Decreto é recebido como declaração de guerra em Belford Roxo

Waguinho vem tropeçando nas próprias palavras e já ganhou dos servidores o apelido de "Pinóquio" Prefeito muda de ideia e amplia prazo para pagar atrasados aos servidores

O prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é daqueles que fala uma coisa e escreve outra. Isto é o que ficou claro no Decreto nº 4.202 de 30 de janeiro de 2017, publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial de Belford Roxo, através do qual o governo divide o pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro em doze vezes, com parcelas mínimas de R$ 300. A medida foi recebida como uma declaração de guerra contra o funcionalismo, principalmente pelos servidores da Educação, que poderão entrar em greve a partir de fevereiro. Waguinho vem se perdendo nas falas desde que assumiu o governo. Primeiro ele disse que todos os funcionários - inclusive e pensionistas - receberiam o mês de janeiro na última sexta-feira, mas apenas os aposentados conseguiram receber.

Servidor de Belford Roxo desmente prefeito sobre pagamento

Funcionários do RH dizem que folha da Educação sequer tinha sido enviada ao setor

Embora o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB) tivesse prometido quitar na última sexta-feira o salário de janeiro de todos os servidores - ativos e inativos -, a folha de pagamento do pessoal lotado na rede municipal de ensino de Belford Roxo não havia sido enviada ao departamento de Recursos Humanos até o final do expediente daquele dia. A informação foi passada agora a pouco ao elizeupires.com por uma fonte ligada ao governo. Se confirmada ao longo desta segunda-feira, a declaração desmente a fala do prefeito de que o pagamento dos professores tinha sido autorizado, bem como a informação de que a quitação fora realmente autorizada ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para (sábado, 28) ou no máximo o dia de hoje (30), “não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários”.

Comunicado aos professores de Belford Roxo

Em respeito às centenas de mensagens nos enviadas na manhã de hoje, dando conta de que o pagamento de janeiro dos profissionais da rede de ensino de Belford Roxo não caiu ontem (27) nas contas individuais, informamos que há confirmação do governo de que a quitação foi realmente autorizada ontem ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para o dia de hoje (sábado, 28) ou no máximo segunda-feira (30), não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários. O governo confirma ainda que milhares de servidores - entre ativos e inativos - receberam o salário de janeiro antes. Quem nos acompanha sabe muito que vimos cobrando uma solução para os atrasos há muito tempo. Ressaltamos que nosso compromisso é com o fato e estejam certos de que se até a próxima segunda-feira o problema não estiver resolvido seremos, como sempre, os primeiros a comprar a briga de vocês.

Em suaves prestações…

Prefeitura de Belford Roxo vai pagar todo o atrasado até outubro

Os salários de novembro, dezembro e o décimo terceiro dos servidores do setor de Educação de Belford Roxo deverão ser pagos entre fevereiro e outubro, junto com o vencimento de cada mês. Esta é a proposta do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que ainda não foi aprovada pela categoria, mas ele já deixou claro que será isto ou uma batalha judicial, porque a Prefeitura não tem dinheiro para quitar todo o débito de uma vez. Ontem a administração municipal divulgou que foi pago o mês de janeiro a todos os funcionários, inclusive os proventos dos aposentados e pensionistas, mas uma fonte do próprio governo afirmou agora a pouco que só os inativos da Educação teriam conseguido sacar o salário ontem. Quanto aos atrasados, duas parcelas serão pagas em fevereiro junto com o salário do mês e oito parcelas vão ser quitadas nos meses seguintes, sendo que o contracheque de abril virá também com o pagamento das férias. A proposta ainda vai ser analisada pelos profissionais de ensino através da representação local do Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe), mas a categoria foi avisada de que se o plano de pagamento não for aceito a Prefeitura vai judicializar a questão e provar na Justiça que não tem como fazer o pagamento de uma só vez.

Prefeitos vão ter que provar situação de calamidade financeira

Tribunal de Contas vai checar número por número para ver se a turma não estão exagerando

Mesmo com perda de 40% na receita, o município de Magé, na Baixada Fluminense, está mantendo as contas em dia. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), não atrasou um salário sequer e pagou o décimo terceiro dentro do prazo legal. Magé não fechou nenhuma unidade de atendimento médico e deu continuidade às obras iniciadas a partir de abril do ano passado, quando assumiu o governo com a saída do prefeito Nestor Vidal. Na região prefeitos que assumiram este mês trataram logo de decretar estado de calamidade financeira, um instrumento legal que os autoriza suspender contratados e pagamentos, inclusive demitir servidores. Porém, o que mais motiva a adoção da medida é a cultura de que em situação semelhante se pode fazer compras e contratos sem licitação, mas isto só é permitido em casos de calamidade pública provocada por desastres naturais. Antecipando-se a uma possível “farra”, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro resolveu marcar em cima e desta forma os prefeitos de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Mesquita e Nova Iguaçu vão ter que apresentar números completos sobre a realidade financeira de seus municípios.

