Japeri conclui pagamento de dezembro

Primeiro município da Baixada Fluminense a pagar o décimo terceiro este ano, Japeri, o mais pobre da região, está concluindo nesta quinta-feira a quitação dos vencimentos de dezembro para todos os servidores. Os primeiros a receber foram os funcionários lotados na Secretaria de Educação, que tiveram o dinheiro creditado ontem em suas contas. “Saio do governo sem ter atrasado os salários uma vez se quer em dois mandatos consecutivos. Apesar da crise conseguimos manter os compromissos em dia”, disse agora a pouco o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor (foto), acrescentando que ainda deixará saldo em caixa.

 

Herança maldita pode chegar a R$ 100 milhões em Paracambi

Segredo sobre contas públicas fere a lei e levanta suspeitas

Os repasses externos para o município de Paracambi entre 1º de novembro até ontem chegaram a R$ 9.838.170,52, sendo R$ 2.803.043,11 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Foram quase R$ 2 milhões a mais que o total verificado no mesmo período em 2015, que teve o registro de R$ 7.944.860,23 (R$ 2.506.531,72 do Fundeb), segundo revelam dados do Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil. Os números são “coisa pouca”, “quase nada” em comparação aos cerca de R$ 900 milhões que o prefeito Tarciso Pessoa (foto) teve para administrar esta pequena cidade da Baixada Fluminense nos seus dois mandatos consecutivos, mas, independente de valores, o fato é que não se sabe onde e em que os recursos públicos são aplicados, já que as contas são mantidas em segredo, contrariando o que determina a Lei da Transparência, legislação que o prefeito petista que vai sair do governo no próximo dia 31 e deixar uma herança maldita estimada em cerca de R$ 100 milhões em dívidas faz questão de ignorar.

Calote e sujeira em Mesquita

Prefeito não paga a ninguém e ruas ficam atulhadas de lixo

O município de Mesquita, na Baixada Fluminense, está um lixo só. Isto no sentido mais amplo da palavra, inclusive na administração, que optou por dar calote em funcionários, prestadores de serviços e fornecedores. Sem receber desde setembro, os trabalhadores da limpeza pública cruzaram os braços e as ruas da cidade estão imundas. O serviço de coleta é terceirizado e o recolhimento do lixo deveria estar sendo feito por dez caminhões compactadores, mas apenas dois estão em condições de operar. Os varredores são contratados através de uma cooperativa, que diz não pagar os salários porque não está conseguindo receber da Prefeitura. Até o ano passado a coleta era regular estava a cargo da empresa Inova Ambiental, que renunciou ao contrato porque também não recebia. A Inova até hoje cobra uma dívida de R$ 4 milhões, débito que o prefeito  Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não reconhece.

Rogério, Waguinho e Washington vencem na Baixada Fluminense

Com mais de cem mil votos de diferença Rogério Lisboa acabou com o reinado de Bornier em Nova Iguaçu (Foto:Divulgação) Marcelo Crivella, Rodrigo Neves, José Luiz Nanci, Bernardo Rossi e Samuca Silva são eleitos no Rio, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis e Volta Redonda

    Com 238.081 votos o deputado estadual Rogério Lisboa, candidato a prefeito de Nova Iguaçu pelo PR, venceu o prefeito Nelson Bornier (PMDB), que somou 134.422. Em Belford Roxo Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), foi eleito com 117.352 votos, derrotando Deodalto José Ferreira, o Dr. Deodalto, votado por 88.566 eleitores. Já em Duque de Caxias a liderança do deputado federal Washington Reis (PMDB), foi confirmada com 217.800. Ele bateu o deputado estadual José Moreira Teodoro, o Dica (PTN), que somou 184.230 votos. Em Niterói Rodrigo Neves (PV) foi reeleito com 130.348 votos e Felipe Peixoto somou 92.140, enquanto em São Gonçalo José Luiz Nanci (PPS) derrotou Dejorge Patrício (PRB) por 221.754 a 191.699.  Bernardo Rossi (PMDB) foi eleito em Petrópolis com 79.296 votos, desbancando o prefeito Rubens Bomtempo (PSB), que ficou com 71.320. No município de Volta Redonda Samuca Silva (PV), que havia ficado em segundo lugar no primeiro turno, obteve 89.055 votos e Paulo Cesar Baltazar (PRB) somou 74.049. No Rio a vitória foi do senador Marcelo Crivella (PRB), com 1.699.646 votos contra 1.163.295 em favor de Marcelo Freixo (PSOL).

