‘Novo Mais Educação’ chega ao bairro Xavantes

Programa oferece aulas de reforço em Portugues, Matemática, Dança, Artes e Esportes

A Secretaria de Educação de Belford Roxo lançou ontem (9), o programa Novo Mais Educação na Escola Municipal Miguel Ângelo Leone, no bairro Xavantes. Voltada para alunos do 3º ao 9º ano do ensino fundamental, a proposta em horário integral oferece aulas de reforço de Língua Portuguesa, Matemática, Dança, Artes e Esportes.  Nesta unidade, cerca de 500 alunos serão beneficiados pelo programa, que é realizado em parceria com o Governo Federal. Ao todo, 30 escolas da rede municipal de Belford Roxo, totalizando cerca de 10 mil alunos, já são atendidas pelo programa. O lançamento contou com alunos, pais e responsáveis que foram conhecer mais sobre o programa. Além da Miguel Ângelo Leone, alunos da Escola Municipal Pastor Rubens de Castro fizeram uma apresentação de dança e esporte e homenagearam as mães pelo seu dia.

Aditivos enchem os cofres do grupo Locanty em Mangaratiba

Faturamento é garantido por renovações de contrato sem licitação. Com quatro nomes diferentes o grupo já recebeu cerca de R$ 210 milhões da Prefeitura

Os contratos públicos, de acordo com a legislação, devem ser colocados à disposição do contribuinte nos portais de transparência dos órgãos contratantes, mas, ao que parece, o prefeito de Mangaratiba, Aarão Brito (foto) está se lixando para isso, pois não revela, por exemplo, o milionário contrato da coleta de lixo firmado em 2012 com uma empresa sucessora da Locanty Serviços – que começou a operar na cidade através da Limpacol – a Própria Ambiental, agora atuando com outro nome, Rio Zin Ambiental, por ele renovado através de termo aditivo. De aditivo em aditivo o grupo vai faturando alto, mas a íntegra do contrato 40/2012, firmado a partir do pregão 39/2012, não é revelado. Este ano, por exemplo, esperava-se por um novo processo licitatório, mas não há o menor sinal de que isso irá acontecer. Ao todo, com o mesmo CNPJ, Própria e Rio Zin já receberam mais de R$ 135 milhões dos cofres públicos de Mangaratiba. O faturamento do grupo na cidade soma quase R$ 210 milhões.

Estado manda viaturas sem rádio para os batalhões da PM

Novos carros são frágeis e não foram aprovados em teste de segurança

A chegada de 15 novas viaturas para ampliar a logística do 39º BPM foi comemorada por moradores, comerciantes e lideranças comunitárias de Belford Roxo, município da Baixada Fluminense que mais vem sofrendo com o aumento da criminalidade. Porém, os carros chegaram sem rádio de comunicação, o que impossibilita um uso mais eficaz por parte dos agentes. A informação dada a pouco ao elizeupires.com é de que todas as 265 viaturas  distribuídas pela Secretaria Estadual de Segurança no mês passado vieram sem o equipamento, mas instalação dos rádios já começou a ser feita. Os carros de Belford Roxo, por exemplo, tiveram de voltar por causa disso. De acordo com o governo estadual, muitos veículos já teriam retornado para uso nos batalhões.

Belford Roxo recebe 15 novas viaturas para reforçar o policiamento

Afora falta aumentar o efetivo

Das 265 novas viaturas distribuídas nesta quinta-feira para reforçar a frota e a segurança no estado, 15 foram destinadas ao 39º BPM (Belford Roxo) e vão patrulhar as vias do município. Os novos veículos fazem parte do primeiro lote de um total de 580 adquiridos pelo governo estadual para melhorar a capacidade operativa no policiamento ostensivo. A cerimônia de entrega aconteceu no Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo., e contou com a presença do governador Luiz Fernando Pezão e várias autoridades. Agora falta aumentar o efetivo do batalhão local, promessa feita no início do mês ao prefeito da cidade e ao representante do município na Assembleia Legislativa.

Obras fazem a diferença na periferia de Belford Roxo

Camila relembra as vezes que teve de usar sacos plásticos nos pés para evitar sujar o calçado (Foto:Divulgação/PMBR) Melhorias chegam para os moradores do Parque Fluminense

No dia 17 de abril, o pequeno Benjamin completou um ano de vida. Morador do bairro Malha-pão, na localidade do Parque Fluminense, em Belford Roxo, ele não imaginava que a data traria muita alegria para a sua mãe Camila Pereira da Silva, 25, que deu seus primeiros passos também na Rua Margarida Bueno sem saneamento, drenagem e pavimentação. No dia 17 a Prefeitura iniciou as obras e a via está sendo toda concretada, melhorando assim a vida dos moradores. No total, 12 ruas do bairro passaram por intervenções. Camila relembra as vezes que teve que descer com saco plásticos nos pés para evitar que a lama sujasse o calçado. Além de Benjamim, ela é mãe de Miguel, 5. "Imagine a dificuldade com duas crianças para andar nesta rua, que em época de chuva virava lama. Agora é vida nova.  Meus filhos vão poder brincar na rua onde eu quase não brinquei,. Quando chovia era lama. No verão era poeira, além dos buracos", concluiu.

