tenho orgulho de dizer que minhas primeiras matérias foram estampadas nas páginas de um semanário local, “Folha de Magé”, comandado por Cirlo Cunha. Conheço os mageenses e seus problemas, e meus colegas de profissão dizem que sou pós-graduado na matéria Magé. Não é tanto assim, mas realmente sei o bastante para me expressar da maneira que o farei agora.
Tudo indica que o fiasco do presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila, será ainda maior que as duas derrotas sofridas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sua incansável e inconsequente luta contra a realização da eleição suplementar marcada para o dia 31 de julho. Segundo os próprios vereadores já deixaram escapar, a intenção seria realizar o colégio eleitoral no dia 28, tentando antes uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), possivelmente no plantão do ministro Marco Aurélio Mello, para sustentar essa loucura. Alegaria que o TSE apontou uma inconstitucionalidade que não existe e, nesse mandado de segurança, omitir-se-ia que a tal emenda da eleição indireta só foi aprovada essa semana, exatamente para se tentar esse recurso.
O presidente estaria apostando na omissão dessa informação para conseguir a liminar, mas se não obter êxito, elegeria o prefeito assim mesmo e sairia dizendo para o povo que a cidade já elegera o novo governante. Causaria com isso uma confusão danada e o povo não sairia de casa para votar no dia 31. Bem, isso é o que essas mentes doentias estariam pensando, porque, na verdade, o buraco é muito mais embaixo, mesmo!. Gente, achar que poderá enganar o STF omitindo que a tal emenda acaba de sair do forno, é doideira, não?
Amigos, o que vou lhes contar aqui parece absurdo, soa como mentira, mas, infelizmente, é a pura verdade. Digo infelizmente por esse ato externar o quanto a população de Magé está mal representada na Câmara de Vereadores, que, até que me provem ao contrário, está nas mãos de um louco, de um homem capaz de tudo para preservar seus amigos no poder e assegurar sua própria condição.
Como cidadão acho louvável, digna de aplauso, a intenção do presidente da Casa, Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila, em querer adequar a Lei Orgânica do Município à Constituição para que Magé não volte a passar a vergonha que passou recentemente ao ir ao Tribunal Superior Eleitoral tentar barrar a eleição suplementar marcada para o dia 31 de julho, usando para isso um instrumento inconstitucional.
Prefeito de Silva Jardim foi a Aldeia Velha durante a campanha, assinou uma carta compromisso e nunca mais apareceu por lá. Os moradores recorreram ao Ministério Público
Os moradores de Aldeia Velha, em Silva Jardim, estão ansiosos para encontrarem o prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Zelão, mas esse está correndo deles como o diabo foge da cruz. É que em 2008, disposto a tudo para vencer a eleição, o hoje prefeito foi a localidade e prometeu de tudo e até registrou as promessas em cartório. Se comprometeu a fazer as obras necessárias e dotar o lugar de infraestrutura para melhor receber os turistas que costumam aparecer por lá por conta dos atrativos naturais. Como a estrada está péssima, ninguém mais aparece por lá.
Elizeu Pires
Morreu hoje, politicamente falando, o prefeito de Magé, Rozam Gomes da Silva (PR). Seu sepultamento acontecerá todos os dias, nas ruas, nas esquinas, nos lares e nos bares da cidade. Com a “morte” de Rozam, nasceu hoje em Magé a certeza de que o prefeito licenciado agiu por livre e espontânea vontade ao licenciar-se a partir de 1º de janeiro de 2011 para tratar de assuntos particulares e que jamais sofrera pressão da Câmara de Vereadores ou do próprio prefeito interino, Anderson Cozzolino, o Dinho, muito menos ameaças. Fechou-se as cortinas e interrompe-se a encenação, que certamente voltará em cartaz daqui há quatro meses.
Os vereadores de Magé resolveram instalar uma comissão de inquérito para apurar as denúncias apresentadas ao Ministério Público pelo vereador Álvaro Alencar (PT), dando conta de que algumas irregularidades estariam acontecendo naquela Casa, incluindo suspeita de fraude em atas e no protocolo-geral.
A representação levou a Justiça a apreender vários documentos na Câmara, inclusive a carta renúncia assinada pela ex-prefeita Núbia Cozzolino (PR), que, segundo foi denunciado, estaria sendo mantida em segredo. Pois bem: se for para investigar mesmo, de forma isenta e responsável, parabéns.
O Ministério Público Estadual vai fazer uma devassa na Câmara Municipal de Magé para investigar as denúncias protocoladas na última quinta-feira pelo vereador Álvaro Alencar (PT), dando conta de que o presidente do Legislativo, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB), estaria cometendo abuso de poder.
De acordo com a denúncia, no último dia 4 Dinho determinou que a chefe do setor de protocolo e o diretor geral da Câmara impedissem que Álvaro vistoriasse o livro de protocolo geral. O vereador queria constatar se uma carta-renúncia assinada pela prefeita afastada Núbia Cozzolino havia sido protocolada na Casa e mantida em segredo.