Cerca de oito milhões voltam às urnas no RJ

Ao todo estão sendo esperados 7.973.674 votantes, 4.898.044 deles na capital fluminense Oito cidades fluminenses elegerão seus prefeitos neste domingo

Os eleitores de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Gonçalo e Volta Redonda retornam às urnas hoje para eleger, em segundo turno, os prefeitos de suas cidades. Ao todo estão sendo esperados 7.973.674 votantes, 4.898.044 deles na capital fluminense, onde o senador Marcelo Crivela (PRB) enfrenta o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Segundo informa o Tribunal Superior Eleitoral, mesmo quem não compareceu à seção eleitoral no primeiro turno nem conseguiu justificar a ausência às urnas poderá votar normalmente neste domingo.

Justiça desmonta ‘central de boatos’ em Nova Iguaçu

Escritório especializado em campanha difamatória estaria a serviço da campanha de Rogério Lisboa e teria produzido material ilegal também para Casimiro de Abreu, Mesquita e Queimados

Em operação realizada nesta quinta-feira agentes a serviço do Tribunal Regional Eleitoral prenderam três homens acusados de promoverem propaganda negativa e difamação de candidatos pela internet em municípios da Baixada Fluminense. Os suspeitos foram, encaminhados à 158º Zona Eleitoral, estavam em um escritório em Nova Iguaçu, no qual foi encontrado material de campanha do candidato a prefeito pelo PR, o deputado estadual Rogério Lisboa (PR), que disputa o segundo turno com o prefeito Nelson Bornier (PMDB). Segundo o juiz Marcelo Rubiolli, responsável pela propaganda eleitoral, os detidos comandavam uma “central de boatos” através de três computadores que foram apreendidos pelos agentes.

MPF enquadra fazenda por dano ambiental em Nova Iguaçu

O Ministério Público Federal acusa o proprietário do hotel fazenda de represar rios (Fotos:Reprodução) Procuradoria da República acusa proprietário de realizar, sem licença, atividades que estariam causando impactos na Reserva Biológica do Tinguá

O Ministério Público Federal (MPF), núcleo de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, ajuizou ação civil pública contra o empresário Paulo Cesar Rodrigues Faísca, dono da Fazenda Faísca Turismo Eco Rural de Tinguá, pelo funcionamento de sítio recreativo sem licença dos órgãos ambientais competentes. Segundo resultado da fiscalização, o local inadequadamente promove atividades como caminhadas, cavalgadas, arvorismo e tirolesa em área recoberta por Mata Atlântica. De acordo com o proprietário, a fazenda tem capacidade de receber até 100 pessoas, sem hospedagem, e com média de 20 visitantes por dia na alta temporada.

Treze candidatos a prefeito disputam sub judice na Baixada

Rogério Lisboa, Carlos Moraes Costa e Carlo Busatto estão entre os que dependem de decisão judicial E o Tribunal Superior Eleitoral informa que votos conferidos a candidatos com registro pendentes serão separados e anulados se o indeferimento dos registros for mantido em decisão judicial transitada em julgado