Baixada recebeu nesta terça mais R$ 15 milhões do Fundeb

Acumulado do mês chega a R$ 84 milhões

Segundo registros do Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação repassou nesta terça-feira (24) R$ 17,4 milhões aos 13 municípios que formam a Baixada Fluminense, com o acumulado do mês chegando a R$ 84 milhões. No caso de Belford Roxo, considerando o saldo do exercício fiscal de 2016 que a nova gestão vem mantendo em segredo e a soma do que a Prefeitura já recebeu este mês do Fundeb, há recurso suficiente para pagar o salário de janeiro e pelo menos um mês em atraso para os professores, que conseguiram junto ao Tribunal de Justiça uma liminar obrigando o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), a pagar todo o atrasado em 24 horas, medida que advogados ouvidos durante o dia de hoje pelo elizeupires.com confirmam que poderá ser derrubada com facilidade, pois nenhuma cidade da região teria dinheiro em caixa para pagar de uma só vez os meses em atraso, mais o décimo terceiro. O repasse de hoje para Belford Roxo foi de R$ 1.784.537,60 e o total do mês é de pouco mais de R$ 10,1 milhões.

Belford Roxo confirma calote em servidores

Contratados que trabalharam até dezembro terão abrir processo administrativo, solicitações de pagamentos que normalmente acabam no arquivo com um “indeferido” carimbado

Os servidores efetivos do município de Belford Roxo continuam sem saber quando receberão os meses de novembro, dezembro, o décimo terceiro e ainda aguardam pela divulgação de um calendário de pagamento. A ideia do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é somar o débito e dividi-lo em dez parcelas iguais e pagá-las junto com o mês trabalhado. Já os contratados temporários, os ocupantes de cargos comissionados e as diretoras de escola sem matrícula efetiva não vão receber um centavo sequer, mesmo os que trabalharam normalmente até o último dia útil de 2016. Estes, segundo o próprio prefeito já afirmou, terão de protocolar o pedido de pagamento para que a situação de cada um seja avaliada em processo administrativo, aquela papelada que quase sempre acaba indo parar no arquivo, com um indeferido em vermelho, carimbada que serve para mostrar o quanto maus governantes desprezam os direitos de quem trabalha.

Municípios sob calamidade financeira receberão auditoria

Tribunal de Contas quer saber a realidade de cada Prefeitura

O prefeito de Guapimirim, Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê, foi o último a anunciar que decretaria estado de calamidade, só que "administrativa e de infra-estrutura". Ninguém viu o decreto ainda e muito menos sabe o que ele quis dizer com isto, pois até agora nenhum número oficial sobre a real situação do município. O termo alamidade soa fácil na boca dos gestores públicos ultimamente, acompanhada da palavra financeira e os tais decretos são um instrumento legal que livra os governantes da Lei de Responsabilidade Fiscal, permitindo que eles deixem de pagar as dívidas herdadas dos antecessores pelo tempo em que durar a situação decretada, o que pode levar de 120 a 240 dias. Nesta quarta-feira e ele e todos os prefeitos que adotaram o mesmo procedimento ou medida semelante terão oportunidade de mostrar a realidade financeira de suas cidades em encontro marcado para as 14h desta quarta-feira, no Tribunal de Contas do Estado, através da Escola de Contas e Gestão. A intenção é colaborar, com técnicos dando orientações gerais sobre os procedimentos que devem ser observados em atendimento as normais legais verificadas nas prestações de contas. Porém, todas as prefeituras que decretaram calamidade financeira passarão por auditorias e os auditores já começaram a trabalhar: estão atuando em Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Petrópolis e São Gonçalo.

Belford Roxo não tem mais desculpa para calote em professores

Repasse do Fundeb nesta terça-feira foi de mais de R$ 5 milhões. Todas as prefeituras da Baixada Fluminense receberam mais dinheiro para a Educação. Caxias teve um crédito de R$ 11.133.044 e Nova Iguaçu R$ 9.052.768,71

O que começou fraco melhorou e muito. Os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação que estavam menores até a última sexta-feira, cresceram bastante para todos os 13 municípios da Baixada Fluminense, o que significa dizer que o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que até agora não apresentou uma proposta de parcelamento dos atrasados dos servidores do setor de Educação, não tem mais desculpas para não fazê-lo. No início da noite dessa terça-feira foi feito um crédito de R$ 5.309.083,97 pelo Fundeb para a Prefeitura, o que somado aos R$ 2.882.368,59 que entraram nos 13 primeiros dias do ano dá o total de R$ 8.191.452,56. O mesmo vale para o município de Duque de Caxias, onde os professores também estão sem ver a cor do dinheiro: o repasse do Fundeb feito hoje aos cofres duquecaxienses soma R$ 11.133.044,16 e o acumulado de janeiro chega R$ 16.873.091,08.

Professores de Belford Roxo podem decretar greve

Falta de diálogo e aparente desinteresse do governo revolta a categoria

Ignorados pelo prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que apesar de ter encontrado nas contas da Prefeitura dinheiro do Fundeb suficiente para pagar pelo menos um mês de salário e não o fez, os professores da rede municipal de ensino de Belford Roxo não pretendem retornar às salas de aula sem a garantia de que receberão os vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro, mesmo que em parcelas. A categoria se queixa da falta de diálogo por parte do novo governo, que em vez de apagar o incêndio provocado pelo calote dado pelo ex-prefeito Dennis Dauttmam prefere jogar mais combustível no fogo, afirmando que o antecessor não pagou porque não quis, verdade que se aplica também ao sucessor, pois os recursos repassados em dezembro pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ficaram no caixa, um total de exatos R$ 12.023.848,59, R$ 542.556,71 creditados no último dia útil do ano, acrescidos de mais R$ 2.882.368,59 repassados entre os dias 2 e 13 de janeiro.