Comando do 39º BPM parece que tem medo da bandidagem

Ele vem deixando o confronto para o Batalhão de Choque

Comerciantes e lideranças comunitárias de Belford Roxo, município mais violento da Baixada Fluminense, não entendem porque o general Richard Nunes – secretário estadual de Segurança Pública – ainda não tomou uma providência em relação ao comandante do pelo 39º BPM, tenente-coronel Luís Carlos Silva Junior, que não tem reagido com firmeza aos ataques deflagrados pela bandidagem que transformou a cidade numa espécie de 'ilha do medo'. Silva Junior, não protagonizou uma ação de confronto sequer e não fosse o Batalhão de Policiamento de Choque a situação estaria bem pior. Nessa sexta-feira, por exemplo, agentes do BPChoque fizeram prisões e apreensões de drogas e armas no município, em uma incursão da qual o comandante local talvez nem tenha tomado conhecimento.

Dinheiro dos servidores de Belford Roxo foi parar no ralo

Relatório diz que cerca de R$ 70 milhões foram aplicados em investimentos de elevado risco

Citado pelos servidores como o melhor prefeito – para a categoria – que o município já teve, o médico Alcides Rolim errou feio na hora de autorizar a aplicação dos recursos do fundo de previdência municipal, o Previde. Pelo menos é o que aponta um relatório analítico, resultado de uma auditoria concluída em abril de 2016 pela empresa Mais Valia Consultoria de Investimentos. O documento diz que os negócios foram feitos com fundos de "elevado risco", com "ausência de transparência, solvência, liquidez e análise prévia". Ao todo o Previde fez 18 aplicações nada garantidas, oito delas com a BNY Mellon Serviços Financeiros, instituição processada pelos prejuízos de R$ 8,2 bilhões causados ao Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis). O total aplicado somou R$ 69.277.268,41, com perdas estimadas em R$ 40 milhões que, com os valores corrigidos, pode chegar a R$ 100 milhões.

Fundos de previdência dos servidores de Angra dos Reis, Belford Roxo, Campos e Japeri estão sob investigação da Polícia Federal

● Elizeu Pires

Um ano e dois meses após o elizeupres.com ter revelado que o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Belford Roxo (Previde) havia perdido dinheiro com investimentos de alto risco, aplicação de recursos do fundo de pensão do funcionalismo em "títulos podres", a Polícia Federal esteve na sede da instituição, dentro da Operação Encilhamento, deflagrada hoje (12) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. A operação – autorizada pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que expediu 60 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária – é resultado de um inquérito que apura fraudes nas aplicações em debêntures sem lastro, emitidas por empresas de fachada. O rombo pode chegar a R$ 1,3 bilhão e as investigações, segundo a PF, identificaram 28 institutos de previdência municipais, entre eles o Previde e os de Angra dos Reis, Campos e Japeri.

Polícia Federal prende 13 pessoas em operação contra fraudes em institutos de previdência em 28 institutos municipais

Em sete estados, 13 pessoas foram presas hoje (12) pela Polícia Federal na Operação Encilhamento, que apura fraudes que envolvem a aplicação de 28 institutos municipais de previdências em fundos de investimento que têm, entre seus ativos, debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada. Os nomes dos presos não foram divulgados.

O valor das debêntures ultrapassa R$ 1,3 bilhão. A operação, que ainda prossegue, é a segunda fase da Operação Papel Fantasma. Esta seria a sexta ação da Polícia Federal que mira fraudes em institutos municipais de previdência social.

Bandidos estão ‘tirando onda’ com a PM em Belford Roxo

E comunidade pede substituição de comandante e mais ações do BPChoque

Na semana passada uma ação de agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar no bairro Castelar deixou a bandidagem no prejuízo, com seis criminosos mortos e apreensão de armas. Isso foi o bastante para levantar questionamentos sobre o trabalho desenvolvido pelo 39º BPM, batalhão local comandado pelo tenente-coronel Luís Carlos Silva Junior, que assumiu o cargo em janeiro e está indo pelo mesmo caminho de seu antecessor, o também tenente-coronel Valdecir Lima, que passou um ano na unidade e não conseguiu mostrar serviço. Moradores e comerciantes querem os homens do BPChoque mais presentes nos bairros de Belford Roxo e a substituição de Silva Júnior que, entendem, parece ter medo do confronto, o que deixa os bandidos muito a vontade para agir.