Treze candidatos a prefeito de seis municípios da Baixada Fluminense estão concorrendo sob efeito de recursos judiciais e, embora seus nomes e números estejam inseridos nas urnas, os votos a eles conferidos serão computados em separado se até o fim da noite deste sábado eles não tiverem revertido para “deferido” o status de “indeferido com recurso”. Nesta situação encontram-se Carlos Moraes Costa (PP) e José Alves do Espírito Santo, o Zé Ademar (PSDB), em Japeri; Deodalto José Ferreira DEM, Nielsen Bezerra (PSOL) e de Elizabeth Machado (Rede), em Belford Roxo; Fausto Teixeira (PSDB), Luciano Pereira (PRB), Miguel Stfefan (PMB), Oscar Goulart (PMN) e Antonio Heleno (PSC), em Seropedica; Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), em Itaguaí; Rogério Lisboa (PR), em Nova Iguaçu e Ivan Romualdo (PMB) em Guapimirim. No caso de Carlos Moraes uma condenação por improbidade administrativa imposta pela Justiça Eleitoral complica ainda mais a situação dele que, já governou a cidade por duas vezes e desde as eleições de 2004 vem tentando recuperar o poder.

E o vale tudo já começou em Magé

No município de Magé, onde a esperança se depara com o medo, a disputa ganha atenção especial das autoridades Desespero põe fogo na campanha. Lema é vencer a todo custo a eleição da vida do clã que esteve no poder por quase duas décadas e dele foi retirado pela força da Justiça

O alerta vermelho acendeu no quartel general da campanha do candidato a prefeito de Magé pelo PR, Renato Cozzolino Harb e a ordem, segundo membros do grupo, "é partir para cima dos adversários", reunir esforços para tentar vencer a disputa eleitoral que pode ser a da vida do clã que deteve o poder por cerca de 20 anos e dele foi retirado pela Justiça. O vale tudo já ganhou as ruas do município e nesta semana aconteceram confrontos nada amistosos em Fragoso, Piabetá e Surui. Nesta última localidade quem estava ao microfone era a mãe do candidato, a ex-deputada Jane Cozzolino, que até dia desses se encontrava foragida da Justiça, que havia decretado a prisão preventiva dela. Em Suruí os gritos estridentes eram de ataque e não de propostas. Ela também falava de uma pesquisa de intenção de votos atribuída ao IBPS, cujo resultado não foi veiculado por nenhum órgão de imprensa e nem mesmo pelo próprio instituto em seu site, página oficial na qual estão disponibilizados relatórios completos de consultas de intenção de votos feitas no Rio, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Nilópolis, não fazendo qualquer menção ao município de Magé.  Para que os eleitores se sintam mais seguros a Justiça Eleitoral pediu a presença da Força Nacional de Segurança, que estará atuando no município.

Mesmo com R$ 7,5 bilhões Aluizio abandona obras

Aluizio pode reclamar de muita coisa. Menos de falta de dinheiro, pois Macaé tem menos de 250 mil moradores e em sua gestão o município já arrecadou mais de R$ 7,5 bilhão Prefeito de Macaé parece ter se perdido no meio dos recursos financeiros

Pessimamente colocado no Ranking da Eficiência dos Municípios, perdendo até para cidades da região mais pobre do estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense, o município de Macaé não pode reclamar da falta de dinheiro, mas seus moradores têm muito a questionar, principalmente ao que se tem verificado nos setores de saúde e educação. Na semana passada, por exemplo, a Câmara de Vereadores decidiu convocar Antonio Pires, secretário municipal de Obras e Urbanismo, para explicar o abandono das obras de construção de duas escolas, uma no Parque da Cidade e outra no Novo Horizonte. Isto acontece em um governo que de janeiro de 2013 a 31 de agosto deste ano teve uma receita líquida consolidada de mais de R$ 7,5 bilhões para gerir uma cidade com menos de 250 mil habitantes. Imaginem o mesmo prefeito tendo que administrar São Gonçalo, por exemplo, que teve menos de R$ 4 bilhões no mesmo período para cuidar de 1,2 milhão de pessoas...