Candidato a deputado pelo PL é investigado por suspeita de irregularidades em contratos para reforma de escolas da rede estadual do RJ

● Elizeu Pires

Candidato a deputado federal pelo PL — autorizado, inclusive, a incorporar no nome de urna o sobrenome Bolsonaro — o empresário Renato Araújo Corrêa foi alvo esta semana de uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Civil no âmbito de inquérito que apura suspeita de fraudes em contratos para reforma de 15 unidades da rede estadual de ensino, pelo total de R$ 16,2 milhões.

PF bate outra vez à porta de Claudio Castro

Ex-governador e mais seis alvos da segunda fase da  Operação Sem Refino

Foto: Reprodução A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (14), a Operação Sem Refino 2, para cumprir 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. O ex-governador Claudio Castro, que já havia sido “visitado” na primeira fase recebeu novamente os agentes em seu apartamento na Barra da Tijuca.

Ministério Público cumpre buscas em três estados contra investigados por operar bets ilegais, aplicar golpes e lavar dinheiro

Foto: Reprodução O Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpriu, nesta quinta-feira (13), sete mandados de busca e apreensão contra investigados por integrarem uma organização criminosa que explora ilegalmente o mercado de apostas online, as chamadas bets, e aplica golpes contra clientes. Os mandados da Operação Aposta Suja, expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, são cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

A operação conta com o apoio do CyberGAECO de São Paulo e do GAECO da Bahia no cumprimento dos mandados, além da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que colaborou com as investigações. Foram apreendidos veículos de luxo, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie, em dólares, euros, libras esterlinas, pesos chilenos e soles peruanos.

Nova Iguaçu: Empresa campeã de prorrogação de prazo para concluir serviços contratados já recebeu cerca de R$ 150 milhões da Prefeitura

● Elizeu Pires

Com 22 contratos e nada menos que 55 temos aditivos turbinando os valores contratados ou estendendo prazos para conclusão dos serviços contratados, a Fabmix concretos, ao lado da Construtora Lytorânea – que está em recuperação judicial – é uma das empresas que mais vencem licitações e concorrências públicas no município de Nova Iguaçu, apesar de precisar, conforme mostram atos oficiais da administração municipal, sempre de mais tempo para entregar os serviços. Há contratos por exemplo, que chegaram a receber de 4 a 6 aditivos.

A pedido do MP, Justiça afasta secretária de Meio Ambiente de Búzios

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, nesta quinta-feira (30/07), decisão judicial que determinou o afastamento cautelar da secretária de Meio Ambiente de Armação dos Búzios, Roseli de Almeida Pereira. A medida foi requerida para evitar novas obstruções ao acesso a documentos da pasta e assegurar o regular andamento das investigações.

O pedido foi apresentado em duas denúncias criminais oferecidas pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio. Segundo o MPRJ, a secretária praticou nove episódios do crime previsto no artigo 10 da Lei nº 7.347/1985, que pune a recusa, o retardamento ou a omissão no fornecimento de informações técnicas indispensáveis à propositura de ação civil pública quando regularmente requisitadas pelo Ministério Público.

Itaocara: Ministério Público cumpre mandados de busca e apreensão contra denunciados por desvio de recursos da Pestalozzi

Durante a operação foram apreendidos cerca de R$ 70 mil na casa de um dos denunciados - Foto: Divulgação/MPRJ A Promotoria de Justiça de Itaocara obteve na Justiça três mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta terça-feira (21), em endereços de investigados e na Associação Pestalozzi de Itaocara, no Noroeste Fluminense. A ação contou com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

O presidente da associação, Carlos Alberto Soares, e a coordenadora Ana Beatriz Pereira Soares foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pelos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro por desvios de recursos públicos destinados à Pestalozzi de Itaocara. Segundo a Promotoria, o prejuízo é superior a R$ 468 mil. 

MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero e cobra respeito aos direitos de ambulantes nas praias do Rio

Os ambulantes fizeram protesto contra a proibição imposta pela Prefeitura - Foto: Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para suspender os efeitos do programa Tolerância Zero, instituído pela Prefeitura do Rio para disciplinar o comércio ambulante nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A ação também pede que a União e o município elaborem, de forma conjunta e participativa, um planejamento para a gestão desses espaços, capaz de conciliar o ordenamento urbano, o enfrentamento do crime organizado e a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores ambulantes.

Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo afirma que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização das praias sem observar as normas federais que disciplinam a gestão desses espaços. Segundo o MPF, o programa foi criado sem diálogo com a União, titular das praias marítimas, sem participação da sociedade e sem medidas voltadas à regularização de situação de milhares de trabalhadores que dependem do comércio ambulante para sobreviver. A petição destaca ainda que o município não celebrou para tais regiões o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), nem elaborou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla, instrumentos considerados essenciais para esse tipo de intervenção.

Ministério Público obtém mandado de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção

Foto: Reprodução O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou quatro pessoas, entre elas o policial civil aposentado e atual subsecretário municipal de Turismo de Armação dos Búzios, Sérgio Ferreira dos Santos, por integrar um esquema de corrupção voltado à autorização de festas em embarcações no município. A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta terça-feira (14), mandados de prisão preventiva contra Sérgio Ferreira e o então coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, Igenes Lopes Santos Filho, conhecido como Geninho, atual presidente da CooperBúzios.

Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro e, de acordo com o GAECO/MPRJ, cobravam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização dos eventos sem a expedição formal de alvará e deixar de fiscalizá-los. As apurações apontaram ao menos 38 episódios em que os atos de corrupção foram praticados. O esquema funcionou, ao menos, entre janeiro de 2021 e março de 2026.

Ações da PF tem deixado políticos com insônia no Rio e nível de tensão tende a aumentar, pois novas operações estariam sendo preparadas

● Elizeu Pires

Tudo começou com as prisões de TH Joias e Rodrigo Bacellar - Foto: Reprodução A sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal na última terça-feira (7), não foi a última da série. Outras estariam sendo preparadas no âmbito de inquéritos que apuram o envolvimento de políticos com o crime organizado, suspeitas que caem sobre deputados estaduais do Rio, em relação a supostas ligações com milícias e facções criminosas.

Pai de deputado do PL é considerado foragido: É um dos que tiveram prisão decretada por suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), Mauricio Silva Knoploch dos Santos já está sendo considerado foragido da Justiça. Ele é uma das seis pessoas que tiveram prisão preventiva decretada no âmbito de inquérito do Ministério Público, que apura um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metropole (IRM), uma autarquia do governo estadual.