MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero e cobra respeito aos direitos de ambulantes nas praias do Rio

Os ambulantes fizeram protesto contra a proibição imposta pela Prefeitura - Foto: Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para suspender os efeitos do programa Tolerância Zero, instituído pela Prefeitura do Rio para disciplinar o comércio ambulante nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A ação também pede que a União e o município elaborem, de forma conjunta e participativa, um planejamento para a gestão desses espaços, capaz de conciliar o ordenamento urbano, o enfrentamento do crime organizado e a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores ambulantes.

Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo afirma que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização das praias sem observar as normas federais que disciplinam a gestão desses espaços. Segundo o MPF, o programa foi criado sem diálogo com a União, titular das praias marítimas, sem participação da sociedade e sem medidas voltadas à regularização de situação de milhares de trabalhadores que dependem do comércio ambulante para sobreviver. A petição destaca ainda que o município não celebrou para tais regiões o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), nem elaborou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla, instrumentos considerados essenciais para esse tipo de intervenção.

Ministério Público obtém mandado de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção

Foto: Reprodução O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou quatro pessoas, entre elas o policial civil aposentado e atual subsecretário municipal de Turismo de Armação dos Búzios, Sérgio Ferreira dos Santos, por integrar um esquema de corrupção voltado à autorização de festas em embarcações no município. A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta terça-feira (14), mandados de prisão preventiva contra Sérgio Ferreira e o então coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, Igenes Lopes Santos Filho, conhecido como Geninho, atual presidente da CooperBúzios.

Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro e, de acordo com o GAECO/MPRJ, cobravam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização dos eventos sem a expedição formal de alvará e deixar de fiscalizá-los. As apurações apontaram ao menos 38 episódios em que os atos de corrupção foram praticados. O esquema funcionou, ao menos, entre janeiro de 2021 e março de 2026.

Ações da PF tem deixado políticos com insônia no Rio e nível de tensão tende a aumentar, pois novas operações estariam sendo preparadas

● Elizeu Pires

Tudo começou com as prisões de TH Joias e Rodrigo Bacellar - Foto: Reprodução A sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal na última terça-feira (7), não foi a última da série. Outras estariam sendo preparadas no âmbito de inquéritos que apuram o envolvimento de políticos com o crime organizado, suspeitas que caem sobre deputados estaduais do Rio, em relação a supostas ligações com milícias e facções criminosas.

Pai de deputado do PL é considerado foragido: É um dos que tiveram prisão decretada por suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), Mauricio Silva Knoploch dos Santos já está sendo considerado foragido da Justiça. Ele é uma das seis pessoas que tiveram prisão preventiva decretada no âmbito de inquérito do Ministério Público, que apura um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metropole (IRM), uma autarquia do governo estadual.

Dois pesos e duas medidas?

● Elizeu Pires

Foto: Divulgação/PF Na manhã de ontem (7), na sexta fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal apreendeu um fuzil calibre 556 em dos carros usados pelo ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella – pré-candidato a senador pelo União Brasil) –, que, inicialmente era apenas alvo de uma ação de busca e apreensão, mas acabou preso por conta da arma.

Nome do União Brasil para o Senado é preso pela PF por porte ilegal de arma: Márcio Canella tinha um fuzil em seu carro

● Elizeu Pires

Divulgação: Polícia Federal A sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, pode ter tirado da corrida eleitoral para o Senado o ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella.

PF apreende armas, joias, dinheiro e carros de luxo em operação que tem entre os alvos ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil

Foto: Divulgação/PF Apontado como homem de confiança do ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella, o inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo – que integrou a equipe do ex-secretário Marcus Amim em várias delegacias –, está entre os alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada hoje (7), pela Polícia Federal.

Pablo é citado como dono uma rede de postos de gasolina, que estariam ligados a parentes dele. Canella, que é pré-candidato a senador pelo União Brasil, foi levado à sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Canella é alvo de busca e apreensão na sexta fase da Operação Unha e Carne: Polícia Federal mira grupo que lavou mais de R$ 7 bilhões em postos de combustíveis

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta terça-feira (7) com ações de busca e apreensão na sexta fase da Operação Unha e Carne.

Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato a senador pelo União Brasil, Marcio Canella (foto) e o ex-secretário de Polícia Civil Marcos Amim.

Pai de deputada, Pastor do Cigarro é preso pela Polícia Federal no Rio

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (2), em um flat na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na quinta fase da Operação Unha e Carne, o pastor evangélico Marcio Poncio (foto), mais conhecido como Pastor do Cigarro, que há anos opera no ramo, embora os evangélicos costumem condenar quem fume.